1 de julho de 2013

O Brasil desencantou

Fred marcou, Neymar fez o dele. Ambos jogaram muito na final – foto Vanderlei Almeida
Nada da posse de bola campeã do mundo, nem tampouco o predomínio da Fúria nas quatro linhas. Neste domingo (30), o Brasil bateu a Espanha por 3 a 0, num novo Maracanã lotado e sagrou-se tetracampeão da Copa das Confederações. Esbanjando vontade e disciplina, a Canarinho venceu com gols de Fred (2) e Neymar. Para além da festa nas arquibancadas e nas ruas do país, a equipe de Felipão impôs identidade e força. Além da confiança necessária para chegar bem ao Mundial de 2014.

De certo, desde o apito inicial, era que o Brasil partiria para cima, buscando sufocar a saída de bola espanhola. Assim, poderia encontrar boas jogadas na área adversária. Foi o que aconteceu e, logo no primeiro minuto, o grito do torcedor ecoou no Maracanã. Hulk cruzou da direita, Neymar se livrou da marcação esbarrando na zaga e a bola sobrou para Fred que, mesmo deitado, mandou para as redes. Brasil 1 a 0.

Aos 15 minutos da primeira etapa, o Brasil desmitificava a supremacia da Fúria na posse de bola: 56% a favor dos donos da casa. Espanhois em dia de correr atrás da bola, Brasil dono dela. Aos 43, o que estava bom melhorou: Neymar tabelou com Oscar e carimbou as redes com um balaço de esquerda: 2 a 0.

O segundo tempo começou com um repeteco. Também no primeiro minuto, outro gol brasileiro. Hulk lançou para Neymar, que deixou passar, a bola sobrou para Fred e Brasil 3 a 0. Ali, estava sacramentada a noite da Espanha desestabilizada em campo. Caía a invencibilidade de 29 jogos do time espanhol.

Nos 90 minutos, o Brasil sustentou a obediência tática, força e o bom aproveitamento nos contra-ataques. Com o volume de jogo brasileiro, a Espanha não conseguiu se desvencilhar da intensa marcação verde-amarela. Os desarmes à tabelinha espanhola foram constantes durante todo o jogo. Nos incômodos à zaga, o goleiro Júlio César e David Luiz foram perfeitos. David chegou a salvar uma bola quase em cima da linha do gol. Foi ovacionado.

No apito final, gratidão do público pela grande exibição da seleção. Combustível essencial para a Copa do Mundo 2014, que está logo ali.


Com informações O Povo Online

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