8 de outubro de 2019

Tasso e Ciro trocam elogios e convergem em críticas a Bolsonaro

Ciro, José Sarto e Tasso na solenidade em comemoração aos 30 anos da promulgação da  Constituição Estadual na Assembleia Legislativa do Ceará. (Foto: Alex Gomes)
Em outra oportunidade para consolidar reaproximação, ontem, os ex-governadores do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), trocaram elogios, citaram como se conheceram e recordaram tempo no qual estiveram politicamente juntos. Eles se distanciaram ainda em 2010, quando o então governador Cid Gomes, irmão de Ciro, apoiou José Pimentel (PT) para o Senado, impondo derrota a Jereissati. O pedetista negou que o contato se desdobre politicamente.

Mesmo assim, Ciro considera não ter havido reaproximação — já que não teria existido distanciamento. "As coisas da política nunca nos fizeram nos afastar pessoalmente, portanto não há uma reaproximação. Os caminhos da política nem sempre são aqueles que a gente prefere", anotou Ciro na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) em relação ao antigo aliado político.

Embora tenha descartado a palavra "reaproximação" do contexto, ele destacou sentir felicidade em "de novo" ter possibilidade de tomar café com o senador e ouvi-lo, por exemplo. "Isso não tem nenhum desdobramento político eleitoral, não precisa ter e, se tiver, não será nada mais do que natural ao tempo próprio."

O tucano já havia considerado possibilidade de pactuação entre PSDB e PDT, impondo a condição de haver convergência entre os grupos políticos de projetos e ideias. Foi no dia 1º de julho, no Teatro São José, durante lançamento de pacote de obras pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT). Ontem, ele resumiu-se a elogiar Ciro.

Durante palestra sobre os 30 anos da Constituição Estadual, celebrados exatamente no último dia 5 — a Carta Magna cearense foi promulgada um ano depois de Federal — os dois convergiram quando o assunto foi o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O tucano afirmou que o militar da reserva aprofunda a degradação do poder Executivo e que possui tendência autoritária. "Ele ganhou, temos que conviver com esse cara."

Ciro considera que Bolsonaro não rompeu com estado democrático, mas disse que a condução dele prejudica a qualidade do exercício da democracia. "Fui colega dele quatro anos, ninguém cumprimentava o Bolsonaro na Câmara. (...) Todo mundo sabia que ele tinha oito funcionários fantasmas pra assinar recibo e botar dinheiro no bolso. É inacreditável, esse cara virou presidente da quinta maior democracia da terra."

Com informações portal O Povo Online

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