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5 de abril de 2017

Para tucanos, Temer deve acabar mandato

Líderes tucanos defenderam ontem (04/04) o presidente Michel Temer, no dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o início do julgamento da chapa na qual o peemedebista disputou junto de Dilma Rousseff a eleição de 2014. A ação na corte eleitoral foi aberta naquele mesmo ano por um pedido do PSDB.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que seu partido "não tinha alternativa" em 2014 a não ser propor a ação de cassação da chapa Dilma-Temer por conta de abuso de poder econômico na campanha eleitoral daquele ano.

"Na época o PSDB não tinha muita alternativa, porque parecia que havia e, como está se vendo, houve abuso do poder econômico", disse FHC ontem, em uma conferência na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio. "Agora, a interpretação se pega os dois (Dilma e Temer) ou não, se é suficiente ou não, isso não cabe aos observadores nem aos políticos julgar."

Na última segunda-feira, 3, o ex-presidente havia dito que uma eventual cassação de Temer pelo TSE e uma eleição indireta geraria "confusão", piorando o já tumultuado cenário político no País. Na ABL, ele não comentou o adiamento do julgamento pelo TSE. "Não sou jurista, não entendo dessas peculiaridades do processo. Se adiaram, têm alguma base para isso."

Para especialistas o adiamento do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode cassar a chapa Dilma-Temer, significou uma vitória para o Palácio do Planalto.

Com a decisão de ontem, tomada pela maioria dos ministros da Corte Eleitoral, Michel Temer (PMDB) não apenas ganha tempo, mas se livra do desgaste que representariam a leitura do relatório de Herman Benjamin e a antecipação de votos de dois ministros que deixam o tribunal nos próximos meses.

Temer fica mais à vontade, assim, para aprovar as reformas trabalhista e da Previdência e tentar alavancar a economia. Na prática, o processo volta à fase de instrução, estágio no qual as defesas podem pedir ao relator Herman Benjamin, que sejam tomadas novas providências para a produção de provas.

Com o entendimento de que o julgamento deveria ser adiado para ouvir mais testemunhas e garantir mais prazo para a defesa, Benjamin nem chegou a ler o relatório que, ao que tudo indica, deve pedir a condenação da chapa.

A simples leitura geraria desgaste para um governo que já patina na popularidade.

Com informações O Povo Online

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