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10 de janeiro de 2018

Capitão Wagner diz que foi indicado para concorrer ao Governo

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) anunciou que foi indicado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), em reunião no escritório do tucano na última segunda-feira (08/01) para ser o candidato da oposição ao Governo do Estado. 

“Foi o Tasso mesmo que colocou meu nome, e foi apoiado por todos os presentes”, disse o deputado ao jornal O Povo.

Também participaram do encontro o deputado federal Genecias Noronha (SD); o vice-prefeito em Maracanaú, Roberto Pessoa (PR); o conselheiro em disponibilidade Domingos Filho; e o atual e o ex-presidente estadual do PSDB, Francini Guedes e Luiz Pontes, respectivamente.

Os três últimos também conversaram com o jornal O POVO e, mais cuidadosos, não confirmaram a indicação  do senador a Wagner, mas admitiram que seu nome foi destaque na conversa. Já a assessoria de imprensa de Tasso não quis comentar o assunto.

De acordo com Francini, Tasso pediu que fosse feita uma pesquisa “com uma nova metodologia” para avaliar as chances de Wagner e, após o dia 24, será realizada outra reunião.

A possibilidade do senador disputar o Governo não foi, porém, totalmente descartada. Ao menos é o que garante Pontes, que diz que “ainda é possível”. Domingos Filho explica que Tasso “quer estimular novos nomes, mas não descartou definitivamente sua candidatura”.

Ainda há outros impasses, no entanto, que adiam a definição. O principal deles é o palanque nacional: enquanto o PSDB teria imposto a condição de apoio ao seu candidato à presidência da República, Wagner acredita que isso dificultaria sua campanha. “No bloco de oposição, nós temos partidos com diversos candidatos à presidência da República: o Henrique Meirelles, o (Geraldo) Alckmin, o (Jair) Bolsonaro. Está difícil encontrar um mecanismo para unir isso”, explica.

Ele diz que, sob essa condição, não aceitará o “convite”, e que o ideal seria um “palanque aberto” para permitir o apoio de mais siglas à sua candidatura. “Não sou um candidato kamikaze, quero disputar com chance de vitória. Já tenho um adversário do tamanho do Golias para enfrentar, com dificuldades financeiras e estruturais. Com essa condição (a candidatura) se torna inviável”, afirma.

Outra preocupação, compartilhada com a cúpula do PR, é a de ficar sem cargo eletivo caso não vença a disputa contra o governador Camilo Santana (PT). Após ter se fortalecido com a campanha à Prefeitura de Fortaleza em 2016, ele avalia que “ficar sem mandato pode diminuir essa força de hoje”.


Wagner ainda avalia possível troca de partido. Ele informou que recebeu convites de “vários partidos” e que até a próxima semana terá uma definição.


O nome de Eunício Oliveira (PMDB) não foi tocado na reunião, garantiram os presentes. O senador já é praticamente tido como aliado de Camilo.

Com informações portal O Povo Online

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