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22 de março de 2020

A resposta do Ceará ao coronavírus

A Equipe Multidisciplinar da UTI do HGF reforça algumas dicas para evitar a transmissão da doença (Foto: Reprodução/Facebook)
O Ceará é um dos estados que reagiram de imediato para conter o avanço do coronavírus no País, adotando medidas de urgência mesmo quando ainda não havia nenhum caso registrado. A primeira, anunciada no dia 10/3, criava uma central de atendimento telefônico para dúvidas da população. Dois dias depois, o governador Camilo Santana (PT) foi às redes sociais informar a liberação de R$ 45 milhões em recursos para saúde, aumento de leitos de UTI na rede de retaguarda e a preparação de 14 unidades hospitalares para receber eventuais pacientes infectados com a doença, cujo registro inaugural seria feito 72 horas depois: no dia 15/3, com uma tripla incidência.

Entre o domingo passado e hoje, o Governo do Estado foi ágil na resposta à pandemia. Adquiriu mais 600 unidades de tratamento intensivo, 100 mil máscaras e 400 mil litros de álcool em gel. Mas foi além: editou decreto que determinou o fechamento do comércio, incluindo-se shoppings e academias, por um prazo de dez dias. Nesse mesmo intervalo, porém, o Ceará passou de três casos de coronavírus para 68 - um crescimento de mais de 2.000%.

É o estado com maior número de infectados do Nordeste. Sozinho, concentra 43% dos que apresentaram exame positivo para a doença na região. Para efeito de comparação, a Bahia, que tem o dobro da população cearense, contabiliza 34 pessoas com Covid-19 - metade dos casos locais.

Os números sugerem que, embora as ações governamentais tenham sido executadas prontamente, não são suficientes para frear o avanço do vírus. Há necessidade de soluções mais drásticas e busca de auxílio externo - na China, por exemplo. Do contrário, o quadro tende a se deteriorar rapidamente.

Nesse ritmo, é possível que cheguemos ao final do mês de março com duas ou três centenas de doentes, num cenário otimista. Para piorar, o Governo Federal, que tem se notabilizado pela inação diante de uma crise sanitária sem proporções na história recente, resolveu agora sabotar o bom trabalho que os governadores têm desempenhado, sejam de oposição ou aliados de Jair Bolsonaro.

Ao final, quando houvermos superado o desafio que o vírus impõe, esse terá sido o legado do presidente: o de ter se mostrado irresponsável e mais atrapalhado que ajudado quando o Brasil precisou de bons exemplos.

Com informações portal O Povo Online

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