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30 de maio de 2021

Manifestantes vão às ruas de Fortaleza pedindo mais vacinas e gritando "Fora Bolsonaro"

Manifestantes caminham pela Av. 13 de maio em Fortaleza (Foto: Fabio Lima)

Manifestantes foram às ruas de Fortaleza ontem (29/05) pedindo  mais vacinas contra a Covid-19, que já matou mais de 460 mil pessoas no Brasil e gritando "Fora Bolsonaro". Na capital cearense, os atos se concentraram no entorno da Arena Castelão, de onde partiu uma carreata por volta das 16 horas, e na Praça da Gentilândia, no Benfica.

Da praça, os manifestantes saíram em caminhada pela avenida 13 de Maio. De máscaras, tentando resguardar distanciamento social e muitos portando o próprio álcool em gel, dirigiram-se ao logradouro em frente à Igreja de Fátima, no bairro vizinho, onde o protesto se encerrou com ato ecumênico.

A manifestação em Fortaleza fez parte de uma agenda de mobilizações pelo país, com eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e outros estados.

Professor de turmas do Ensino Fundamental, Henrique Rodrigues explica por que foi à carreata de ontem. "Estava ansioso por uma forma de protesto concreta. Vir, para mim, é dizer que não estou satisfeito com o presidente que foi eleito, eu preciso que as coisas mudem, que todos se vacinem e vencer a pandemia".

Alexandre Marcos, técnico em saúde bucal, acompanhou a marcha dos manifestantes do Benfica à praça. "Estou aqui para lutar porque não dá mais para ficar em casa. Sei que não é correto, mas chegou o momento em que esgotou. É preciso ir pra rua pra lutar", defende. "Porque ou você morre de fome", conclui Marcos, "ou morre do vírus, ou morre de violência".

Entre os que estavam na 13 de Maio, mensagens nos cartazes lembravam os mortos pela Covid e a postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Muitas faixas chamavam o chefe do Executivo de "genocida" e pediam a sua saída do governo.

O ato ocupou umas das faixas da avenida, enquanto a outra estava liberada para o trânsito. No fim, a organização da manifestação solicitou que os presentes respeitassem as regras sanitárias. Aglomerações, contudo, foram inevitáveis.

Professor de Direito da Universidade Regional do Cariri (Urca) e um dos que foram à passeata, Fernando Castelo Branco afirma que "ninguém estava ali porque gosta ou porque quer, simplesmente. Estávamos porque percebemos a necessidade de estar. Estávamos porque temos a consciência de que Bolsonaro potencializa as mortes causadas pelo vírus", aponta o docente.

Para ele, "não podemos esperar até 2022 para derrotar Bolsonaro. Até lá, sua política terá destruído mais empregos, empobrecido mais gente, matado muito mais pessoas".

Com informações portal O Povo Online

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