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5 de outubro de 2021

Bolsonaro consolida pior patamar econômico de alimentos e renda do Brasil desde 1994

O levantamento teve como base os dados Ipea e do Dieese e analisou os
primeiros mil dias de governo de cada presidente (Foto: Marcos Correia)

É o valor da comida que faz a população notar que a economia vai mal ou bem. Quanto mais caros os produtos, pior a situação. Entre janeiro de 2020 e agosto de 2021, essa percepção chegou a todas as classes e apenou, especialmente, os mais carentes. Itens básicos tiveram os preços elevados em poucos meses e fizeram da alimentação uma tarefa desafiadora para o cearense.

Nos primeiros mil dias do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), três dos principais indicadores econômicos, são eles: valor da cesta básica, o salário ideal e as horas trabalhadas necessárias para adquirir produtos da cesta, atingiram os piores cenários quando comparamos os primeiros 1000 dias de cada ex-presidente, desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994.

Enquanto FHC reduziu, em 1000 dias, 28% do tempo de trabalho necessário para se comprar uma cesta básica e Lula reduziu 33%, Bolsonaro incrementou em 26% esse indicador, fazendo com que o fortalezense, por exemplo, passasse de 89h04min para 112h34min para adquirir uma cesta básica completa (R$ 562,82).

O levantamento O POVO teve como base, os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) , e analisou os primeiros mil dias de governo de cada presidente, desde FHC, e como afetaram a vida do Fortalezense. Foi calculada a variação percentual, entre o início e os primeiros mil dias de cada governante, dos seguintes indicadores: número de cestas básicas que se pode comprar com um salário mínimo, quantidade de horas de trabalho necessárias para se comprar uma cesta básica e proporção entre o salário mínimo e ideal.

Para se ter uma ideia, a gestão Bolsonarista conseguiu elevar o valor da cesta básica do fortalezense em 39%, ao mesmo tempo que acabou reduzindo em 21% o número de cestas que se pode comprar com o salário mínimo. A distância entre o rendimento mínimo e o salário necessário (ou ideal) ficou ainda maior, 40% maior, em 1000 dias.

De FHC até agora, a série histórica das horas trabalhadas atesta apenas mais um caso de aumento da carga após mil dias e é exatamente no segundo mandato de Lula. Porém, esse acréscimo é de apenas 1,28%. No fim das contas, hoje, comer ficou mais caro nas duas pontas: tanto é preciso gastar mais quanto é preciso trabalhar mais.

Medida pelo Dieese, a cesta básica de Fortaleza saltou 39,32% neste período, saindo de R$ 403,99 (janeiro/2020) para R$ 562,82 (agosto/2021). É a maior elevação do conjunto de itens que compõem a alimentação no período de mil dias iniciais de um Governo Federal. Desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quem chegou mais perto de uma carestia tão acentuada na cesta básica foi Luís Inácio Lula da Silva, no segundo mandato (34,55%).

Os dados utilizados para o especial "Bolsonaro 1000 dias" são oriundos de bases públicas do Governo Federal , ONGs, institutos de pesquisa, entre outros órgãos ou instituições. Todas as bases de dados utilizadas nesta reportagem e nos demais capítulos a serem publicados podem ser acessadas no perfil do DataDoc no GitHub. Esta é uma forma de garantir a transparência, reprodutibilidade e credibilidade dos métodos utilizados.

Com informações portal O Povo Online

Clique aqui e leia o especial “Bolsonaro 1.000 dias” do O Povo


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