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27 de dezembro de 2021

“Não Olhe Para Cima”, da Netflix, rende comparações com políticos e cientistas brasileiros

Personagens de Meryl Streep e Jonah Hill fazem lembrar o presidente Bolsonaro e seu filho Carlos (Foto: Reprodução/Twitter)

O novo filme da Netflix “Não Olhe Para Cima” estreou na última sexta-feira (24/12) e rapidamente assumiu o 1º lugar no ranking das produções mais assistidas no serviço de streaming. A repercussão no público brasileiro, contudo, traz especificidades: espectadores estão comparando alguns personagens a Jair Bolsonaro e seu filho Carlos.

“Não Olhe Para Cima” conta a história de um cometa que está a caminho de colidir a Terra, com potencial de destruir o planeta. Dois cientistas tentam convencer o mundo sobre isso, mas as pessoas não acreditam. Na trama, a presidente dos Estados Unidos, Orlean, interpretada por Meryl Streep, não dá a mínima para os cientistas e está mais preocupada com sua imagem nas eleições.

Orlean está sendo comparada a Jair Bolsonaro, negacionista da pandemia do Covid-19. Durante a pandemia, ele fez encontros com a população e motociatas para se autopromover, apesar das recomendações sanitárias de evitar aglomerações.

Outro personagem que rende comparações com o clã Bolsonaro é Jason Orlean, interpretado por Jonah Hill. É o filho mimado da presidente. Este está sendo comparado ao vereador Carlos Bolsonaro, segundo filho de Jair Bolsonaro.

Correlações também foram feitas com outros personagens, como por exemplo, quando a microbiologista Natalia Pasternak se irritou durante uma entrevista em um jornal em que os jornalistas amenizam e tentam florear as informações sobre a Covid-19. Já na trama, Kate Dibiasky perde a paciência, também durante uma entrevista, porque apresentadores lidam com a informação do fim do mundo como algo banal.

A cientista brasileira foi ao Twitter agradecer a Leonardo DiCaprio e ao diretor Adam McKay pelo filme "Não Olhe para Cima".

Refletindo comentários de brasileiros nas redes sociais, ela escreveu em inglês que a produção reflete o momento atual do Brasil, em que um presidente pratica abertamente o negacionismo da ciência.

"Queridos Adam McKay e Leonardo DiCaprio, obrigado por um filme incrível. Não tenho certeza se vocês sabem que é perfeito para o Brasil… Esta sou eu no noticiário de um ano atrás, comentando uma reportagem sobre levar levianamente a negação da ciência com humor", escreveu a Dra. Natalia Pasternak.

Há quem diga também que o cientista de Leonardo DiCaprio seria uma versão ficcional do biólogo Átila Iamarino, cientista que ganhou notoriedade com suas tentativas de alertar a população sobre a gravidade da Covid-19.

O cientista brasileiro que ainda goza sua licença paternidade ainda não se manifestou sobre o filme.

Com informações das Agências de Noticias.

Clique aqui para mais Informações sobre o filme.


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