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11 de maio de 2023

A pedido de Lula, grades metálicas que cercavam o Palácio do Planalto são retiradas

O presidente Lula afirmou que a "democracia não suporta grades" (Foto: Ingrid Soares)

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) retirou, na manhã desta quarta-feira (10/5), as grades metálicas de proteção que cercavam a frente ao Palácio do Planalto. A remoção ocorre cerca de 10 anos após a instalação. As grades não fixas estavam no local desde 2013, por ocasião dos protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e foram mantidas pelas gestões seguintes, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, afirmou que a retirada ocorreu após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O presidente Lula solicitou a retirada das grades aqui e no Itamaraty. O momento que o país está vivendo, de união e reconstrução não pode ter esse gradil, não combina com as grades. Ele já tinha essa vontade, esse desejo", disse.

Ao Correio, o GSI informou que as grades "foram retiradas para manutenção" e "poderão ser utilizadas novamente para complementar e reforçar as medidas de segurança quando a situação recomendar ou para organização de eventos".

Em novembro de 2017, o Ministério Público Federal em Brasília ajuizou uma ação civil pública para que as grades em torno dos prédios do Supremo Tribunal Federal, do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada fossem retiradas. Na ocasião, o órgão afirmou que as cercas violavam o Conjunto Urbanístico de Brasília, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e que as grades prejudicam a "concepção arquitetônica de Oscar Niemeyer".

Lula sobre retirada de barreiras no Planalto: "Democracia não suporta grades"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quarta-feira (10/5) sobre a retirada das grades metálicas de proteção que cercavam a frente do Palácio do Planalto. O chefe do Executivo desceu a rampa para conferir a remoção, que ocorre cerca de 10 anos após a instalação. As grades não fixas estavam no local desde 2013, por ocasião dos protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e foram mantidas pelas gestões seguintes, de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

"Essa grade foi tirada para simbolizar o seguinte: A democracia voltou neste país. O Palácio não precisa estar cercado de grade. Não é que estou inseguro, é que eu tenho certeza absoluta que a democracia não suporta grades. Eu era contra o Muro de Berlim, eu sou contra o muro entre Israel e Palestina. Sou contra o muro que o (Donald) Trump tentava construir no México. E sou contra o muro aqui na frente do Palácio", disse Lula a jornalistas.

"Se os irresponsáveis que tentaram dar o golpe quiserem fazer barulho, vão ser tratados de acordo com o comportamento deles", completou. "A gente não precisa estar cercado. Cada um cuida do seu. Se a Suprema Corte (STF) quiser tirar, eu acho que não precisa [de grade]. Não precisa, porque nós temos segurança. Só não pode negligenciar como da outra vez."

Questionado se retiraria os gradis também do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso, o petista disse que não poderia decidir pelos outros Poderes.

"Vou conversar para ver a possibilidade de tirar dos Três Poderes, mas a Suprema Corte e o Congresso são quem decidem, cada um decide. É que eu acho que é um exemplo para o Brasil. Estamos ou não estamos vivendo em um regime democrático? Não ficou mais bonito o Planalto sem aquela mureta de grades? Vai ficar mais bonito, você poder tirar fotografia."

Alvorada

Ainda segundo Lula, "a democracia não exige muro, não precisa de muro". "Quis tirar da minha casa, vou tirar aquela muralha na frente do Alvorada. Eu vou tirar, depois a segurança que veja como ela cuida para evitar qualquer problema, porque nunca teve. As pessoas iam na porta do Alvorada protestar", recordou.

"Se eu quisesse cercar o povo, não permitir que ele faça protesto, não tem sentido a democracia. Aquilo foi feito em um momento que o PT já não mandava mais no país, na gestão do Temer. Significa que quem faz coisa errada tem medo. Ficou durante toda a gestão do coisa", acrescentou em referencia ao ex-presidente  Bolsonaro.

Com informações portal Correio Braziliense

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