![]() |
| Ivo também avaliou que não haveria espaço para ele no bloco governista (Foto: Reprodução/Instagram) |
No terceiro dia de entrevistas a veículos de comunicação de Sobral, o ex-prefeito Ivo Gomes (PSB) disse que ainda não é oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), mas que pode vir a ser. Ele afirmou que, independentemente do alinhamento dos irmãos, não será visto "encangado" nem com Capitão Wagner e nem com o deputado Moses Rodrigues, ambos do União Brasil; este último de grupo político rival ao dele em Sobral.
Em entrevista à Voz FM, no programa do radialista Adriano Imperador, o ex-gestor comentou novamente a aproximação do Governo do Estado com Oscar e Moses Rodrigues, que o fez deixar de ter compromisso com a base governista. No entanto, ele disse não se ver hoje como oposição. "Eu não sou opositor ainda, posso vir a ser", completou.
Irmão mais novo do ex-presidenciável Ciro Gomes, Ivo disse achar possível ainda uma nova candidatura de Ciro à Presidência. "Eu acho ainda que ele pode ser convocado para uma nova missão a nível nacional, o que me coloca uma dúvida sobre o projeto estadual", afirmou.
Pensando nas eleições deste ano, o ex-prefeito disse não contar com a possibilidade de concorrer pelo grupo em que Ciro está inserido, mas admitiu que as coisas mudam rapidamente. "Não estou contando com isso, mas tem muita água para passar embaixo da ponte. Eu não estou me preparando para isso".
Sobre a candidatura em 2026, Ivo negou que não tenha interesse, mas afirmou não ver espaço hoje no grupo, com a irmã Lia Gomes (PSB) deputada estadual e Leônidas Cristino federal. "Eu nunca disse que não quero ser candidato, eu acho que não tem é espaço para mim", explicou.
Ao ser lembrado do motim policial que acabou com o irmão Cid Gomes baleado, em Sobral, e do fato de Capitão Wagner estar aliado a Ciro, Ivo afirmou que Wagner apoia Ciro, não o contrário. "Você nunca me verá 'encangado' com Capitão Wagner", disse. Em outro momento, ele disse a mesma frase sobre Moses Rodrigues, hoje ao lado de Elmano de Freitas (PT).
O ex-gestor destacou a importância da eleição das duas cadeiras para o Senado, em outubro. Ele disse ser muito importante que o Ceará não eleja dois nomes conservadores, já que a agenda principal da extrema direita é "amordaçar o Judiciário".
"Tem que mudar (coisas no Judiciário)? Tem, tem que melhorar, mas o Judiciário se muda com reformas", disse, reclamando ainda da grande exposição que juízes e ministros nos Brasil têm. "A solução desses defeitos não passa pela chantagem por parte do Legislativo com o Judiciário", disse, citando o senador Eduardo Girão (Novo) como alguém que só tem impeachment de ministros do Supremo como pauta.
"A extrema direita tá com movimento de chantagear ministros do STF com impeachment e isso é muito ruim para a democracia brasileira. Se não fossem eles (ministros do STF) o Brasil estava vivendo uma ditadura hoje. Eu não voto em ninguém que possa se aliar a essa corrente", destacou.
Cid
e o Senado
Assim como outros pessebistas têm dito, Ivo afirmou que trabalhará bastante para que Cid seja candidato à reeleição. "Cid é o máximo. Serviços prestados demais, a grande diferença dele para o Camilo é que ele poderia ter feito quando governador um massacre com os outros partidos, mas sempre prestigiou os aliados", explicou.
Nesse sentido, afirmou que dificilmente votaria em Júnior Mano (PSB), nome defendido pelo irmão. "Não porque não tenha carinho por ele. Foi um deputado que me ajudou na Santa Casa (...) Mas tem vínculos muito fortes com o Centrão, então, a não ser que ele queria ter outra postura, eu não quero votar em pessoas conversadoras, especialmente no Senado", explicou.
Pré-candidatos
Levado a comentar o nome de alguns pré-candidatos da base ao Senado, Ivo começou por Eunício Oliveira, de quem lembrou ter sido o senador que presidiu a sessão do impeachment da Dilma Rousseff (PT). "Tenho até uma relação amistosa com ele. Pessoalmente, me ajudou enquanto prefeito, por isso votei nele para senador", lembrou.
Sobre o deputado José Guimarães (PT), disse apenas que ele "está muito importante agora", mas questionou uma candidatura do PT também ao Senado. "Mas o PT vai ter candidato a governador e outra vaga? É muita coisa, não é? Eles querem tudo, mas é coisa demais", rebateu.
Sobre o secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, a quem já havia criticado, questionou o fato de ele não ter experiência na política para merecer o cargo. "O que ele já fez? Não tem serviço prestado nenhum, credenciamento para chegar ao Senado", disse.
Instado
então a apontar outro nome, além do irmão Cid, que seria do seu agrado, Ivo
lembrou da deputada Luizianne Lins (PT). "Eu soube que a Luizianne está
cogitando ir para o Psol e sair candidata ao Senado. Seria um grande nome. Me
mobilizo até, porque ela é uma pessoa guerreira, não se curva e é uma pessoa
progressista", disse.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
Leia também:
Jaziel diz que PL aguarda pré-candidatura de Ciro para retomar tratativas

Nenhum comentário:
Postar um comentário
A Administração do Blog de Altaneira recomenda:
Leia a postagem antes de comentar;
É livre a manifestação do pensamento desde que não abuse ou desvirtuem os objetivos do Blog.