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| O comando da federação ficou com o oposicionista Capitão Wagner e dos partidos com os governistas Moses e AJ Albuquerque (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
Na quarta-feira, 1º, o Progressistas liberou os filiados para apoiarem quem quiserem. O presidente estadual é o deputado federal AJ Albuquerque, da ala elmanista.
Na quinta-feira, 2, o deputado federal Moses Rodrigues foi indicado presidente estadual do União Brasil. Ele é governista e também liberou os membros para se posicionarem como preferirem.
Portanto, ocorre o seguinte: União Brasil e Progressistas formam uma federação. Durante quatro anos, terão de atuar conjuntamente nas eleições. Para onde um for, o outro irá. No Ceará, os dirigentes principais dos dois partidos apoiam Elmano. O comando da federação, composta pelas duas legendas, é aliado de Ciro.
À coluna do colega Guilherme Gonsalves, Wagner relatou ter sido feito um acordo. A federação irá dar apoio formal a Ciro, mas os filiados terão autonomia de adotar outros posicionamentos.
A solução é salomônica, mas assegura a Ciro o principal: o suporte oficial, os recursos e o tempo de rádio e televisão.
A dúvida é se a situação, agora, fica de fato definida. Semanas atrás, quando o panorama parecia encaminhado em direção à base aliada, Moses apontou como foco, no momento, montar as chapas de deputados estaduais e federais. A definição sobre apoio majoritário, segundo ele, ficaria para daqui a alguns meses.
O prazo de filiação se encerra neste sábado, 3. Quem está lá dentro precisará permanecer ou não poderá ser candidato. Se o cenário mudar dentro de algum tempo, pegará muita gente no contrapé.
Com os elmanistas à frente dos dois partidos, é possível o retorno à carga num futuro próximo. Caso consigam evitar uma coligação oficial com Ciro, provocarão um baita prejuízo para a oposição.
Sem
risco
A vice-governadora Jade Romero não quis correr esse risco. O anúncio da filiação a uma das legendas — nunca definiu qual — da União Progressista representou o mais agudo avanço da base palaciana na busca pelo controle do agrupamento partidário. No fim, ela preferiu se filiar ao PT.
A
perspectiva de ela seguir como vice na próxima eleição cai bastante. Seria
necessária uma improbabilíssima chapa pura. Ela considerava a possibilidade de
ser candidata a deputada federal. E o PT ficou desfalcado pela saída de
Luizianne Lins (Rede).
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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Vice-governadora Jade Romero se filia ao PT, após anunciar ingresso na União Progressista

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