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3 de abril de 2026

A volta da polêmica que não foi, por Érico Firmo

O comando da federação ficou com o oposicionista Capitão Wagner e dos partidos com os governistas Moses e AJ Albuquerque (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

Como se fosse o Jason dos filmes Sexta-Feira 13, a disputa política na federação entre União Brasil e Progressistas no Ceará retorna quando parecia já ter chegado ao fim. Na semana passada, o triunfo foi dos aliados de Ciro Gomes (PSDB), com a escolha de Capitão Wagner (União Brasil) para a presidência. Nesta semana, houve duas vitórias dos adeptos do apoio ao governador Elmano de Freitas (PT).

Na quarta-feira, 1º, o Progressistas liberou os filiados para apoiarem quem quiserem. O presidente estadual é o deputado federal AJ Albuquerque, da ala elmanista.

Na quinta-feira, 2, o deputado federal Moses Rodrigues foi indicado presidente estadual do União Brasil. Ele é governista e também liberou os membros para se posicionarem como preferirem.

Portanto, ocorre o seguinte: União Brasil e Progressistas formam uma federação. Durante quatro anos, terão de atuar conjuntamente nas eleições. Para onde um for, o outro irá. No Ceará, os dirigentes principais dos dois partidos apoiam Elmano. O comando da federação, composta pelas duas legendas, é aliado de Ciro.

À coluna do colega Guilherme Gonsalves, Wagner relatou ter sido feito um acordo. A federação irá dar apoio formal a Ciro, mas os filiados terão autonomia de adotar outros posicionamentos.

A solução é salomônica, mas assegura a Ciro o principal: o suporte oficial, os recursos e o tempo de rádio e televisão.

A dúvida é se a situação, agora, fica de fato definida. Semanas atrás, quando o panorama parecia encaminhado em direção à base aliada, Moses apontou como foco, no momento, montar as chapas de deputados estaduais e federais. A definição sobre apoio majoritário, segundo ele, ficaria para daqui a alguns meses.

O prazo de filiação se encerra neste sábado, 3. Quem está lá dentro precisará permanecer ou não poderá ser candidato. Se o cenário mudar dentro de algum tempo, pegará muita gente no contrapé.

Com os elmanistas à frente dos dois partidos, é possível o retorno à carga num futuro próximo. Caso consigam evitar uma coligação oficial com Ciro, provocarão um baita prejuízo para a oposição.

Sem risco

A vice-governadora Jade Romero não quis correr esse risco. O anúncio da filiação a uma das legendas — nunca definiu qual — da União Progressista representou o mais agudo avanço da base palaciana na busca pelo controle do agrupamento partidário. No fim, ela preferiu se filiar ao PT.

A perspectiva de ela seguir como vice na próxima eleição cai bastante. Seria necessária uma improbabilíssima chapa pura. Ela considerava a possibilidade de ser candidata a deputada federal. E o PT ficou desfalcado pela saída de Luizianne Lins (Rede).

Publicado originalmente no portal O Povo +

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