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| Lula entre o ministro Eloy Terena e a ex-ministra Sônia Guajajara (Foto: Ricardo Stuckert) |
Lula, em seu discurso de anúncio da Universidade dos Povos Indígenas, reafirmou ser mais barato investir em educação superior do que em penitenciárias federais de segurança máxima.
“Custa fazer, mas quanto custa não fazer? Eu fui à Universidade Federal do ABC ver um curso de engenharia espacial, que é a primeira universidade que tem esse curso. E um estudante, para fazer engenharia espacial, ele custa R$ 20 mil por ano. Um preso numa prisão de segurança máxima custa R$ 40 mil ao ano”, argumentou Lula, ao reforçar a necessidade de investimentos em educação para os povos indígenas.
Além do presidente, o evento de oficialização da lei que cria a Universidade contou com a participação da ex-ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara.
"Não se trata apenas de oferecer uma universidade para os indígenas. Trata-se de reconhecer que os indígenas têm conhecimento científico e acadêmico para oferecer ao mundo. Nossa sabedoria sobre as florestas, sobre a biodiversidade, sobre os ciclos da vida e da natureza é fundamental no planeta em emergência climática. Nossa medicina tradicional guarda respostas que a ciência ocidental ainda busca", definiu Guajajara.
Ministro
defende universidade indígena
A criação da Unind também foi acompanhada pelo atual titular dos Povos Indígenas, Eloy Terena. Em seu discurso, Terena afirmou que a universidade, embora tenha origem europeia, será "aldeada" pelos indígenas.
"Esta
instituição de origem ocidental, que é a universidade, ela será aldeada por
nós, indígenas. Será o local propício para a produção de conhecimento que irá
resultar na defesa dos direitos indígenas, no aperfeiçoamento da política
pública para os povos indígenas, e na consolidação da autoridade epistemológica
indígena", pregou.
Publicado
originalmente no portal Correio Braziliense
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