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13 de junho de 2026

Lula amplia alcance do Minha Casa Minha Vida com investimento de R$ 10 bilhões

Novas unidades foram anunciadas por Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta sexta-feira (12/6), a seleção de 85 mil novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em um investimento de R$ 10 bilhões destinado às modalidades Rural e Entidades.

Segundo o governo, o volume de moradias supera em mais de 80% as metas estabelecidas anteriormente para essas duas linhas de atendimento, que são voltadas às famílias de baixa renda em áreas urbanas e rurais.

A iniciativa contempla a contratação de 50 mil moradias pelo Minha Casa, Minha Vida Rural, e outras 35 mil unidades pela modalidade Urbana e Entidades. Os números representam uma expansão significativa em relação às metas anunciadas anteriormente, que previam 30 mil unidades para áreas rurais e 21 mil para o segmento voltado às entidades organizadas.

A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto. Segundo o governo federal, os recursos destinados à nova etapa estão assegurados pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), responsável por financiar parte das ações do programa.

Diferentes modalidades

Na modalidade Entidades, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda mensal de até R$ 3.200 e prioriza a produção habitacional conduzida por associações, cooperativas e organizações sem fins lucrativos.

O modelo busca fortalecer a participação popular no desenvolvimento dos projetos e na gestão dos empreendimentos habitacionais. A expectativa do governo é de que cerca de 40% das moradias dessa modalidade sejam viabilizadas em áreas públicas federais destinadas à habitação social.

Já o Minha Casa, Minha Vida Rural é direcionado a agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades tradicionais e demais famílias residentes no campo. A modalidade prevê apoio para construção de moradias nos próprios terrenos dos beneficiários, permitindo que permaneçam em suas comunidades com melhores condições de habitação.

Lula cobra fim da burocracia e diz que pobre é tratado como "invisível"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (12/6), que a população de baixa renda ainda enfrenta dificuldades para acessar direitos e políticas públicas no Brasil. A declaração ocorreu durante a cerimônia de seleção de 85 mil novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, que ocorreu no Palácio do Planalto.

Lula criticou a burocracia estatal, cobrou mudanças no atendimento de bancos públicos e defendeu maior participação dos movimentos sociais na fiscalização das ações do governo. Ele disse que todos os benefícios anunciados pelo governo precisam chegar efetivamente à população mais vulnerável. “A verdade nua e crua é que o povo pobre trabalhador é tratado como se fosse invisível”, frisou.

O presidente afirmou ainda que o governo tem buscado ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores de baixa renda, e citou a criação de linhas de financiamento voltadas a categorias que, historicamente, enfrentam dificuldades para obter empréstimos.

Segundo ele, instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil precisam atuar de forma mais acolhedora e menos burocrática. “A mudança que estamos buscando, inclusive dentro do Banco do Brasil e da Caixa, é que os funcionários atendam as pessoas como elas vierem e as ajudem”, disse.

Lula também criticou os obstáculos administrativos que, segundo ele, atrasam a implementação de programas federais. O presidente relatou que decisões tomadas pelo governo muitas vezes demoram anos para sair do papel por causa de entraves burocráticos e disputas judiciais. “Muitas vezes, parece fácil fazer as coisas, mas a burocracia trava tudo”, afirmou.

Cobrança ao governo

Para Lula, a participação popular é fundamental para garantir que as políticas públicas sejam efetivamente implementadas. Por isso, ele convocou movimentos sociais, lideranças comunitárias e beneficiários dos programas federais a acompanharem de perto a execução das medidas anunciadas.

“Não basta apenas anunciar os programas, é preciso que vocês não parem de fiscalizar e denunciar”, declarou, acrescentando que a cobrança da sociedade não deve ser vista como incômodo para o governo, mas como uma ferramenta necessária para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos com a população.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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