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| Novas unidades foram anunciadas por Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: Ricardo Stuckert) |
Segundo o governo, o volume de moradias supera em mais de 80% as metas estabelecidas anteriormente para essas duas linhas de atendimento, que são voltadas às famílias de baixa renda em áreas urbanas e rurais.
A iniciativa contempla a contratação de 50 mil moradias pelo Minha Casa, Minha Vida Rural, e outras 35 mil unidades pela modalidade Urbana e Entidades. Os números representam uma expansão significativa em relação às metas anunciadas anteriormente, que previam 30 mil unidades para áreas rurais e 21 mil para o segmento voltado às entidades organizadas.
A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto. Segundo o governo federal, os recursos destinados à nova etapa estão assegurados pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), responsável por financiar parte das ações do programa.
Diferentes
modalidades
Na modalidade Entidades, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda mensal de até R$ 3.200 e prioriza a produção habitacional conduzida por associações, cooperativas e organizações sem fins lucrativos.
O modelo busca fortalecer a participação popular no desenvolvimento dos projetos e na gestão dos empreendimentos habitacionais. A expectativa do governo é de que cerca de 40% das moradias dessa modalidade sejam viabilizadas em áreas públicas federais destinadas à habitação social.
Já
o Minha Casa, Minha Vida Rural é direcionado a agricultores familiares,
trabalhadores rurais, comunidades tradicionais e demais famílias residentes no
campo. A modalidade prevê apoio para construção de moradias nos próprios
terrenos dos beneficiários, permitindo que permaneçam em suas comunidades com
melhores condições de habitação.
Lula cobra fim da burocracia e diz que pobre é tratado como
"invisível"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta
sexta-feira (12/6), que a população de baixa renda ainda enfrenta dificuldades
para acessar direitos e políticas públicas no Brasil. A declaração ocorreu
durante a cerimônia de seleção de 85 mil novas unidades habitacionais do
programa Minha Casa, Minha Vida, que ocorreu no Palácio do Planalto.
Lula criticou a burocracia estatal, cobrou mudanças no
atendimento de bancos públicos e defendeu maior participação dos movimentos
sociais na fiscalização das ações do governo. Ele disse que todos os benefícios
anunciados pelo governo precisam chegar efetivamente à população mais
vulnerável. “A verdade nua e crua é que o povo pobre trabalhador é tratado como
se fosse invisível”, frisou.
O presidente afirmou ainda que o governo tem buscado ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores de baixa renda, e citou a criação de linhas de financiamento voltadas a categorias que, historicamente, enfrentam dificuldades para obter empréstimos.
Segundo ele, instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil precisam atuar de forma mais acolhedora e menos burocrática. “A mudança que estamos buscando, inclusive dentro do Banco do Brasil e da Caixa, é que os funcionários atendam as pessoas como elas vierem e as ajudem”, disse.
Lula também criticou os obstáculos administrativos que, segundo ele, atrasam a implementação de programas federais. O presidente relatou que decisões tomadas pelo governo muitas vezes demoram anos para sair do papel por causa de entraves burocráticos e disputas judiciais. “Muitas vezes, parece fácil fazer as coisas, mas a burocracia trava tudo”, afirmou.
Cobrança ao governo
Para Lula, a participação popular é fundamental para garantir que as políticas públicas sejam efetivamente implementadas. Por isso, ele convocou movimentos sociais, lideranças comunitárias e beneficiários dos programas federais a acompanharem de perto a execução das medidas anunciadas.
“Não basta apenas anunciar os programas, é preciso que vocês
não parem de fiscalizar e denunciar”, declarou, acrescentando que a cobrança da
sociedade não deve ser vista como incômodo para o governo, mas como uma
ferramenta necessária para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos
com a população.
Publicado
originalmente no portal Correio Braziliense
Leia também:
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