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25 de agosto de 2026

Fiocruz lança carta para eleições 2026 com 7 prioridades para a saúde

O documento aborda desafios como SUS, desinformação e mudanças climáticas (Foto: Reprodução/FioCruz)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira (24/8) uma carta aberta direcionada aos candidatos das eleições de 2026. O documento apresenta um conjunto de contribuições e temas prioritários para orientar o debate sobre saúde e ciência no país durante o período eleitoral.

A instituição, uma das principais responsáveis pela produção de vacinas e medicamentos no Brasil, destaca desafios urgentes. Entre eles estão a desigualdade no acesso a serviços de saúde entre as regiões, os impactos das mudanças climáticas, a violência e a disseminação de desinformação.

No texto, a Fiocruz argumenta que a abordagem sobre o bem-estar da população deve ser ampla. “Priorizar a saúde exige um olhar que transcende hospitais e medicamentos. Implica reconhecer que as condições de saúde são produzidas nas relações entre políticas públicas, formas de organização da vida social, produção do conhecimento, trabalho, ambiente e democracia”.

A carta lista sete prioridades como um “convite ao diálogo”, buscando enriquecer o debate público sobre os rumos do país. A intenção é fornecer uma base sólida para a formulação de propostas de governo nos próximos anos.

“O objetivo é oferecer prioridades para o país, dialogando com a sociedade, com as candidaturas e com as equipes que irão formular propostas para os próximos anos”, afirma a entidade no documento.

As 7 prioridades da Fiocruz para a saúde

Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o cuidado em todo o país;

Valorizar quem trabalha na saúde;

Produzir mais ciência, vacinas, medicamentos e tecnologias no Brasil;

Reduzir desigualdades e proteger as populações em maior situação de vulnerabilidade;

Preparar o país para os impactos da crise climática e novas emergências em saúde ou pandemias;

Reforçar a confiança pública, enfrentar a desinformação e ampliar o diálogo entre ciência e sociedade;

Defender o desenvolvimento sustentável e o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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