(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)
Os candidatos ao Governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB), estiveram pela terceira vez frente à frente em debate nesta quarta-feira, 9. Debate realizado a menos de um mês do primeiro turno, no próximo 4 de outubro, mostrou o acirramente dos postulantes ao Palácio do Abolição com dedo na cara, exposição do caso Bebeto de Choró e acusações de mentiras.
A ocasião, promovida pelo PontoPoder, do Sistema Verdes Mares (SVM), foi dividida em quatro blocos. O primeiro consistia em perguntas diretas de temas livres; no segundo, debateram temas sorteados; terceiro sorteou mais outros dois temas; e o último foi dividido entre tempo para temas livres e considerações finais.
Logo no primeiro bloco, Ciro questionou Elmano sobre o caso do Bebeto de Choró e afirmou que o ex-prefeito foragido seria financiador de prefeitos e parlamentares da base aliada com recursos de facções criminosas. "Ele é o financiador, com dinheiro das facções criminosas, de 34 prefeitos da sua base eleitoral", acusou o tucano.
Em resposta, governador afirmou que ação movida pelo PT cassou mandato do ex-gestor foragido, além de associá-lo aos aliados do Ciro, por meio do escritório de defesa. "Sabe quem é o escritório que faz a defesa do Bebeto do Choró na Justiça? É o partido do Capitão Wagner, pago pelo Wagner, é o partido do André Fernandes, teu amigo, que agora é 'talentoso jovem'. Pois é o André Fernandes e o Capitão Wagner que pagam o escritório que faz a defesa do Bebeto do Choró. Essa é a verdade", sustentou.
Foi ainda no primeiro bloco que petista e tucano elevaram o tom. Elmano destacou a aproximação de Ciro com nomes do bolsonarismo no Ceará, enquanto o tucano citou uma investigação da Polícia Federal (PF) que cita os deputados Júnior Mano (PSB) e Yury do Paredão (MDB) e são da ala governista.
No centro do palco e longe do púlpito, Elmano chegou a pedir que Ciro "baixasse o dedinho", em referência ao gesto do tucano. Ciro, no entanto, manteve o dedo apontado para o adversário e respondeu: "Não, ele vai estar aqui". Na sequência, o petista rebateu: "Não na minha cara, não". Ciro insistiu: "Ele vai estar aqui, na sua cara".
Durante o confronto, Ciro chamou Elmano de "mentiroso", levando o mediador a intervir para conter os ânimos. Os dois candidatos pediram direito de resposta, mas tiveram os pedidos negados. No segundo bloco, o petista recebeu direito de resposta após ser chamado de "verme", enquanto o tucano protestou, afirmando ter sido chamado de "vagabundo". "Ele sabe que eu o chamei de vagabundo depois que ele me chamou de mentiroso", contrapôs o atual governador.
No debate sobre moradia do segundo bloco, Ciro acusou Elmano de mentir sobre a construção de 80 mil unidades habitacionais, enquanto petista argumentou a construção de 72 mil unidades e mencionou novamente a tese do bolsonarismo.
"Peça a sua assessoria para ligar para a Caixa Econômica, que ela vai dizer todos os municípios e todas as unidades, porque você de novo quer falar mal do presidente Lula. Paciência. (...) Diferente do seu aliado Bolsonaro, que não fez nenhuma casa no Ceará, e você quer esconder que é aliado do Flávio Bolsonaro”, completou.
O terceiro bloco foi marcado pelo embate sobre políticas para mulheres, quando Elmano questionou Ciro sobre a condenação por violência política de gênero envolvendo a prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT). Ciro contestou a decisão e classificou o caso como perseguição judicial.
Já
o último bloco foi marcado por embates sobre emprego e meio ambiente, com Ciro
criticando a economia e os lixões no Ceará, enquanto Elmano destacou
investimentos, redução do desemprego e ações de sua gestão.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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