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| O senador e ex-governador Camilo afirma que é preciso destacar para os brasileiros as biografias de Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Samuel Setubal) |
Ao comparar a gestão de Lula com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Educação resgatou suas experiências em ambos os governos, quando estava como governador do Ceará sob a gestão Bolsonaro, e quando assumiu a pasta da Educação no terceiro mandato de Lula.
Camilo ressaltou: "Nós estamos falando do futuro de uma nação e nós já conhecemos a experiência das duas formas de governar, do Bolsonaro, que está agora o filho dele, né, que talvez seja o pior da família querendo ser presidente desse País. E o Lula, que está no seu terceiro mandato, que a população conhece, o povo brasileiro conhece a segurança do governo do presidente Lula".
Para o cearense, é preciso destacar para os brasileiros as biografias dos candidatos que concorrem à Presidência da República. Por um lado, ele cita que o petista restabeleceu as relações internacionais com o "mundo inteiro", além de trazer de volta programas sociais.
Contrapondo, o senador resgata cortes realizados por Jair Bolsonaro em programas como o Farmácia Popular e o Mais Médicos.
"No reajuste de salário mínimo que não deram um reajuste do ganho real de salário mínimo para o trabalhador nesse País, nem reajuste para o servidor público federal eles deram", acrescentou.
Senador
relembra Brasil sob gestão Bolsonaro
O senador relembrou, ainda, o Brasil sob a gestão do ex-presidente. "Eu tive a experiência de ter sido governador do Estado [do Ceará] no período do governo Bolsonaro e sei o que é o governo Bolsonaro nesse País. E tive a experiência de ser ministro da Educação no atual governo do Lula e sei o desmonte que o Bolsonaro fez nesse País", disse.
O
senador indagou também qual seria o legado de Jair Bolsonaro e resgatou o
período da pandemia de Covid-19. "Qual é o legado que o Bolsonaro deixou,
que o filho dele agora quer representá-lo, né, como candidato? Qual foi o
legado que o Bolsonaro deixou a não ser de corte, de arroxo, de desemprego?",
perguntou.
"A população brasileira não pode esquecer a época da pandemia, gente. Eu vivenciei isso. Eu era o governador de um estado. Talvez o único legado que o Bolsonaro deixou para esse País foi negar a vacina e rir, e mangar das pessoas morrendo. Esse foi o único legado. Eu fui ministro da Educação, ele fez um desmonte daquele ministério", completou Camilo.
Camilo
integra campanha de Lula após vitórias no Ceará
Camilo Santana integra coordenação de campanha do presidente Lula que está na busca de um quarto mandato. Ele assume posição estratégica após somar vitórias contra candidatos bolsonaristas ou apoiados por eles no Ceará. Ele comenta que seu papel é "na relação política, na agenda e na construção da estratégia desse segundo turno".
No Estado do Ceará, o senador diz ter feito "barba, cabelo e bigode" nas eleições de 2026, em que a chapa majoritária encabeçada por Elmano de Freitas (PT), reeleito, saiu vitoriosa das urnas contra Ciro Gomes (PSDB), que recebeu apoio de bolsonaristas cearenses, como o deputado federal reeleito André Fernandes (PL).
"Fizemos dois senadores e fizemos a reeleição do governador contra um candidato difícil, muito competitivo, que era o Ciro", complementa.
O
senador completa: "Lá no Ceará, nós começamos a pesquisa com 19 pontos
atrás do Ciro. Ganhamos com sete pontos na frente (...). Vou dar outro exemplo,
também na nossa experiência lá, com o Evandro [Leitão], prefeito de Fortaleza.
Chegamos no segundo turno em segundo lugar, todos os candidatos adversários
aderiram ao nosso adversário e nós ganhamos a eleição. Então a eleição só se
ganha depois que abrir as urnas no dia 25 de outubro e contar os votos",
disse Camilo.
Campanha
de Lula deve processar revista e Vorcaro
Também na coletiva, Camilo Santana disse que a campanha de Lula processará a revista Veja, após divulgação de um áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em que fala sobre suposto repasse de R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula. O valor teria sido pago ao Instituto Lula.
"Nós já acionamos o jurídico para entrar com todas as medidas cabíveis para processar a revista e processar também o Vorcaro. Não há nada que comprove aquele áudio, aliás, tem suspeita sobre o áudio. O fato é que é preciso a população saber quem tem envolvimento com Vorcaro, chama-se Flávio Bolsonaro", disse Camilo.
Publicado
originalmente no portal Correio Braziliense
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Publicado
originalmente no portal O Povo +

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