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12 de outubro de 2026

Lula recebe apoio de milhares na Paulista

Manifestantes na Avenida Paulista em apoio à reeleição do presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou de ato na Avenida neste domingo (11/10), que reuniu milhares de apoiadores, entre eles famosos e lideranças políticas de São Paulo.

Durante o evento de campanha, Lula disse que a votação da PEC que acaba com a escala 6x1 já foi decidida com o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, e vai acontecer na próxima quarta-feira (14/10), antes do segundo turno. “Já está conversado com o presidente da Câmara, já está marcada a data da votação”.

Lula também criticou a oposição e disse que a votação da quarta-feira vai mostrar se o “o partido do seu adversário é a favor de os trabalhadores descansarem ou se quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”.

“A única coisa que a oposição pode fazer é o seguinte: demonstrar que eles vão ter coragem de votar contra a folga. Eles vão ter só isso. O que eles não podem é tentar protelar para enganar o povo depois das eleições. Agora é a hora da verdade”, disse.

Além disso, o presidenciável lembrou que a PEC da Segurança Pública também será votada na próxima quarta, que vai acontecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O presidente afirmou que a aprovação da PEC da Segurança Pública permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública e ampliará a atuação do governo federal na área. “Ao povo trabalhador, à comunidade, ao território: proteção. Para os bandidos, prisão”, declarou.

Lula disse ainda que, nesta semana, pretende continuar questionando Flávio Bolsonaro (PL) sobre o tesouraço. “O tesouraço deles possivelmente é o mesmo tesouraço do Milei, na Argentina, ou seja, cortar o direito do povo pobre, cortar o direito do aposentado, cortar os direitos daqueles que precisam ganhar um pouco mais e levar o povo outra vez à situação de miséria nesse país”, criticou.

Campanha de Lula aposta em mais de 300 atos para virar eleição

Manifestação de apoio a Lula na Avenida Paulista (Foto: Ricardo Stuckert)

No penúltimo fim de semana antes do segundo turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na mobilização popular para ampliar o apoio ao candidato neste domingo (11/10). Segundo o ex-ministro da Educação Camilo Santana, ocorrem hoje 300 atos pelo país, organizados por estudantes, movimentos sociais e apoiadores. A estratégia busca levar às ruas a defesa do governo petista e marcar diferenças em relação ao projeto do adversário, Flávio Bolsonaro (PL). 

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afastou-se da pasta a partir deste domingo para se dedicar à campanha. Camilo Santana também passou a integrar a coordenação da candidatura petista. Durante coletiva de imprensa, os dois agradeceram a participação voluntária dos estudantes e dos movimentos sociais nas mobilizações realizadas em diferentes cidades brasileiras.

Camilo afirmou que os atos são importantes para defender a democracia e o projeto político de Lula. Entre as pautas levantadas pela militância, citou o fim da escala de trabalho 6x1 e as críticas ao corte de R$ 250 bilhões que, segundo a campanha petista, estaria associado às propostas da oposição. Para o ex-ministro, a redução de despesas pode atingir principalmente a população mais pobre, com impactos em áreas como educação, universidades e salário mínimo. “O governo Lula é o único capaz de garantir prosperidade ao povo brasileiro."

O coordenador também mencionou medidas do governo, como a redução de impostos sobre combustíveis em meio às guerras e a iniciativa contra as apostas on-line, as chamadas bets. Na avaliação dele, Lula busca proteger o poder de compra das famílias e garantir melhores condições de vida. Camilo argumentou que a mudança defendida por Flávio Bolsonaro favoreceria os grupos mais ricos e prejudicaria a maioria da população.

Sidônio Palmeira reforçou as críticas ao adversário e relacionou a mobilização deste domingo à votação da proposta sobre a escala 6x1 no Congresso Nacional, prevista para quarta-feira, conforme afirmou. Segundo o ministro, Flávio Bolsonaro defende uma alternativa diferente da apresentada pelos apoiadores do fim desse regime de trabalho. “A mudança dele é para favorecer os poderosos”, declarou.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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