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13 de outubro de 2026

Manifestantes lotam a praia de Copacabana em defesa da reeleição de Lula

Com cartazes e bandeiras vermelhas, os manifestantes pediram a reeleição de Lula e protestaram contra o projeto político de Flávio Bolsonaro (Foto: Mauro Cutrim)

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram um ato na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12/10). A manifestação, convocada pelas deputadas federais Benedita da Silva (PT) e Jandira Feghali (PCdoB), entre outras lideranças, se espalhou por diversos quarteirões ao longo da Avenida Atlântica.

Com cartazes e bandeiras vermelhas, os manifestantes pediram a reeleição de Lula e protestaram contra o projeto político de Flávio Bolsonaro (PL). Críticas às bets e apoio ao fim da escala 6x1 também marcaram o ato na capital fluminense. Outros manifestantes pediam o voto crítico ao líder petista, para impedir o retorno do bolsonarismo ao poder.

Em comemoração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, Lula permaneceu em Brasília, onde participou de uma missa no Palácio da Alvorada. O adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro, participou de outra celebração na Catedral de Brasília.

Até o momento da publicação desta reportagem, não há informações sobre o número de pessoas presentes na manifestação. Segundo a Globonews, a manifestação ocupou sete quarteirões da Avenida Atlântica.

A última semana foi marcada por atos pró-Lula em todo o país. No domingo (11), lideranças políticas e manifestantes lotaram a Avenida Paulista (SP) para pedir a reeleição do petista. Convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), o ato contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, da ex-ministra Marina Silva, do ministro Guilherme Boulos, além do próprio presidente e governadores aliados.

Outras capitais como Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Recife (PE) também registraram mobilizações de entidades de esquerda. Em Brasília, movimentos estudantis convocaram uma manifestação na Esplanada dos Ministérios para a próxima terça-feira (13).

Lula diz estar confiante na vitória

Segundo órgãos de imprensa, a manifestação ocupou sete quarteirões da Avenida Atlântica (Foto: Mauro Cutrim)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou confiança na vitória no segundo turno da eleição presidencial, durante entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (12/10), após participar de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na capela do Palácio da Alvorada.

Na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula afirmou estar convencido de que vencerá o pleito e associou a expectativa de reeleição à continuidade das políticas do governo. “Estou convencido de que nós ganharemos essas eleições, porque o povo brasileiro está desejoso de uma mudança com quem sabe fazer mudança”, declarou.

Na entrevista, Lula destacou o programa Minha Casa, Minha Vida e afirmou que o governo encontrou 87 mil moradias com obras paralisadas ou em condições de abandono quando voltou ao poder. Segundo o presidente, a administração retomou os trabalhos e pretende entregar outras 3 milhões de casas.

Ele disse acreditar que, no próximo ano, todas as unidades contratadas estarão concluídas. Lula também defendeu investimentos em educação, cultura e formação profissional, citando a ampliação do ensino em tempo integral e a instalação de bibliotecas em conjuntos habitacionais. Ao comparar os projetos em disputa na eleição, o presidente contrapôs iniciativas voltadas à educação e à cultura ao que classificou como valorização das armas.

Lula também afirmou que espera avanços no Congresso Nacional em pautas trabalhistas e de segurança pública. Sobre o fim da escala 6x1, o presidente disse que espera a aprovação da proposta ainda nesta semana e defendeu a redução da jornada sem corte salarial.

A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, está em discussão no plenário da Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a votação em primeiro turno para quarta-feira (14/10), após as duas sessões de discussão que faltam para concluir essa etapa.

A proposta prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado. Para entrar em vigor, ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.

O presidente ainda defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública, vinculada à discussão da proposta de emenda à Constituição sobre o tema. E mencionou ainda planos para ampliar a atuação federal, reforçar as forças policiais e transformar 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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