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| Em editorial o Jornal o Povo lembra que uma eleição é, mais do que uma disputa entre candidaturas, uma manifestação da vontade popular (Foto: Reprodução/TRE-CE) |
É certo que a democracia pressupõe participação, pluralidade, divergência e liberdade de expressão. Mas também é verdade que exige responsabilidade, equilíbrio e respeito às regras que sustentam a convivência em sociedade. Desse modo, é natural que uma eleição desperte paixões, mobilize grupos de diferentes matizes ideológicos e provoque debates intensos. O que não deve ocorrer é que as divergências se transformem em intolerância, intimidação, violência ou tentativas de desestabilizar o processo democrático.
O Grupo de Comunicação O POVO contribuiu para que o cidadão pudesse ter elementos a fim de construir sua avaliação quanto aos candidatos. Foi realizada, em agosto e em setembro, uma série de sabatinas e debates com os candidatos ao Senado pelo Ceará e ao Governo do Estado. O primeiro debate, a propósito, com os postulantes ao Governo, foi realizado em edição histórica na Região do Cariri. O segundo debate com os candidatos ao Governo ocorreu em Fortaleza, seguido por outro com aqueles que disputam as vagas ao Senado.
Entende-se que é essencial que eleitores, partidos, candidatos, autoridades e instituições compreendam a responsabilidade que têm neste momento. O ambiente das eleições, por vezes tenso, precisa ser de segurança e respeito. Seria ideal que as diferenças políticas não rompessem ou perturbassem os laços de convivência entre familiares, amigos, vizinhos e demais cidadãos que, apesar de pensarem de maneiras distintas, compartilham o mesmo espaço democrático.
Também é fundamental compreender que o resultado das urnas deve ser respeitado. A democracia não consiste apenas em participar quando as expectativas são confirmadas. Ela se manifesta, sobretudo, na capacidade coletiva de reconhecer as regras do jogo, aceitar os resultados legitimamente proclamados e preservar as instituições. A alternância de poder e a possibilidade de escolha são elementos fundamentais do sistema democrático.
Que,
neste dia 4 de outubro, prevaleçam o bom senso, a responsabilidade e o espírito
público. No fim das contas, o que deve prevalecer é a democracia. A eleição se
encerra com a apuração, mas a responsabilidade de construir um país democrático
é contínua. Defender a democracia é compreender que ela pertence a todos, não
apenas aos vencedores de uma eleição.
Publicado originalmente no portal O Povo +
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