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14 de abril de 2026

Na Câmara, Gerente da MegaSom anuncia encerramento das atividades em Altaneira

Sávio Soares na Tribuna da Câmara de Altaneira (Foto: Sandy Tiemy)

Ao participar da Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Altaneira, realizada na noite de ontem (13/04) o gerente geral da empresa, o jovem Sávio Soares, anunciou que decidiram encerrar as atividades da empresa no Município de Altaneira, para evitar “picuinhas políticas”.

Na Tribuna, Sávio explicou que decidiu prestar esclarecimentos e apresentar uma prestação de contas da atuação da empresa no município de Altaneira, destacando que, ao longo de aproximadamente 22 anos, a MegaSom tem contribuído com estrutura para eventos públicos e religiosos, muitas vezes gerando economia aos cofres públicos.

Apresentou dados de eventos recentes, informando que, no Festival Junino do ano passado, a empresa proporcionou uma economia de R$ 111.456,00. Na Festa de Outubro, detalhou itens como palco, som e iluminação, afirmando que a economia total chegou a R$ 132.661,20, sendo que, segundo ele, o valor de mercado dos serviços seria em torno de R$ 300.000,00. Citou ainda o palco cultural, com economia aproximada de R$ 59.000,00. Mencionou também outros eventos, como a festa do agro, com economia de R$ 8.396,00, e o show evangélico, cuja estrutura foi disponibilizada gratuitamente, gerando economia de R$ 23.806,00, com valor de mercado estimado em R$ 40.000,00. Acrescentou ainda a Festa do Município, com economia de R$ 18.249,00. Destacou, ainda, que somente na Festa da Padroeira, em apoio à Igreja Católica, a estrutura fornecida representaria um custo de aproximadamente R$ 120.000,00, valor que, segundo ele, não foi cobrado. Afirmou que, somando todas as ações, a empresa contribuiu para uma economia total de cerca de R$ 294.000,00 ao município, ressaltando que tais dados podem ser verificados em licitações e documentos públicos.

Criticou falas de parlamentares, alegando falta de responsabilidade e de verificação das informações, e afirmou que a empresa vem sendo alvo de ataques políticos e tentativas de descredibilização, apesar de sua atuação de mais de 30 anos no mercado e de ser uma das maiores geradoras de emprego no município.

Por fim, comunicou que, em razão das críticas e do que classificou como não aceitação de derrota política, a empresa deixará de disponibilizar, a partir deste ano, estrutura gratuita para eventos evangélicos e também para festejos da Igreja Católica.

No momento destinado a questionamentos e comentários por parte dos vereadores, o vereador Sérgio Morato (PSB) parabenizou o gerente Sávio Soares pelo discurso, destacando sua clareza e firmeza. Ressaltou que a empresa vem realizando doações há cerca de 22 anos, reconhecendo a importância dessa contribuição para o município. O vereador mencionou que a decisão anunciada impacta diretamente comunidades religiosas, especialmente católicos e evangélicos, destacando a relevância desse apoio para quem possui fé. Citou, inclusive, o exemplo de sua mãe, como forma de demonstrar reconhecimento e gratidão pelos serviços prestados pela empresa à comunidade.

A vereadora Janne Meire (PSB) manifestou alegria ao destacar que acompanhou o crescimento de Sávio Soares, elogiando sua trajetória como jovem empresário e apontando a empresa MegaSom como exemplo no município, pelas contribuições nas áreas religiosa, cultural e esportiva, incluindo apoio a eventos e atletas. Lamentou a notícia do corte de doações, especialmente pelos impactos nas comunidades católica e evangélica, mencionando "aproveitamento político" e "tentativa de desviar o foco" de outros assuntos em evidência. Ressaltou o reconhecimento à atuação da empresa, citando a organização de eventos como a festa de Santa Teresa, e destacou a geração de emprego e renda.

A vereadora Ana Maria reforçou apoio ao grupo da situação, reconhecendo sua atuação em benefício de Altaneira. Lamentou a notícia anunciada, ressaltando que, há mais de 20 anos, a empresa contribui com comunidades católicas, evangélicas e eventos culturais, e que o possível fim das doações representa grande prejuízo para o município. Destacou que, em uma cidade pequena, as festas religiosas movimentam o comércio e ajudam na arrecadação das igrejas. Por isso, defendeu a necessidade de análise cuidadosa do caso e afirmou manter esperança de que a situação seja revertida.

O vereador Zé de Zuza (PSB) fez um apelo em relação às doações de estruturas para eventos. Destacou que as comunidades religiosas do município não devem ser prejudicadas por questões políticas, defendendo que tanto a Igreja Católica quanto a evangélica têm direito de receber apoio e doações, seja da empresa MegaSom ou de qualquer outra que deseje contribuir.

O vereador Professor Nonato afirmou estar preparado para fazer política e declarou não se preocupar com citações a processos, destacando que, em seu caso, trata-se de perseguição política, e não de acusações de natureza grave como abuso sexual contra mulheres. Criticou o que classificou como tentativa de politização da situação e de direcionamento da opinião pública contra parlamentares, especialmente utilizando as comunidades religiosas, esclarecendo que não há, por parte da Câmara, qualquer lei, proibição ou medida que impeça a empresa de realizar doações a instituições religiosas. Destacou que as igrejas possuem natureza jurídica própria e que eventuais doações são decisões da iniciativa privada, não tendo relação com decisões do Legislativo. Afirmou ainda que os vereadores não solicitaram CPI contra a empresa MegaSom, mas sim contra a empresa Realize.

O vereador Júnior Paulino afirmou que respeita as comunidades católica e evangélica, mas considerou inadmissível misturar fé com a fiscalização de recursos públicos, destacando que essa é uma atribuição do Legislativo, garantida pela Constituição. Ressaltou que a presença do representante da empresa poderia ter sido apenas para prestar esclarecimentos, mas avaliou que houve desrespeito à Câmara e aos vereadores. Destacou que a CPI refere-se a uma licitação no valor de R$ 3.800.000,00, e que os vereadores buscam verificar a correta aplicação desses recursos.

O vereador Paulo Geaneo afirmou que não é contra nenhuma religião, destacando que votou favoravelmente a criação da "Noite do Evangélico". Ressaltou que não é adequado misturar política com religião e criticou tentativas de associar vereadores à oposição às igrejas. Destacou que os vereadores estão exercendo seu papel de fiscalização, mencionando que requerimentos de convite e convocação foram apresentados e rejeitados pela maioria, o que motivou a continuidade da atuação fiscalizatória, reforçando que todo agente público deve estar sujeito à fiscalização. Afirmou que a CPI não tem relação com a empresa MegaSom, mas sim com outra empresa responsável por licitação no município. Criticou a disseminação de informações que, segundo ele, tentam prejudicar a imagem de vereadores, e afirmou que continuará exercendo seu mandato com independência, votando conforme sua consciência. Ao final, declarou não ter nada contra a empresa MegaSom ou seus representantes, parabenizou Sávio Soares pela iniciativa de prestar esclarecimentos.

O vereador Paulo Robson (PSB) agradeceu a presença espontânea de Sávio Soares, destacando a importância de sua participação para prestar esclarecimentos à Câmara e à população. Esclareceu sua posição nas votações anteriores, afirmando que acompanhou a decisão de sua bancada quanto a convite e convocação de servidor, justificando que não houve negativa de informações por parte da gestão, e que o governo municipal tem demonstrado compromisso em responder aos requerimentos da Câmara. Ressaltou que não há oposição à fiscalização ou à instauração de CPI, destacando que esse é um direito legítimo, mas criticou a condução de situações que, segundo ele, podem gerar constrangimentos desnecessários. Destacou ainda a atuação da empresa MegaSom ao longo dos anos, ressaltando contribuições não apenas em eventos públicos e religiosos, mas também no esporte, com apoio a atletas e iniciativas que projetam o nome do município em níveis estadual e nacional.

De volta à tribuna, Sávio Soares afirmou considerar "hipocrisia" parte das falas apresentadas, alegando que, apesar de ter exposto valores e doações realizadas pela empresa, os vereadores citaram a MegaSom ao longo das discussões, mesmo afirmando que a CPI trata de outra empresa. Ao Vereador Professor Nonato, afirmou que não enfrenta nenhum processo. Também esclareceu que a decisão de suspender as doações não decorre de imposição dos vereadores, mas do desgaste gerado pelas constantes citações à empresa, afirmando que busca evitar novos conflitos e uso político da situação. 

Sávio também criticou o que considera tentativa de uso político do tema, afirmando que isso prejudica o município e desconsidera avanços, incluindo obras em andamento, destacando que há pessoas que, segundo ele, "torcem contra a cidade". Informou que, sempre que sua empresa for mencionada, retornará para prestar esclarecimentos, e que o cenário político será respondido nas próximas eleições.

A Sessão Câmara Municipal de Altaneira foi transmitida em tempo real no seu canal no Youtube e pela Rádio Altaneira FM.

Clique aqui para mais informações sobre a Sessão de ontem.

Clique aqui para assistir a íntegra da Sessão no Youtube.

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