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| Lula e Flávio Bolsonaro exibiram imagens da Padroeira do Brasil em atos de campanha (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
O
caso que envolve Nossa Senhora Aparecida dominou mais um dia de campanha do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL),
candidatos ao Palácio do Planalto. Enquanto o parlamentar voltou a enfatizar —
desta vez em nota — que respeita "todas as religiões e formas de expressão
da fé", o petista voltou a dar estocadas no rival, acusado de planejar
tirar da santa o título de padroeira do Brasil.
"Nesta
semana, saíram boatos de que vão querer desfazer a ideia de que Nossa Senhora
Aparecida não seja mais padroeira do Brasil. Respeito todas as religiões, a
católica, a evangélica, as religiões de matrizes africanas e até os ateus.
Agora, na minha presidência, Nossa Senhora Aparecida continuará como padroeira
do Brasil. Quem não quiser, que mude de país, porque o Brasil vai continuar
cuidando corretamente da fé das pessoas", disse Lula, em discurso em
Fortaleza, ao lado do governador do Ceará e candidato à reeleição, Elmano de
Freitas (PT).
Considerado
estratégico para o PT, o Ceará foi visitado por Lula duas vezes neste mês. A
cinco dias das eleições, o presidente encontrou um cenário de disputa acirrada
entre Elmano e seu principal opositor, Ciro Gomes (PSDB), na corrida pelo
governo do estado.
Além
de Fortaleza, Lula esteve em Salvador, para participar de uma caminhada em
apoio ao governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT).
No ato, o chefe do Executivo ergueu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
As
manifestações de Lula e da campanha de Flávio ocorreram dias após a polêmica
envolvendo Nossa Senhora Aparecida, motivada por uma desinformação que associou
o presidenciável do PL a um projeto de lei, arquivado há quase 20 anos, que
teria o objetivo de retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
No
domingo, Flávio acusou o PT de ter produzido e disseminado a informação, com
suposta ajuda de integrantes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB). Em reação, a entidade repudiou as declarações do candidato do PL.
"Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de
desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge
injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a
responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral", afirmou.
"A mentira não se combate com outra mentira", acrescentou.
A
associação de Flávio com a proposta de tirar o título da santa teria começado
após uma declaração do presidenciável, feita no fim de agosto, sobre decretar
que "o Brasil é do Senhor Jesus Cristo". A campanha sustenta que o
candidato se referiu a uma oração que fará na posse caso seja eleito. O gesto
seria uma forma de agradecimento ao povo.
Na
nota dessa terça-feira, a campanha do postulante do PL ressaltou que ele
"sempre defendeu o total respeito a todas as religiões e formas de
expressão da fé". "Flávio fará uma oração antes de ler o termo de
posse, quando assumir a Presidência da República, entregando o Brasil a Jesus
Cristo, numa ação simbólica de agradecimento e também como um pedido de
proteção e bênção para todos os brasileiros", disse o comunicado.
Publicado
originalmente no portal Correio Braziliense
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