6 de novembro de 2026

The New York Times minimiza entrevista de Flávio Bolsonaro e desmente teses de fraude na eleição e perseguição

Anunciada como um grande evento por aliados, a entrevista ao jornal americano foi criticada após publicação (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O jornal estadunidense The New York Times refutou todas as teorias conspiratórias do senador e candidato derrotado à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu para os Estados Unidos no dia 27 de outubro, em entrevista publicada ontem (05/11).

Com Janones, Lula critica fuga de Flávio Bolsonaro

Lula em transmissão ao vivo com o deputado André Janones (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta quinta-feira, 5, a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após ter sido derrotado na eleição presidencial. Durante uma live no YouTube, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), o petista chamou o parlamentar de "pé frio" e mencionou a derrota sofrida pelo presidente americano Donald Trump nas eleições parlamentares.

Lula afirma que Brasil virou exemplo após eleições deste ano

Lula também defendeu responsabilidade fiscal e sinalizou ajuste nas contas públicas (Foto: Cadu Gomes)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5/11) que o Brasil se tornou um exemplo após as eleições deste ano."Nós, no dia 4 de outubro, esse país foi dormir com a perspectiva de vitória de um projeto de país. E, no dia 25 de outubro, esse país foi dormir com outro projeto de país eleito nas urnas. Isso foi importante para prestarmos atenção nos significados dos processos eleitorais democráticos do mundo. O Brasil saiu dessa eleição como um exemplo", afirmou.

5 de novembro de 2026

Vitória Democrata nos EUA abre espaço para mulheres e minorias na política

Democratas comemoram a eleição de Keisha Bottoms, primeira mulher e primeira negra a governar a Geórgia (Foto: Erik S. Lesser)

A "onda azul" que varreu os Estados Unidos na noite de terça-feira (3/11) trouxe, ao lado da rejeição ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano, a ascensão política de personalidades políticas até então excluídas do cenário do poder. Mulheres, negros, latinos, indígenas, muçulmanos: entre representantes no Senado ou mesmo govenadores de estados, além de congressistas, eles desbravam caminhos para suas comunidades em um universo institucional até então adverso. E, embora eleitos principalmente pela oposição democrata, emergem também nas fileiras governistas, quase como efeito colateral de mudanças que fermentam há décadas nas camadas mais profundas da sociedade.

Especialista aponta influência do "fator Lula" na derrota de Trump

Para o professor de relações internacionais Robson Valdez mobilização dos apoiadores de Lula no segundo turno inspirou os adversários de Trump  (Foto: Minervino Júnior)

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos ingredientes da "onda azul" nas eleições norte-americanas de meio de mandato, que representa uma grande derrota para o presidente Donald Trump. A avaliação é do professor de relações internacionais Robson Coelho Cardoch Valdez, em entrevista ao Correio, ontem, às jornalistas Mariana Niederauer e Sibele Negromonte.

4 de novembro de 2026

Democratas impõe derrota histórica a Trump

Após derrota, Trump promete governar por meio de vetos (Foto: Umit Bektas)

O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições legislativas de terça-feira (3), impondo uma derrota estrondosa ao presidente Donald Trump. A chamada onda azul avançou sobre estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Kansas e Carolina do Sul, e mudou o equilíbrio de poder em Washington para os dois últimos anos do mandato presidencial.

Ciro faz primeira aparição pública após derrota

Ciro Gomes após reunião com Capitão Wagner, Alcides Fernandes e aliados na oposição (Foto: Taynara Lima)

O candidato do PSDB na eleição para governador do Ceará neste ano, Ciro Gomes (PSDB), apareceu em público pela primeira vez desde o pleito deste ano. Em reunião no diretório estadual do PSDB, em Fortaleza, o tucano reuniu aliados na tarde desta terça-feira, 3, e defendeu a continuidade do bloco de oposição unido no Estado.

Comando do Congresso e ministro da Fazenda definirão novo governo, por Luiz Carlos Azedo

Logo após o segundo turno, Lula sinalizou apoio à recondução de Motta e Alcolumbre (Foto: Ricardo Stuckert)

A agenda legislativa na ordem do dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tem como objetivo político a manutenção de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) nos comandos da Câmara e do Senado, respectivamente. A votação de propostas de grande repercussão social, como a PEC da Segurança Pública, aprovada nessa terça-feira, e a regulamentação do fim da escala 6 x 1, a negociação de espaços no futuro ministério e as articulações para preencher vagas em tribunais integram a construção da maioria que deverá sustentar o quarto mandato de Lula. Nesse sentido, a governabilidade dependerá do Centrão.

3 de novembro de 2026

Direita não quer acompanhar os Bolsonaro ao precipício, por Érico Firmo

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já demonstrou não ter intenção de dar murro em ponta de faca por Flávio, assim como Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Flávio Bolsonaro (PL) fugiu com medo da prisão e, nos Estados Unidos, declarou-se “presidente eleito”, ousadia sustentada por alguns minutos. Depois, apresentou-se como “líder do Brasil”. A autoproclamação foi o ato seguinte à escapulida, numa amostra do vigor da liderança.

Esquerda mundial aguarda derrota de Trump e festeja vitória de Lula

A vitória de Lula e uma possível onda azul nos Estados Unidos podem marcar limites à projeção internacional de Trump (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

Donald Trump não está na cédula das eleições norte-americanas de hoje, mas seu governo está em julgamento. Os dois principais cenários desenhados pelas pesquisas representam derrotas políticas para a Casa Branca: perder a Câmara dos Representantes ou entregar também o Senado aos democratas. O segundo seria o pior dos mundos. A expressão "pato manco", usada para definir presidentes em fim de mandato e com influência declinante, ganharia conteúdo imediato. Trump conservaria poderes importantes, mas encontraria obstáculos para transformar suas decisões em políticas duradouras.