6 de março de 2026

A janela que redefine a política, por Érico Firmo

Assembleia Legislativa terá movimentações intensas (Foto: Pedro Albuquerque)

Fazer política envolve muita conversa até se tomar decisões de fato. O leitor mais habitué deve estar acostumado a acompanhar alguns enredos que se arrastam por meses, até anos. A situação do PDT, por exemplo, entre ser governo ou oposição. Até a hora de se resolver de verdade, há movimentos intensos. Mas o calendário eleitoral tem alguns momentos de definição que não podem ser adiados. Um deles começou nesta quinta-feira, 5, na janela partidária.

Será um mês de elevada tensão política, já percebida nos movimentos da semana passada em torno de Cid Gomes (PSB), e de Camilo Santana (PT), no fim de semana. A janela fecha em 3 de abril. Em 4 de abril, quem quer ser candidato precisa estar filiado à legenda pela qual pretende concorrer. Muito do cenário se define.

O senador explicou como esse momento mexe com os nervos. “Essa hora agora é fundamental, porque está todo mundo angustiado. Vão ser 30 dias para quem tem mandato, que se abrem e a pessoa vai definir os quatro anos futuros da vida dela. É importante que a gente esteja ao lado dessas pessoas para dirimir angústias, para apontar caminhos, dirimir dúvidas e ele acertou de a gente, nesse mês agora, se reunir toda semana”.

O 4 de abril também é o prazo de desincompatibilização para quem quer concorrer. Até lá, muita gente de força política deixará cargos nos governos. Então, nesse intervalo se define bastante coisa.

Essa época mexe com todo o meio político, não apenas com quem pretende trocar de partido. O deputado ou candidato que está na legenda e não pretende mudar pode ser afetado por alguém que se filia.

Cronograma

Depois do fim da janela e do prazo de filiações, as coisas tendem a se acalmar um pouco, ao menos publicamente. Até esquentar, bastante, ali por julho, até agosto, quando termina o período de convenções, e aí as coisas são oficializadas mesmo.

Fator PDT

O PDT é um partido hoje com peso grande na Câmara dos Deputados, considerável na Assembleia Legislativa e intermediário em prefeituras. No Legislativo estadual e nos municípios, já foi muito maior. Deve diminuir nas casas parlamentares.

Entretanto, se a cúpula governista assim decidir, filiações podem ser direcionadas para lá e desfiliações podem ser seguradas.

Aumentar a representação da sigla pode ser um modo de justificar uma eventual fatia para o PDT na chapa majoritária, como forma de contemplar algum aliado ou deixar outro de fora. Isso pelo critério de espaços conforme o tamanho dos partidos, conforma defendeu Cid.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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