2 de agosto de 2026

Ciro faz ato de lançamento da chapa de oposição

O ato marca o lançamento das candidaturas de Ciro e Roberto Cláudio ao Abolição e de Capitão Wagner  e Alcides Fernandes ao Senado (Foto: Samuel Setubal)

No ato de lançamento da chapa majoritária da oposição no Ceará, o candidato a governador Ciro Gomes (PSDB) se referiu ao bloco governista como "uma dessas novas facções do Ceará". Ele citou o considerou como lema da campanha: "Unir para mudar". "É simples e curto, mas cheio de significado".

"Viramos reféns de um pequeno grupo que sequestrou o poder em proveito próprio. E que além de não ter conseguido vencer as facções, longe disso, entregou nosso Estado a elas, terminaram nesse grupo se transformando eles mesmo em uma dessas novas facções do Ceará", discursou.

Em outro trecho, ele seguiu: "Na organização que domina o Ceará temos vários tipos de personagens, mas uma coisa eles têm em comum. A máscara, o disfarce, a máscara enganadora". O tucano detalhou, sem citar nomes. "O mais perigoso deles veste a máscara de bonzinho para esconder um coração cheio de ódio, prepotência e maldade".

E completou: "E o mais frágil, o mais fraco, o mais omisso e mais covarde treina agora a voz de durão e infla o peito da falsa musculatura para esconder sua espinha curvada perante seus chefes locais e nacionais".

Ele disse ainda: "Foi para vencer esse grupo encastelado que nós fizemos nascer a aliança política mais poderosa da história recente do Ceará. Uma aliança tão forte que amedronta os poderosos de plantão".

Ao falar sobre mudança, ele destacou o motivo de considerá-la necessária. "Por que mudar? Porque o Ceará ficou mais pobre, está ficando cada dia mais pobre. Está ficando cada dia mais inseguro. Nosso Estado perdeu o rumo e começou a andar para trás. Deixou de ser aquele estado modelo, com o governo mais moderno e inovador do País, para regredir ao pior dos velhos tempos dos coronéis", apontou.

"E o pior, de coronéis agora vestidos de ternos elegantes, comprados a muito dinheiro público, bem cortados, que com fala mansa e traiçoeira, sem caráter, embalam um falso discurso de modernidade e solidariedade, enquanto vão semeando miséria, roubalheira, violência e impunidade".

O ato marca o lançamento das candidaturas de Ciro, de Roberto Cláudio (União Brasil) a vice-governador e de Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL) a senadores.

Penúltimo a discursar antes de Ciro foi o senador Tasso Jereissati (PSDB). Ele destacou o caráter e o espírito público como fatores para unir personagens tão diferentes na oposição.

Candidato a senador e primeiro integrante da chapa majoritária a discursar, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), comparou as gestões governistas ao marido que bate na esposa. "Eu vejo a Terra da Luz, o nosso Estado do Ceará, igual àquela família que vive sofrendo com hematomas desse PT. O PT que há década está matando, está maltratando o Estado do Ceará".

Ele prosseguiu com a metáfora: "Precisava alguém se levantar para dizer, tal como aquele rapaz, aquele jovem mais velho da casa. Aí Ciro Gomes se levanta e diz: 'A parada agora é comigo'. Precisava do nosso irmão mais velho peitar esse esquerdista que está aí sendo um verdadeiro torturador do povo".

O candidato disse que quer ir a Brasília e defendeu a redução da carga tributária como forma de gerar emprego.

Primeiro a discursar, o deputado federal Mauro Filho (União Brasil), coordenador do programa de governo, terminou o discurso com menção às mulheres. "Eu não tenho dúvidas de que este governo vai prestigiar as mulheres do Estado do Ceará".

Na sequência, foram chamadas três mulheres para discursar: as deputadas estaduais Emília Pessoa (PSDB) e Dra. Silvana (PL) e a ex-deputada federal Dayany Bittencourt (União Brasil). Na véspera, na convenção da base governista, que oficializou Elmano de Freitas (PT), houve críticas por a chapa de oposição ser composta apenas por homens. Na situação, foi anunciada na sexta-feira, 1º, a candidatura de Gabriella Aguiar (PSD) a vice-governadora.

Em coletiva, Ciro disse receber as críticas "com muita humildade". "Uma coisa que precisamos ter cuidado é a instrumentalização das mulheres para ferir o seu justo direito de lutar e crescer na política. Não comentarei mais nada sobre isso, mas, se, por exemplo, houvesse uma postulação feminina, eu faria como fiz quando fui governador metade dos recursos eram mulheres que administravam, na Prefeitura de Fortaleza e no Governo do Estado", disse.

Ele citou outras ações voltadas para as mulheres e afirmou: "Eu sou feminista de convicção, eu sei que é necessário empoderar as mulheres. Agora questão da participação na política, não é uma concessão que você faz, eu lamento isso. É uma luta. Você acredita que o outro lado colocou uma mulher porque ela é mulher? Ou por que ela é filha do Domingos (Filho)? O que não a desqualifique em nada. Acho uma boa pessoa, estou só chamando a atenção para gente não cair nessa enquanto estão rifando a Luizianne", alfinetou.

As convenções dos partidos aliados já foram realizadas. A do PSDB, no primeiro dia de prazo, em 20 de julho. A do PL, no dia 22. A da federação União Brasil e Progressistas em 26 de julho. Foram atos mais discretos. Neste sábado, 1º, ocorreu o ato político de lançamento das candidaturas da coligação

Publicado originalmente no portal O Povo +

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