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| Ciro fez carreata no Cariri e Elmano no Maciço de Baturité (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
Dividindo-se em frentes de ataque e delegando missões. Elmano, por seu turno, encara o desafio de acelerar o ritmo de crescimento no terço derradeiro da eleição, de preferência extraindo votos da carteira de Ciro, o que não tem se revelado tarefa fácil até o momento, sobretudo pelo esgotamento da colagem de imagem com Lula.
Entre uma coisa e outra, há ainda dois debates por vir (um dos quais do O POVO, na próxima quarta-feira, 23) e mais algumas edições de pesquisas. Meu palpite? Indefinição até o final.
A
resposta petista
Elmano e seu grupo entenderam antes, contudo, que precisam organizar e distribuir os aliados em agendas diferentes e complementares, de modo a assegurar que uma maior extensão territorial e densa eleitoralmente seja varrida por sua campanha. Daí, por exemplo, a passagem prevista do petista por Sobral, onde se diz que Ciro obtém uma folga maior, conseguindo aprimorar o desempenho e superando o petista - além de encontros conduzidos individualmente pelo senador Camilo Santana (PT), maior interessado na vitória.
Efeitos
previstos
Dois centavos sobre o Datafolha: em tese, toda pesquisa é boa para quem lidera, seja por três ou sete pontos em relação ao oponente. Melhor comandar a disputa por margem ampla, claro, mas em eleição acirrada nenhuma vantagem será vergonhosa - Lula que o diga. Dito isso, o retrato que o Datafolha exibiu dias atrás é de distância cada vez menor entre Ciro e Elmano.
Esse é o copo meio cheio para o petista. O meio vazio é que o governador chega a pouco mais de dez dias da eleição sem conseguir fragilizar o eleitorado do adversário. Verdade que Elmano oscilou três pontos, indo de 37% a 40% em duas semanas entre uma rodada e outra, e Ciro somente um. Mas é preciso olhar para essa rolagem dentro da margem com alguma desconfiança, mais ainda depois da redução de 19 para nove pontos da apuração anterior. Já quando se trata de Ciro, o copo meio vazio e o meio cheio se fundem na mesma imagem: a corrida se congelou, isto é, a captura do Datafolha nesta etapa última sugere uma campanha cristalizada entre eleitores tanto de um lado quanto de outro - o que, se se mantiver nesse patamar até 4/10, é notícia boa para Ciro.
Sinais
de alerta
Para Elmano, há também o índice de rejeição piscando na tela como um sinal de advertência: esse dado cresceu entre as aferições recentes de intenção de voto, a despeito da avalição positiva do governo nesses mesmos levantamentos, sempre um argumento ao qual os aliados recorrem para cravar vitória líquida do incumbente no Estado.
Grosso modo, é como se, à medida que o chefe do Abolição
se tornasse mais conhecido (um contrassenso em termos), uma parcela do
eleitorado passasse a rejeitá-lo, o que talvez explique as dificuldades do
governismo em crescer no percentual arrancando apoio diretamente de Ciro, a
esta altura vital para o projeto de reeleição do petista na corrida de 2026.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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