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| As vagas para mais disputadas são para as chapas ao Palácio da Abolição e Senado Federal (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
A poucos meses de outubro, o cenário eleitoral no Ceará segue em construção, com nomes ventilados e negociações em andamento. Até o dia 15 de agosto, prazo para o registro de candidaturas no TSE, o que hoje está “alinhado” pode se embaraçar.
No Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) garante que será candidato à reeleição, declaração corroborada pelos aliados, pelo senador e ex-ministro Camilo Santana (PT) e pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mas nem as falas do presidente pouparam a base governista das dúvidas. Nos bastidores políticos, foi ventilada uma possibilidade de Camilo substituir Elmano na disputa pelo Governo do Ceará, a depender do cenário eleitoral no Estado.
Durante um evento com o então ministro em março, Lula afirmou: "O Camilo não é candidato, mas vai se afastar. Vai ficar de olho, na expectativa. Se precisar, ele é candidato", disse. O ex-ministro da Educação é tido, nos bastidores, como plano B do presidente, caso este não tenha condições de disputar as eleições. O cearense negou que estaria ensaiando uma possível candidatura.
Camilo descartou possibilidade de candidatura ao governo. Segundo ele, sua atuação na eleição será auxiliar nas campanhas de Lula e Elmano. “A ideia é que eu possa me dedicar um pouco ao Ceará e também ao Nordeste e ajudar o presidente Lula na sua reeleição, por acreditar que nós não podemos ter retrocesso, diante de todos os resultados que o Governo tem apresentado”, disse em fevereiro deste ano.
Camilo Santana é senador da República eleito em 2022. O seu mandato terminará apenas em 2030, quando poderá tentar reeleição ou não. As duas vagas do Senado Federal abertas este ano são dos senadores Cid Gomes (PSB) e Eduardo Girão (Novo). Ambos já declararam diversas vezes que não irão tentar reeleição ao cargo.
Seguindo na base, Cid Gomes é personagem constante, ainda venha apontando não querer destaque. O PSB integra a base governista e articula espaços na chapa majoritária para o ano que vem, além de apoiar a reeleição do governador.
Ainda em maio de 2025, o político afirmou que, para ele, o natural apoiar a reeleição de Elmano. O senador deixou claro que não pretende disputar qualquer cargo em outubro, sinalizando que deverá atuar auxiliando a campanha de Elmano no Ceará.
Apesar das declarações, Cid terá a vaga assegurada se aceitar concorrer, conforme Elmano e Camilo.. Porém, Cid vem apontando que, caso o PSB, tenha uma vaga para disputar o Senado, seu candidato seria o deputado federal Júnior Mano (PSB).
Além de Mano, o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa, são concorrentes ao Senado. O MDB mantém como prioridade a candidatura de Eunício, ex-presidente do Senado. O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira (PDT), e o presidente do PSD, Domingos Filho (PSD), também já foram citados como opção.
Recentemente, surgiram especulações de que o nome de Cid estaria sendo cotado para vaga de vice-governador na chapa de Elmano. O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), foi o primeiro a mencionar a possibilidade.
“Eu tenho certeza de que o senador Cid estará na chapa majoritária, seja para senador ou até vice-governador”, disse nesta quarta-feira, 22.
A vaga hoje é de Jade Romero (PT), que quer manter o cargo, mas a hipótese não aparenta ter investimento de aliados. Conforme as movimentações, ela tem maiores chances de emplacar uma candidatura à deputada federal.
Ela afirmou que seria uma “satisfação muito grande” para o grupo político contar com Cid entre os nomes que disputarão vagas majoritárias.
“Para o nosso grupo, seria uma satisfação muito grande ter Cid candidato novamente ao Senado ou a vice-governador. Ele é um grande nome, um grande quadro da política cearense. Então, mesmo enquanto vice-governadora, se for para defender o nome do Cid ao lugar de vice e eu puder fazer isso, farei com muito orgulho, com muita satisfação”, disse Jade.
A vice-governadora esclareceu que não soube de conversas ou articulações focadas em uma possível candidatura do senador. “Não sei se há o desejo do Cid, desejo pessoal, porque tudo parte não só da conjectura política, mas também do desejo pessoal”, destacou.
Informações do colunista do O POVO, Guilherme Gonsalves, dão que Camilo seria favorável a ideia. O ex-ministro entende a pré-candidatura de Ciro como forte e competitiva, capaz de fazer frente ao governo e, por isso, montar a chapa com o Cid alavancaria o nome do atual governador. Cid ainda não comentou sobre a possibilidade.
Enquanto Cid Gomes manteve as aproximações com o PT, o irmão, Ciro Gomes (PSDB), é dos protagonistas da oposição no Ceará.
Ciro é o principal nome cotado para concorrer ao governo estadual pela oposição. O nome do ex-ministo era citado para a disputa, mas a articulação foi tomando tração com o anúncio da mudança do PDT para o ninho tucano. Na época, o então presidente do PSDB, Ozires Pontes (PSDB), dava confiança para uma candidatura de Ciro.
Desde então, o tucano vem expressando vontade de seguir na disputa estadual. Na quarta-feira passada, 15 de abril, ele afirmou estar “amadurecendo” a possibilidade da candidatura ao governo e “está cada dia mais inclinado a ser”.
No dia, quando aconteceu a oficialização de RC como presidente do União Brasil Fortaleza, ele mencionou o convite do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para concorrer ao cargo de presidente na eleição deste ano e disse que “não tira o Brasil da cabeça”.
Apesar das dúvidas, o aliado Roberto Cláudio afirmou, nesta quinta-feira, 23, que a pré-candidatura de Ciro governo deverá ser consolidada em maio, em entrevista ao Jogo Político, podcast de política do O POVO.
Para o Senado, a oposição conta com o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) e com a vereadora Priscila Costa (PL) na disputa.
O deputado estadual Alcides Fernandes divulgou um vídeo em que ao menos 17 bolsonaristas, incluindo nomes de peso do PL Ceará, defendem a indicação dele para representar o partido na chapa da oposição em 2026.
O grupo tem preferência pela indicação de Alcides e entende que a outra vaga na chapa deve ser negociada com aliados. Alcides foi lançado oficialmente como único pré-candidato do PL no fim de março. Na ocasião, o diretório estadual se reuniu com os pré-candidatos que pretendem disputar cargos eletivos neste ano e Alcides foi escolhido por unanimidade para representar o grupo no Senado.
Na ocasião, a vereadora Priscila Costa disse desconhecer a decisão do partido sobre a candidatura única. A parlamentar afirmou que se manteria na disputa e destacou o apoio da direção nacional. "Não estou sabendo disso. Não recebi nenhuma informação nesse sentido por parte da nacional", afirmou à época.
No sábado, 18, após a publicação do vídeo pró-Alcides, Priscila confirmou ao O POVO que mantém a pré-candidatura ao Senado e destacou a legitimidade para disputar. Ela também subiu o tom afirmando que sua postulação tem respaldo popular e não de familiares políticos que pedem voto para ela.
A
vereadora ainda passou a ser apontada, nos bastidores do PL como um dos
principais nomes para compor como candidata a vice-presidente na chapa
encabeçada pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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