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| Cerimônia com alunos e autoridades foi realizada no IFCE (Foto: Levi Moreira) |
Os dados reforçam o protagonismo cearense em uma iniciativa coordenada pelo IFCE e financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que realizou na sexta-feira, 24, a cerimônia de encerramento no campus da instituição, em Fortaleza.
Além da forte presença no primeiro ciclo, o segundo reforçou ainda mais esse cenário: os 173 alunos matriculados eram integralmente cearenses.
No total, participantes de ao menos 20 estados passaram pela formação, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Amazonas e Pernambuco.
Programa
deve ser continuado
O perfil dos participantes também ajuda a dimensionar o alcance do programa. A maioria tem entre 19 e 29 anos (63%), seguida pela faixa de 30 a 39 anos (25%), enquanto 12% têm mais de 40 anos.
Entre os alunos, 69,4% ainda estão na graduação e 56,2% já tinham alguma experiência prévia na área. Mesmo assim, 36,3% conciliavam os estudos com trabalho. O índice de satisfação chegou a 92%.
Para o reitor do IFCE, Wally Menezes, os resultados reforçam a necessidade de continuidade do projeto.
"A gente não pode simplesmente terminar o projeto porque ele alcançou bons níveis. É preciso dar sequência a esse ciclo, com novas visões", afirma.
Segundo ele, a iniciativa também evidencia a capacidade do Estado de reter talentos. "Existe um potencial real de fixar e reconhecer esses talentos aqui no Ceará, pensando em nível global, com criação de projetos, produtos e oportunidades", destaca.
Após a fase teórica, parte dos alunos avançou para a residência tecnológica, a etapa prática do programa.
No IFCE, 112 participantes ingressaram nessa fase, e 94 concluíram a formação. Mais uma vez, o Ceará liderou: 52 dos concluintes são do Estado, seguido por Minas Gerais, São Paulo e Amazonas.
A seleção do programa, segundo o deputado Inácio de Arruda, passou por diferentes etapas de avaliação e teve como critério central a qualidade dos projetos apresentados.
"O Ceará ganhou pela qualidade. O projeto foi avaliado por diferentes instituições e se destacou a ponto de ser expandido para outros estados", explica o deputado Inácio de Arruda (PCdoB CE).
Ele ressalta ainda que o EmbarcaTech representa uma inflexão no modelo tradicional de formação. "É uma inovação dentro da formação acadêmica e técnica, com uma preparação mais rápida e conectada às demandas do mercado", afirma.
Com
forte adesão local e alcance nacional, o programa evidencia o papel do Ceará na
formação tecnológica e na preparação de profissionais para um setor cada vez
mais estratégico.
Abaixo o número de cada estado na primeira fase do programa:
Ceará: 764 participantes
São Paulo: 39 participantes
Minas Gerais: 35 participantes
Amazonas: 29 participantes
Pernambuco: 18 participantes
Rio de Janeiro: 12 participantes
Bahia: 6 participantes
Rio Grande do Norte: 6 participantes
Paraíba: 5 participantes
Paraná: 5 participantes
Pará: 3 participantes
Piauí: 3 participantes
Mato Grosso do Sul: 3 participantes
Rio Grande do Sul: 3 participantes
Acre: 2 participantes
Alagoas: 2 participantes
Maranhão: 2 participantes
Mato Grosso: 2 participantes
Roraima: 2 participantes
Santa Catarina: 2 participantes
Espírito Santo: 1 participante
Goiás: 1 participante
Sergipe: 1 participante
Tocantins: 1 participante
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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