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| Elmano afirmou nunca ter visto antes alguém querer presidir o Brasil e trair a própria pátria (Foto: Fábio Lima) |
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), repetiu o discurso adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) de agir contra interesses do Brasil ao se reunir com autoridades dos Estados Unidos em meio à discussão sobre novas tarifas para produtos brasileiros.
“(Quero) lamentar demais que um pré-candidato à Presidência da República vá aos Estados Unidos (pedir) para ter sanções contra o seu país", afirmou o chefe do Executivo estadual, em entrevista concedida no Centro de Eventos, na manhã desta quarta-feira, 3 de junho.
O governo de Donald Trump anunciou uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com previsão de entrada em vigor em meados de julho. A medida foi divulgada poucos dias após um encontro de Flávio Bolsonaro com integrantes do governo norte-americano, em Washington.
“Eu já vi muita coisa na vida, mas alguém se dispor a ser presidente do Brasil traindo o seu País é a primeira vez que eu, infelizmente, tenho que testemunhar um fato tão lamentável”, concluiu o governador petista.
As declarações de Elmano seguem a mesma linha adotada por Lula. Em discurso nesta terça-feira, o presidente chamou integrantes da família Bolsonaro de "traidores" e citou manifestações públicas de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções.
Lula também mencionou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), afirmando que ele teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Segundo o presidente, essas manifestações demonstrariam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
"Foi lá (pedir) para o Trump: 'Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.' Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro", afirmou o presidente.
Lula acusou aliados da família Bolsonaro de buscar a interferência de um país estrangeiro em decisões brasileiras e disse que eles devem ser chamados de "traidores".
Flávio
nega
Flávio Bolsonaro, por sua vez, nega ter defendido novas sanções ou tarifas contra o Brasil. Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que pediu a Trump, durante encontro realizado na semana passada, que não houvesse taxação adicional sobre produtos brasileiros.
Ele também divulgou um ofício enviado ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no qual solicita que o governo norte-americano não imponha novas tarifas comerciais ao Brasil.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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