2 de junho de 2026

Elmano sobe o tom contra Ciro Gomes: "Não tenho bolsonarista de estimação"

Elmano disse que Ciro “se juntou ao pior da política” (Foto: Aurélio Alves)

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), subiu o tom, nesta segunda-feira, 1º, contra o ex-ministro e pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB). Pelas redes sociais, Elmano afirmou que o adversário “se juntou ao pior da política” e, em referência aos aliados do tucano, disse não ter “bolsonarista de estimação”, mencionando o deputado federal André Fernandes (PL), o deputado estadual Carmelo Neto (PL) e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Ao contrário de Ciro, que se juntou ao pior da política, não tenho bolsonarista de estimação. A máscara dele caiu. Que fique com Capitão Wagner, André Fernandes, Carmelo, Inspetor Alberto e a Família Bolsonaro para ele. Estou onde sempre estive: com Lula, Camilo, Cid, Izolda e o povo”, escreveu.

No último domingo, 31, no município de Barbalha, Ciro Gomes foi questionado pela imprensa sobre as críticas por ter se aliado a apoiadores de Bolsonaro.

Em vídeo publicado pelo portal No Cariri Tem, o tucano disse ter “critério” e relembrou que busca juntar lideranças do Estado que “estavam em oposição, mas dispersas e fraturadas”, mencionando Capitão Wagner e Roberto Cláudio, cotados para compor a chapa da oposição com ele.

“Aí, surgiu na eleição de Fortaleza o André Fernandes, que quase ganha a eleição. Sem o meu apoio, eu votei no Sarto. Perdi e, como é do segundo turno, o Camilo traiu todo mundo e impôs um candidato do PDT dentro do PT (Evandro), chutou a Luizianne Lins com o apoio do Elmano, que foi inventado na política pela Luizianne [...] Eu estou juntando um movimento que tem por objetivo livrar o Ceará desta ditadura corrupta que está implantada aqui. Eu vou demonstrar isso ou não merecerei o respeito da população”, disparou.

Em seguida, Ciro mencionou os políticos que apoiavam Bolsonaro e, agora, integram a base de Elmano, como os deputados federais Júnior Mano (PSB) e Yury do Paredão (MDB), expulsos do PL. Segundo ele, a diferença é que os aliados bolsonaristas “são todos homens honrados e limpos”.

“A mesma fala dele não vale nada. O prefeito atual de Sobral era bolsonarista fanático, tem uma 'ruma' de bolsonarista. O Júnior Mano foi eleito pelo PL, Yury do Paredão foi eleito pelo PL e estão tudo lá. Sabe qual é a diferença? É que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta ou está envolvido com Polícia Federal”.

Reação

A publicação de Elmano é mais uma das recentes declarações em que o petista sobe o tom contra o adversário político. Ainda em maio, o governador diminuiu o apoio de prefeitos cearenses à pré-candidatura de Ciro e apontou que há “muito desconhecimento” por parte do grupo adversário, citando falas do tucano em relação à segurança pública do Estado.

Em Barbalha, Elmano defendeu o senador Camilo Santana (PT) após ataques de Ciro e disse que o adversário foi à região no fim de semana para “falar mal do filho do Cariri”.

Base e oposição em Barbalha

Os dois grupos políticos adversários estiveram lado a lado na Igreja Matriz de Barbalha nesse domingo durante a Missa de Santo Antônio.

Entre os nomes da base, também estiveram presentes a vice-governadora Jade Romero (PT), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), os deputados federais Eduardo Bismarck (PV) e Eunício Oliveira (MDB), o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB), o prefeito de Barbalha, Guilherme Saraiva (PT), a prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT), além de outros aliados.

Da oposição, estavam no local o ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil), o ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil), a deputada estadual Emilia Pessoa (PSDB), o deputado estadual Carmelo Neto (PL), a vereadora de Fortaleza Bella Carmelo (PL), o presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Felipe Vasques (PSDB).

No fim da missa, um túmulto entre apoiadores gerou uma cena inusitada, com o diácono dando um “puxão de orelha” no público e afirmando que “Igreja não é lugar de politicagem”.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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