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| Renan Santos do partido Missão antecipou sua convenção nacional e oficializou seu nome ao Palácio do Planalto (Foto: Reprodução/Redes Sociais) |
No mesmo dia em que a operação entrou em vigor, o partido Missão antecipou sua convenção nacional e oficializou a candidatura do empresário e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, ao Palácio do Planalto. Inicialmente prevista para 1º de agosto, a convenção foi adiantada após a legenda alegar aumento das ameaças contra o candidato. Com a homologação, Renan passa a ter direito de solicitar a escolta da Polícia Federal ao longo da disputa eleitoral.
Segundo o presidenciável, a proteção deixou de ser apenas um suporte logístico e tornou-se necessária diante do cenário de riscos enfrentado durante a pré-campanha. Apesar da antecipação da convenção, o Missão informou que manterá para 1º de agosto o evento oficial de lançamento da campanha, quando pretende apresentar as diretrizes do programa de governo e reunir apoiadores.
Além de Renan Santos, os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também manifestaram interesse em utilizar o esquema de proteção da PF. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, continuará sob segurança compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em razão das atribuições do cargo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por outro lado, decidiu manter a escolta realizada pela Polícia Legislativa do Senado e não recorrerá ao serviço da corporação.
A definição do nível de proteção será baseada em uma análise de risco elaborada pela Diretoria de Proteção à Pessoa da PF. As candidaturas são classificadas em quatro níveis — muito alto, alto, moderado e baixo — de acordo com critérios técnicos relacionados às ameaças identificadas. A corporação afirma, entretanto, que a prestação do serviço seguirá parâmetros padronizados, independentemente da classificação atribuída a cada candidato.
Para atender à demanda da eleição presidencial, a Polícia Federal treinou mais de 600 servidores entre 2025 e 2026 e estima investir cerca de R$ 95 milhões na operação. Os recursos serão destinados à mobilização das equipes e à aquisição de equipamentos como veículos blindados, coletes balísticos, sistemas antidrones e kits antibombas. O monitoramento será centralizado na Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que acompanhará em tempo real os deslocamentos dos candidatos em integração com as forças de segurança estaduais e municipais.
A temporada das convenções partidárias começou com o candidato à reeleição para a presidência da República mantendo um tom duro contra o provável adversário nas urnas em outubro. A corrida para ocupar o Palácio do Planalto a partir de 2027 também já tem o seu primeiro postulante confirmado. Nessa etapa importante do calendário eleitoral — as candidaturas precisam ser confirmadas até 5 de agosto —, partidos e postulantes a cargos eletivos se apressam para consolidar as alianças e definir as chapas.
Publicado originalmente no portal Correio Braziliense
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