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| Flavio Bolsonaro e Lula nos primeiros atos de campanha (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
O primeiro dia da campanha eleitoral, neste domingo (16/08), levou os candidatos à Presidência da República às ruas em diferentes regiões do país. Houve comícios, caminhadas, carreatas, panfletagens e outros atos para marcar o início oficial da disputa. Confira um resumo de como foram as agendas:
Luiz
Inácio Lula da Silva (PT)
Em
São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu
mais de 15 mil pessoas no estádio da Vila Euclides. A escolha do local remete
às assembleias lideradas pelo petista durante as greves no ABC, entre 1979 e o
início dos anos 1980, movimento que esteve na origem do Partido dos Trabalhadores.
Diante de uma multidão que entoou músicas tradicionais de suas campanhas, como "Olê, olê, olê, olá" e "Lula, lá", o presidente abriu o discurso com uma brincadeira sobre o Corinthians. "Não morro mais de emoção, porque sou corinthiano", afirmou.
Ao
longo da fala, que durou pouco mais de 20 minutos, Lula também destacou dados
econômicos de seu governo e criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O petista citou a redução do desemprego e da inflação, além de comentar a
situação fiscal do país. A primeira-dama, Janja também participou do ato.
Flávio
Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL) lançou a campanha em um ato na avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O candidato discursou de cima de um trio elétrico e foi acompanhado pela mulher, Fernanda Bolsonaro.
O ato reuniu cerca de 8,9 mil pessoas no horário de maior concentração. Flávio participou do evento usando um colete à prova de balas.
No discurso, o candidato concentrou as críticas ao presidente Lula, defendeu uma agenda voltada à segurança pública e fez referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro. "Soberania é você poder andar na rua em paz, sem medo de bater de frente com um criminoso com fuzil", afirmou.
Ronaldo
Caiado (PSD)
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) começou a campanha em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Antes, porém, participou de uma missa na Catedral Metropolitana de Goiânia Nossa Senhora Auxiliadora, ao lado da mulher, Gracinha Caiado, e de familiares.
Em seguida, o governador iniciou uma carreata que passou por Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama e Luziânia. A escolha do Entorno para abrir a campanha, segundo Caiado, está relacionada às mudanças promovidas por seu governo na região.
Durante
coletiva de imprensa, o candidato citou avanços nas áreas de segurança pública,
saúde, educação e infraestrutura. Caiado também aproveitou o início da campanha
para projetar sua participação na disputa e defender a possibilidade de chegar
ao segundo turno.
Romeu
Zema (Novo)
Romeu Zema (Novo) iniciou a campanha eleitoral em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. A primeira agenda do candidato foi uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José.
Após a celebração, o ex-governador conversou com a imprensa e apresentou temas que pretende levar à disputa presidencial. Entre eles, citou a atração de investimentos, a relação com empresários e críticas à política internacional adotada pelo governo Lula.
Zema também destacou a experiência à frente do governo de Minas Gerais e afirmou que a aproximação com o setor produtivo foi uma das prioridades de sua gestão. Depois das entrevistas, o candidato deu início a uma passeata pela cidade.
Renan
Santos (Missão)
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, escolheu um local simbólico para realizar o primeiro ato da campanha: a área em frente à Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), no centro da capital paulista.
Durante o evento, o candidato fez críticas ao presidente Lula e ao adversário Flávio Bolsonaro. Também usando um colete à prova de balas, Renan afirmou que recebeu ameaças de morte e defendeu o combate ao crime organizado.
Ao final do discurso, o candidato cantou e tocou o jingle da campanha para os apoiadores. Renan também afirmou que pretende apresentar uma alternativa à polarização entre lulistas e bolsonaristas.
Samara
Martins (UP)
Samara Martins, candidata à Presidência pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP), iniciou a campanha em Guaianases, no extremo leste de São Paulo. A candidata realizou uma caminhada pelo bairro, com atividade de porta a porta e distribuição de panfletos.
A região foi escolhida por ser uma área histórica de atuação do partido e por concentrar trabalhadores operários. Segundo a candidata, a campanha pretende dialogar especialmente com trabalhadores e mulheres que enfrentam condições precárias de trabalho e longas jornadas.
Após
a concentração na Estação José Bonifácio, Samara e militantes da UP seguiram em
caminhada pelo bairro. Outros candidatos da legenda participaram da atividade,
e a agenda da candidata ainda previa um almoço com apoiadores no centro de São
Paulo.
Hertz
Dias (PSTU)
Hertz Dias (PSTU) iniciou a campanha com atividades de panfletagem em diferentes pontos de São Paulo. A agenda passou pela Vila Matilde, pela Avenida Paulista e por São José dos Campos, ao lado de Vera, candidata do partido ao governo paulista.
Com o slogan "Com os trabalhadores, contra o sistema", a campanha foi às ruas para defender uma alternativa socialista e criticar os efeitos das privatizações promovidas nas últimas décadas.
Durante
as atividades, Hertz citou São Paulo como exemplo dos impactos da transferência
de serviços públicos à iniciativa privada. O candidato afirmou que serviços
essenciais foram transformados em fonte de lucro, enquanto a população passou a
pagar mais e, segundo ele, receber serviços de pior qualidade.
Augusto Cury (Avante)
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| (Foto: Reprodução/Instagram) |
O escritor e médico Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, iniciou a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em entrevista coletiva, apresentou propostas para diferentes áreas e colocou o combate à polarização política como um dos principais eixos de sua candidatura.
Cury afirmou que a disputa entre direita e esquerda tem ultrapassado o campo das divergências políticas e provocado conflitos na sociedade. Para o candidato, transformar o adversário político em um inimigo moral reduz as possibilidades de diálogo e de construção de acordos.
Depois da coletiva, o presidenciável participou de um ato na Praça Getúlio Vargas, no bairro São João Batista, acompanhado por apoiadores. Cury afirmou que pretende concentrar a campanha na escuta da população e na busca por soluções para problemas que afetam brasileiros de diferentes posições políticas.
Agenda não divulgada
A candidata da Democracia Cristã (DC), Clariana Barão, os candidatos Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata), Pablo Marçal (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não informoram agenda pública de compromissos ou eventos de rua para o primeiro dia oficial da campanha eleitoral.
Publicado
originalmente no portal Correio Braziliense
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