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| O senador Camilo reafirma a entrega das informações pelo presidente Lula ao TSE (Foto: Reprodução/Redes Sociais) |
"Primeiro que eles perderam o prazo, só protocolaram às 0h17min de hoje [sexta-feira]. E não entregaram absolutamente nada, fizeram uma petição que parece mais uma carta, um panfleto de campanha e só entregaram as procurações", disse Camilo, que leu parágrafo do documento entregue por Flávio que exige que a divulgação dos dados ocorra apenas por decisão judicial.
O petista argumentou que a população brasileira tem direito de saber "quem é ladrão e quem não é", sem seletividade na divulgação dos sigilos.
O coordenador da campanha de Lula confirmou que o PT fez um requerimento para o ministro do TSE André Mendonça reconsiderar a divulgação dos sigilos, e disse que a petição de Flávio parece combinada com as ações do magistrado, que afastou a responsabilidade da Corte de determinar a quebra dos sigilos dos presidenciáveis e arbitrar esse processo.
Ainda na sexta, Mendonça reafirmou a decisão proferida na quinta-feira, 22, em que alegou que os candidatos à Presidência estão autorizados a divulgar seus respectivos dados sem necessidade de intervenção judicial.
"Convém
ressaltar o óbvio. Ao TSE, órgão de cúpula da Justiça Eleitoral, não cabe
fiscalizar 'desafios' lançados em debate, nem servir de instância garantidora
de 'acordos' de divulgação de dados e informações cujo cumprimento depende
exclusivamente da vontade de quem os propõe", escreveu Mendonça.
O
desafio de Camilo a Flávio Bolsonaro
O senador Camilo Santana (PT) acusou ontem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter "fugido" do desafio do presidente Lula (PT) de levantamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos candidatos e de uma série de outras pessoas ligadas a eles.
Em vídeo divulgado nas redes, Camilo destacou que a campanha de Lula protocolou todas as informações nesta quinta-feira, 22, mesmo após o candidato do PL fazer uma série de exigências "extras" ao desafio inicial proposto por Lula.
"Flávio Bolsonaro fugiu, não aceitou o desafio do presidente Lula. Eu estou aqui impressionado", diz o senador. "Ele enrolou e, depois de quatro dias, aceitou fazer, com uma série de condicionantes. Sabe o que o Lula fez? Aceitou todas, porque não deve nada", diz Camilo.
Nas imagens, o senador reafirma a entrega de uma série de informações pelo presidente, incluindo gastos de cartão corporativo, agenda de visitas do Alvorada e uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
"Gente, me desculpem, mas eles enrolaram até o final para não dizer a verdade, para o povo brasileiro não saber a verdade, de quem é ladrão e quem não é ladrão nesse país. Tá tudo lá", destaca ainda o senador.
Por fim, Camilo também destaca procuração apresentada pela campanha de Flávio, que teria defendido a quebra de sigilos, mas destacado que isso seria autorizado "a partir de uma decisão judicial" do TSE.
"Só que, vejam bem, o ministro André Mendonça disse que não precisava. Será que foi combinado entre ele e o Flávio Bolsonaro? Porque, vale lembrar, o André Mendonça, é indicado pelo pai dele, Jair Bolsonaro", diz.
Publicado originalmente no portal O Povo +
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