5 de junho de 2026

André Fernandes e Girão travam "guerra indireta" na Justiça

André e Girão são os principais líderes da direita no Ceará (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

Duas das principais lideranças da direita no Ceará, o deputado André Fernandes (PL) e o senador Eduardo Girão (Novo) têm travado uma espécie de "guerra judicial indireta" nas últimas semanas. Desde maio, direções do PL e do Novo têm acionado a Justiça Eleitoral contra páginas com ataques cruzados entre os candidatos, com ambas as siglas apontando uma "campanha de desconstrução de imagem" de seus filiados. No caso do PL, foram denunciados, por exemplo, perfis anônimos como @direita_periferia, que têm publicado vídeos, inclusive com uso de inteligência artificial, atacando Fernandes pela aliança com Ciro Gomes (PSDB). Nas publicações, o deputado é retratado de forma pejorativa e acusado de "trair" o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Resposta

Após o PL receber liminares favoráveis da Justiça contra uma série de perfis, o Novo "contra-atacou" em junho e entrou com representação contra perfis ligados ao movimento Endireita Fortaleza, apoiador de Fernandes.

"Traidor"

Na maior parte, os vídeos acusam Girão de ter atuado contra Jair Bolsonaro e o chamam de "ingrato" e "traidor". Para o Novo, ação é tentativa de "desconstrução da imagem pública" de Girão, que é pré-candidato a governador.

Julgamento

Todas as ações ainda aguardam julgamento de mérito. Em pedidos liminares, no entanto, André tem levado a melhor, com diversos vídeos já tendo sido retirados do ar. O Novo, no entanto, reforça que as publicações são ilegais.

Racha

Relação entre André e Girão já não é das melhores desde novembro, quando ato de lançamento da pré-candidatura do senador acabou virando palco para críticas públicas de Michelle Bolsonaro (PL) ao deputado.

Domingos: "Cid está amarrado"

Líder maior do PSD no Ceará, o ex-deputado Domingos Filho (PSD) comentou nesta semana pressão da base governista do Ceará para que o senador Cid Gomes (PSB) seja candidato à reeleição pela chapa de Elmano de Freitas (PT) na eleição deste ano.

Unânime

Ao Podcast As Cunhãs, o ex-deputado reforçou que a entrada de Cid na disputa é hoje um pleito geral na base aliada. "Toda a nossa base querendo que ele seja candidato a senador, é o governador, é o Camilo, é tudo".

Palavra

Apesar disso, ele destaca que Cid é "homem de palavra" e que não irá atuar para substituir Mano sem uma sinalização clara do deputado. "Se eu conheço o Cid, e conheço mais ou menos, ele está amarrado na palavra", diz.

Horizontais

"Nessa condição hoje, o Cid, para ser candidato, para atender a linha desse pleito, embora o Júnior Mano inclusive já tenha dado algumas declarações de que apoiaria o Cid, precisaria mesmo é que o Júnior Mano declinasse, muito objetivamente, de disputar", continua. Sinais, no entanto, não tem ocorrido.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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