24 de maio de 2026

Ciro Gomes nega apoio a Flávio Bolsonaro e culpa "turma do Camilo" por faixa

Ciro Gomes lançou a negativa em evento do PSDB em Fortaleza (Foto: Samuel Setubal)

O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), segue empenhado em desatrelar sua campanha da pré-candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL). A negativa foi lançada durante evento realizado na manhã de ontem (23/05) em Fortaleza, onde o ex-governador chamou de mentirosa a insinuação de que haveria um acordo com o Partido Liberal (PL) para que, em troca do apoio no Ceará, ele apoiasse o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ciro atribuiu aos governistas a autoria de uma faixa colocada nas proximidades do evento em que lançou sua pré-candidatura, no Conjunto Ceará. A peça exibia o rosto dele ao lado do senador, acompanhados da frase: “Ciro e Flávio Bolsonaro unidos pelo Ceará”. “Meu partido queria que eu fosse o candidato a presidente, semana passada eu resolvi que ia ser candidato a governador do Ceará. O meu partido tá especulando que vai lançar o Aécio Neves e a "turma do Camilo" resolveu espalhar um monte de faixa dizendo, me associando com o Flávio Bolsonaro”, disse.

Ciro afirmou que não tem nada "pessoalmente, nada, realmente nada contra" o Flávio Bolsonaro mas reforçou ser uma “Mentira insultuosa, porque supõe que o nosso povo não tem capacidade de entender a verdade e, portanto, está na base da da estratégia deles, a enganação, a mistificação”.

Na sequência, o ex-governador afirmou que a aliança entre grupos políticos distintos no Ceará se dará em torno de pautas comuns.

“E como vamos resolver essa contradição? Nós já tratamos isso com toda clareza e transparência. Nós vamos nos unir ao redor daquilo que nos é comum, a indignação com relação ao que está acontecendo no Ceará”, finalizou.

Desculpas a Wagner e indireta contra Cid

Durante o discurso no evento, Ciro afirmou que o governo tentará mudar o foco do debate sobre os problemas do Estado, estimulando conflitos dentro do grupo de oposição — formado, hoje, por antigos adversários políticos. “ tentar desviar da cabeça do povo a discussão da segurança, a discussão da saúde, a discussão da ladroeira para quizila política. Então, eu não vou deixar essa contradição na boca deles, fica na minha”, declarou.

Para Ciro, os ataques seriam consequência da incapacidade do governo de rebater denúncias feitas pela oposição. “Eles não têm como atacar-nos ou responder a nossa crítica de corrupção. Vocês vão ver o que vai acontecer, mas eu vou mostrar que o rei tá nu. Porque eu tenho o documento, eu conheço essa gente toda”, disse.

O pré-candidato relembrou ainda que já foi adversário do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) — a quem apresentou como “futuro senador, se Deus quiser” —, mas afirmou que a rivalidade se devia ao fato de Wagner fazer oposição ao seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), hoje em campo oposto ao dele. 

“Eu já pedi desculpa a ele (Wagner) muitas vezes e peço de novo, porque eu não queria nem ouvir o que que ele falava, só porque ele era contra o Cid. Olha o que aconteceu? Ele vem me ajudar e eu não comento o resto da frase…”, disparou, sob aplausos dos presentes.

Esta não é a primeira vez que Ciro faz referência indireta ao irmão. Recentemente, ele ironizou críticas feitas por Cid ao pré-candidato ao Senado, Alcides Fernandes (PL). O senador afirmou que ninguém conhecia Alcides, identificado apenas como “pai do André”, sem citar nominalmente o irmão. 

Questionado pelo correspondente do O POVO em Brasília, João Paulo Biage, Cid Gomes afirmou apenas não se mover por “picuinha”.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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