![]() |
| Presidente Lula com o Presidente do Conselho Europeu, António Costa e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen na Cúpula do G7 na França (Foto: Ricardo Stuckert) |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nas redes sociais, sobre a ida à Cúpula do G7, na França. O evento, ocorrido nesta terça-feira (16/6), reuniu líderes das principais economias do mundo, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Reino Unido.
“Participei hoje da Cúpula do G7 na França para reafirmar o compromisso do Brasil com o diálogo, a cooperação e a construção de soluções para os grandes desafios do nosso tempo”, publicou.
Lula também afirmou que a mensagem levada pelo Brasil à Cúpula foi de combate à desigualdade no centro da agenda internacional dos países.
“O Brasil voltou a dialogar com o mundo de cabeça erguida, defendendo a paz, o multilateralismo e uma ordem internacional mais justa. Seguiremos trabalhando para que o crescimento econômico caminhe junto com inclusão social, geração de oportunidades e respeito à soberania dos povos”, afirmou.
Na publicação, o líder petista também aparece em fotos ao lado de figuras da política internacional como o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, e a líder da Comissão Européia, Ursula von der Leyen.
Lula cobra mais recursos para desenvolvimento sustentável em discurso no G7
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo por maior compromisso financeiro das nações desenvolvidas com a agenda global de desenvolvimento sustentável durante discurso na reunião ampliada do G7, realizada nesta terça-feira (16/6), em Évian-les-Bains, na França.
Ao abordar o tema Firmar Novas Parcerias e Reconstruir a Solidariedade Internacional, Lula afirmou que o mundo enfrenta um “deficit de implementação e de vontade política” para enfrentar desafios globais cada vez mais urgentes.
Segundo
o presidente, faltam, atualmente, US$ 4 trilhões por ano para que sejam
cumpridos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Lula também destacou que a COP30 expôs novamente a distância entre os compromissos assumidos pelos países ricos e os recursos efetivamente disponibilizados. “Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, US$ 1,3 trilhão”, afirmou.
No
discurso, o presidente criticou a retração do apoio internacional a programas
humanitários e de desenvolvimento. “Os desafios se multiplicam, mas a
solidariedade internacional encolhe”, declarou, citando uma queda histórica de
23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento em 2025.
Lula
ressaltou ainda os cortes no financiamento de organismos multilaterais,
apontando que o World Food Programme — o Programa Mundial de Alimentos — perdeu
cerca de 40% dos recursos, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reduziram seus orçamentos em
mais de 20%.
“Não
são cifras abstratas. Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de
países em desenvolvimento”, disse Lula, acrescentando que esses cortes
significam “milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada, crianças sem
frequentar a escola, mulheres privadas de proteção, e comunidades vulneráveis
diante de doenças que podem ser prevenidas”.
O
presidente também criticou a prioridade global dada aos gastos militares em
meio ao agravamento de crises sociais. “Guerras e conflitos continuam desviando
o foco da agenda do desenvolvimento. Os gastos militares anuais somam quase US$
3 trilhões”, afirmou.
Desigualdade
econômica
Ao
abordar a desigualdade econômica internacional, Lula destacou que países em
desenvolvimento transferem anualmente US$ 1,4 trilhão em pagamento de dívidas,
valor que, segundo ele, equivale a sete vezes mais do que recebem em ajuda dos
países ricos. “Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam
obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças”, defendeu.
O
petista afirmou que o problema global não está na falta de recursos, mas na
ausência de ação coordenada. “Está claro que o desafio não é administrar a
escassez. O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política”,
declarou.
Como
alternativas, Lula citou mecanismos como a troca de dívida por investimentos em
ação climática e projetos sociais, além de destacar iniciativas lideradas pelo
Brasil. Entre elas, mencionou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltado
à conservação de biomas, e a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que
busca compartilhar experiências e ampliar políticas públicas de combate às
desigualdades.
Lula também elogiou a proposta da presidência sul-africana do G20 para a criação de um Painel Internacional sobre Desigualdade, destacando que a iniciativa poderá fornecer dados e evidências para formular respostas globais coordenadas ao avanço das desigualdades.
Publicado
originalmente no portal Correio Braziliense
Leia também:

Nenhum comentário:
Postar um comentário
A Administração do Blog de Altaneira recomenda:
Leia a postagem antes de comentar;
É livre a manifestação do pensamento desde que não abuse ou desvirtuem os objetivos do Blog.