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| Michelle ainda afirmou que as suas movimentações foram feitas com aval e apoio do marido, Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram) |
Em duas publicações, Michelle divulgou um vídeo com quase 30 minutos de duração em que contextualiza as movimentações do partido desde 2023, incluindo as articulações do PL Mulher, e explica o seu apoio a candidatos pelo Brasil, mencionando o senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato ao Governo do Ceará.
Michelle ainda afirmou que as suas movimentações foram feitas com aval e apoio do marido, Jair Bolsonaro (PL) e comentou sobre os ataques sofridos pelos apoiadores do ex-presidente. Michelle ainda destaca que, em movimentações relacionadas à política, ela só faz o que os dois combinam.
“Estava fazendo exatamente o que o meu 'galego' me pediu para fazer. Como alguém que diz amar o líder pode atacar a esposa que está cumprindo a missão que ele determinou? A nossa vida mudou muito com a prisão do meu 'galego' e havia alguns compromissos que tinham sido assumidos antes. A filiação de Mariana Carvalho no Maranhão e o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão no Ceará foram alguns deles”.
“Eu falei diretamente com o meu marido sobre cada um desses compromissos. Eu disse a ele que queria apoiar o Girão pela sua fidelidade às pautas conservadoras, pela coerência que ele representa com as pautas da direita, totalmente oposto ao que o Ciro defende e ele me autorizou. Em matéria de política, eu faço somente o que eu e ele combinamos”, disse.
Michelle também fala sobre o cenário político no Ceará, incluindo a disputa eleitoral pela Prefeitura de Fortaleza com a candidatura do deputado André Fernandes em 2024. A ex-primeira-dama destacou o apoio da deputada Priscila Costa a André e avaliou que a atuação da parlamentar na campanha do aliado “fez uma diferença real e significativa”. Em seguida, aponta que o que Priscila vem recebendo em retorno “revoltante”.
“Em 2024, o PL disputava a prefeitura de Fortaleza. Nosso candidato era o deputado André Fernandes. Assim como estão fazendo com o Girão, todos diziam que ele não tinha chance, mas a direita ignorou isso e apoiou o André de corpo e alma. Era uma eleição apertada e havia uma rejeição significativa ao André por parte das mulheres. Diziam que ele era machista e que não respeitava as mulheres. Foi nesse momento que entrou em campo a vereadora Priscila Costa, presidente estadual e a minha vice-presidente nacional do PL Mulher. Priscila tinha acabado de ser eleita vereadora, poderia estar cuidando do seu próprio mandato. Em vez disso, dedicou-se integralmente à campanha de André, aproximando o público feminino, diminuindo a rejeição, abrindo portas que estavam fechadas”.
“O trabalho da Priscila fez uma diferença real e significativa. Não vencemos a eleição por muito pouco, mas nos mantivemos firmes aos nossos valores. André chegou a outro patamar com ajuda e a dedicação da Priscila. E o que ela recebeu em retribuição é revoltante. Reconhecer, ser grato e retribuir o bem a quem nos ajuda é sinal de nobreza e de lealdade, mas o agradecimento a Priscila parece estar vindo em forma de perseguição e desprezo”.
No Ceará, há um impasse no partido sobre quem será o candidato ao Senado no Estado. O PL Ceará conta com dois pré-candidatos: o deputado estadual Alcides Fernandes, pai de André, e a deputada federal Priscila Costa, que também se lançou para o cargo ainda no ano passado. Nos últimos meses, André e Priscila deram declarações conflitantes sobre o tema.
Ainda no vídeo, Michelle Bolsonaro destaca o número de vagas para candidatas mulheres do partido e disse que pediu apenas três, mencionando, além de Priscila, as deputadas federais Carol de Toni (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF). De acordo com ela, manter esses três nomes “tem sido uma batalha diária”.
“Em 2026, serão 54 vagas para o Senado Federal. Em comparação, se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três: Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis. Três vagas de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três. Isso é muito desgastante. Em especial, nesse momento que o meu marido e eu estamos enfrentando”.
Em seguida, Michelle aponta que a pré-candidatura de Priscila foi “muito bem definida” por ela, Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo a ex-primeira-dama, o acordo na sigla era de que as duas vagas do PL no Ceará seriam de Priscila e de Alcides. Porém, ela diz que eriam se aproveitado da prisão do ex-presidente para “eliminar Priscila da disputa”.
“Não foi sugestão. Foi preferência, foi decisão. Uma decisão baseada no potencial da Priscila Costa. Jair definiu que o PL disputaria as duas vagas do Ceará, uma com Priscila e a outra com o pai do André. O que aconteceu depois foi que, aproveitando-se da prisão do Jair começaram a trabalhar para eliminar a Priscila da disputa, cedendo a vaga dela para garantir uma aliança com Ciro Gomes. Isso mesmo, o Ciro Gomes”.
“Se o André queria agradar o Ciro Gomes, por que ele não ofereceu a vaga do seu próprio pai? Será que ele acha que retirar a vaga de uma mulher seria mais justo e fácil? Que fique registrado para sempre, enquanto ainda estava preso no 19º, o meu marido mandou um recado claro que foi repassado à direção do partido e ao senador Rogério Marinho. Ele disse: ‘Priscila será candidata. O número 222 deverá ser dado a ela’. Não é vago, não é interpretável, é um desejo, é uma ordem do líder”.
A
ex-primeira-dama também frisou que não “honrar com a determinação” de Bolsonaro
será “um ato de traição” contra o ex-presidente.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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