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| Lula deve disputar com o Flavio Bolsonaro. No Ceará os principais embates devem ser entre Ciro e Camilo (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
Além disso, temos ainda uma Copa do Mundo disputada pela primeira vez em três países diferentes. Estados Unidos da América, México e Canadá. Este, talvez seja o torneio mais político de sua história, vide o protagonismo ianque com o seu presidente nada discreto, Donald Trump.
Lula
em mais uma eleição
Desde a redemocratização brasileira, o PT esteve pelo menos em segundo lugar. Lula em 1989 quando perdeu para Fernando Collor, 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso. A primeira vitória petista veio em 2002 e de lá até 2014 uma hegemonia.
Lula se reelegeu com índices de aprovação recorde e fez sua sucessora Dilma Rousseff até que em 2016 ela sofreu impeachment na soma de diversos desgastes de quatro mandatos de um mesmo partido.
Em 2018, mesmo com o PT em sua pior fase e Lula preso, Fernando Haddad chegou ao segundo turno sendo derrotado por Jair Bolsonaro. Quatro anos mais tarde, Lula, já solto, derrota Bolsonaro.
Lula
x Bolsonaro 2
Tudo leva a crer que o presidente disputará novamente uma eleição. Isso mostra duas coisas principais: a longevidade de uma das maiores lideranças políticas do país, se não a maior, mas a falta de um sucessor dentro do próprio PT.
Bolsonaro está preso e inelegível e apontou o seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para concorrer ao posto. Não foi o sucessor que muitos esperavam, mas fato é que a voz conservadora brasileira apontou uma.
O
poder do Congresso
O foco não deve ser "apenas" com o presidente da República. A eleição para deputados estaduais, federais e senadores tem um peso tão grande quanto.
Com as configurações que o país vive, um presidente está refém da sua relação com os 513 deputados federais e 81 senadores. Um presidente do Senado ou da Câmara dos Deputados pode barrar projetos e complicar a vida de um governo. Lula tem sentido isso.
O foco da oposição é eleger senadores. Faz sentido. Pela Casa Alta se pode pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e rever projetos da Câmara dos Deputados. Caso faça uma ampla maioria, a direita e extrema-direita imaginam "enquadrar" o Judiciário ou inviabilizar um quarto governo Lula.
A
briga no Ceará
A disputa no Ceará deve ser animada. O atual grupo, já há 20 anos no poder, busca um recorde de hegemonia, hoje liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT) tendo também o ministro Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PSB) como principais forças.
O
governo deve encarar um velho conhecido que já fez parte deste mesmo grupo, o
ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Junto com ex-adversários como Capitão Wagner
(União) e André Fernandes (PL), a oposição se articula para fazer uma eleição
disputada, algo que não é de costume no Ceará.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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