5 de maio de 2026

Alckmin defende mandatos para ministros do STF

Alckmin também lamentou a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF pelo Senado Federal  (Foto: Júlio César Silva)

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu, nesta terça-feira (5/5), a definição de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento ocorreu na semana seguinte à decisão do Senado de reprovar Jorge Messias — indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — à Corte.

"Tem que ter mandato. Cumpre seu mandato, prestou serviço ao país, substitui e coloca outro. Acho que é um bom caminho na reforma do judiciário", disse Alckmin, em entrevista à GloboNews.

Alckmin também lamentou a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal e comentou sobre novos planos do executivo para o impasse. Em entrevista à Globonews, ele lamentou o ocorrido e destacou que a Corte está sobrecarregada, mas manteve mistério sobre uma possível nova indicação.

“Lamento muito o Jorge Messias não ter sido aprovado, porque tem conhecimento jurídico, tem experiência e tem espírito público, é uma vida dedicada ao serviço público”, comentou. “Depois, o Supremo Tribunal Federal que já está sobrecarregado, terá um ministro a menos. Agora, cabe ao Senado aprovar ou não”.

Alckmin falou ainda em um “troca-troca” no Congresso para a rejeição de Messias, hipótese já citada por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Coincidentemente, você rejeita um indicado. No outro dia, vota dosimetria, arquiva CPI do Master”, comenta. Sobre existência de um “acordão” contra o governo, o vice-presidente evitou fazer afirmações, mas pontuou que as medidas “são fatos que chamam atenção”.

“O governo trabalhou, procurou, tem que respeitar o resultado. Perdeu, diálogo e bola pra frente”, declara. “Não, não foi responsabilidade A ou B, foram senadores que a gente achava que iam votar conosco e acabaram não votando, é uma escolha às vezes até um pouco pessoal, e por inúmeros fatores”.

O vice-presidente ainda destacou que não tem problemas com Davi Alcolumbre, presidente do Senado e apontado como responsável pela articulação que rejeitou Messias. Questionado sobre a possibilidade de outra indicação de Messias ao cargo, Alckmin afirmou que isso é pouco provável e que o presidente Lula deve “deliberar sobre esse tema e, no momento adequado, encaminhar um outro nome”.

Reunião com Trump

Na entrevista, o vice-presidente brasileiro também ressaltou que o encontro entre Lula e o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, será oportunidade para que o chefe do Planalto esclareça ao líder norte-americano o funcionamento do sistema de pagamentos Pix.

"O Pix é um sucesso. Um avanço do ponto de vista tecnológico que o mundo inveja", afirmou, ao acrescentar que o Brasil não teria problemas com os Estados Unidos. "O que nós temos de fazer é um ganha-ganha, é fortalecer a complementariedade econômica", completou.

O presidente brasileiro deve se reunir com Donald Trump na quinta-feira (7/5), em Washington, capital dos EUA. Além do Pix, a expectativa é que os dois tratem do combate ao crime organizado e da exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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