3 de setembro de 2026

Cid chama de "tese bolsonarista" discurso de Ciro sobre STF

Cid é candidato a reeleição para o Senado e Ciro tenta voltar ao Governo com apoio do PL (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

O senador e candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) avaliou como tese "bolsonarista" a tentativa de senadores em "frear" a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a polêmica envolvendo a revelação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, nessa terça-feira, 1º. Cid comentou as tensões institucionais envolvendo o STF e defendeu que o próprio Tribunal investigue os membros antes de qualquer intervenção do Senado Federal.

"Eu penso o seguinte, o grande fiscal de tudo é o povo. Agora, as instituições elas devem ter mecanismos de acompanhar o exercício ético de cada um dos seus dos seus membros. E acho que, se o que aconteceu, se de fato ele vai ser indiciado, isso começa por lá. Não faz sentido o Senado ir fazer uma coisa antes do próprio Supremo examinar", argumentou o pessebista.

O senador cearense ainda avaliou como "politicagem" a utilização do tema por determinados parlamentares no período eleitoral.

"O Supremo está fazendo a sua parte, está investigando ou vai investigar um próprio membro. Mas é politicagem querer aproveitar um tema como esse para ganhar voto, para ganhar simpatia numa véspera de eleição. Eu acho que a gente deve ter cautela a respeito e se dar o crédito", defendeu.

Cid ainda foi questionado sobre linha de defesa do irmão e candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), que endossou falas sobre querer eleger os candidatos ao Senado Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil) para limitar o poder da Câmara Alta. "Eu acho que essa tese é bolsonarista. Tá na linha", respondeu Cid.

Senador defendeu que só ocorra intervenção do Senado caso não seja dada uma sequência clara de investigação pelo Supremo.

"Se na sequência não fizer ou ficar indícios muito claros, pronto. Lá (STF) não fazendo, aí o Senado tem o dever de fazer, mas acho que a gente deve dar o benefício da prerrogativa da própria Casa, do Supremo", disse.

Ciro já falou em "freio" ao Senado

Ainda em lançamento de pré-candidatura a governador Ceará, no dia 17 de maio, Ciro Gomes corroborou com propósito de fazer frente aos ministros do Supremo no Senado. Bolsonaristas têm como estratégia para Eleições Gerais de 2026 conseguir maioria de votantes da Casa, para pautar pedidos de impeachment aos membros da Corte.

"Eles vão ao Senado com duas tarefas. Uma é endurecer as leis frouxas do Brasil contra facção e crime organizado. A outra é colocar um freio nesse lado apodrecido do Supremo Tribunal Federal", disse Ciro Gomes em referência a Alcides e Wagner.

O tucano ainda continuou, sem mais detalhes sobre os supostos abusos: "Não é mais possível o Brasil ficar calado, amedrontado, diante de tanto abuso que está acontecendo lá".

Em agenda de campanha, no dia 24 de agosto, Ciro voltou a defender a contenção de "abusos" do Supremo, por meio dos respectivos candidatos. Ele disse que Alcides e Wagner vão ajudar a "colocar um freio respeitoso nos abusos de setores" do STF, além de "endurecer a legislação contra as facções criminosas".

No Estado, candidato se coloca como adversário direto do grupo político liderado pelo irmão Cid Gomes, pelo atual governador Elmano de Freitas (PT) e pelo senador Camilo Santana (PT). Ciro mantém também aliança com o Partido Liberal do Ceará, mas sem se manifestar sobre o apoio da disputa presidencial.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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