6 de abril de 2026

11 governadores deixaram cargos de olho nas eleições

Os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema miram a Presidência da República, os demais o Senado Federal (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos nas eleições deste ano. O prazo de desincompatibilização exigência da legislação eleitoral para quem ocupa cargos no Executivo e pretende concorrer terminou no último sábado (04/04), provocando uma movimentação significativa nos governos estaduais.

Entre os que deixaram os postos, dois miram o Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, já se colocou como pré-candidato à Presidência da República. Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) também se despediu do cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou intenção de entrar na disputa nacional, embora ainda não tenha oficializado a candidatura.

A maior parte, no entanto, volta os olhos para o Senado. Nove governadores optaram por renunciar para tentar uma vaga na Casa legislativa: Ibaneis Rocha (MDB-DF), Wilson Lima (União-AM),Gladson Cameli (PP-AC), Renato Casagrande (PSB-ES), Mauro Mendes (União-MT), Antonio Denarium (PP-RR), Helder Barbalho (MDB-PA) e João Azevêdo (PSB-PB) .

A sucessão, no entanto, é marcada por instabilidades jurídicas em estados-chave. No Rio de Janeiro, a saída de Cláudio Castro ocorreu um dia antes de sua condenação por abuso de poder pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, sem um vice em exercício, o Supremo Tribunal Federal deverá definir se o estado passará por eleições diretas ou indiretas para um mandato-tampão.

No Amazonas, a renúncia de Wilson Lima (União) foi dramática, entregue apenas uma hora antes do fim do prazo, enquanto em Roraima, tanto Denarium quanto seu sucessor enfrentam processos de cassação.

Outros sete governadores decidiram concluir o mandato, incluindo Eduardo Leite (PSD-RS) e Fátima Bezerra (PT-RN) — esta última desistiu da renúncia após o vice-governador se recusar a assumir o posto para manter sua própria elegibilidade. As candidaturas definitivas agora aguardam as convenções partidárias e o registro oficial no TSE, previsto para agosto.

O calendário eleitoral avança agora para as próximas etapas. As convenções partidárias, responsáveis por oficializar candidaturas e alianças, estão previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. Já o prazo final para registro das candidaturas termina em 15 de agosto.

As eleições de primeiro turno estão marcadas para 4 de outubro, quando cerca de 155 milhões de eleitores devem ir às urnas para escolher presidente, governadores e parlamentares. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador.

10 prefeitos de capitais renunciaram

Além dos 11 governadores, 10 prefeitos de capitais renunciaram aos seus mandatos para viabilizar candidaturas nas eleições de outubro, cumprindo a exigência de afastamento seis meses antes do pleito para garantir o equilíbrio da disputa e evitar o uso da máquina pública.

A maioria dos 10 prefeitos de capitais que renunciaram planeja disputar governos estaduais. Casos de destaque envolvem Eduardo Paes (PSD-RJ), que recuou da promessa de cumprir o mandato integral, João Campos (PSB-PE) e David Almeida (Avante-AM).

Outro movimento relevante veio de Maceió, onde João Henrique Caldas renunciou após uma votação histórica de 83% em 2024, aproveitando a janela para trocar o PL pelo PSDB. Em Roraima, Antonio Denarium também movimentou o tabuleiro ao migrar do PP para o Republicanos no limite do prazo.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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