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| A decisão sobre a composição da situação foi empurrada para o mês de julho (Foto: Fabio Lima) |
Embora considere cedo para definir o nome do vice, o petista foi categórico quanto à divisão de espaços: um partido não deverá acumular indicações.
"Vamos chegar à hora de poder decidir e discutir qual é o perfil, qual é o nome e qual partido faz a indicação. Evidentemente, isso é uma negociação política. Um partido vai indicar o vice, outro vai indicar o Senado. Quem indica o Senado, não indica a vice. Cada partido tem seu projeto", explicou, nesta quarta-feira, 6, durante agenda em Fortaleza.
Antes de bater o martelo sobre a formação da chapa e as estratégias eleitorais, Elmano defende que é o momento de escutar os aliados.
"Antes de discutir os nomes, é importante fazermos uma rodada de conversas com as nossas lideranças para ouvir sobre os desafios das regiões e das áreas, e quais são as propostas. Um governo não vai para a eleição apenas dizer o que fez. O povo quer saber o que o novo governo irá fazer", pontuou.
A decisão sobre a composição da situação foi empurrada para o mês de julho, período das convenções partidárias.
"Quando chegar lá para julho, nós vamos sentar para dizer: 'Bom, com essas propostas, com esse perfil e com esse conjunto de ideias', isso até ajuda a gente a definir qual o perfil que precisamos para uma área e para outra", projetou o governador.
Com Elmano encabeçando a tentativa de reeleição, o Partido dos Trabalhadores (PT) não deverá ter outro nome na chapa majoritária. Os candidatos a vice e às duas vagas ao Senado deverão sair dos principais partidos da base aliada. PSB, PSD, MDB e Republicanos, por terem maior representatividade, lideram as disputas, enquanto outras siglas correm por fora.
Questionado especificamente sobre o espaço de Cid Gomes, Elmano comparou o aliado a um craque de futebol que tem o privilégio de escolher onde joga.
"Eu quero ter o Cid ao meu lado em qualquer posição que ele escolha. É mais ou menos assim: você quer o Pelé no meio de campo, no ataque ou como volante? 'Pelé, em qual posição você quer jogar?'. É assim que eu tenho a minha relação com o senador", ilustrou.
"O treinador Romeu Aldigueri sugeriu que ele pudesse estar na posição de vice. Essa proposta é do treinador Romeu. Eu vou ouvir o craque: qual posição ele quer jogar?".
Elmano reforçou que figuras com a trajetória dos ex-governadores Cid e Camilo Santana (PT) têm crédito para definir seus próprios rumos. "São pessoas de tamanha qualidade que, em qualquer posição que queiram ocupar, temos que ter a tranquilidade de dizer que os queremos. O que já realizaram, e o que realizam pelo Estado do Ceará, lhes dá a condição de podermos perguntar em que posição querem estar", argumentou.
Recentemente, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado Romeu Aldigueri (PSB), ventilou a possibilidade de Cid figurar como candidato a vice de Elmano.
Já o senador Camilo Santana, em entrevista ao correspondente do O POVO em Brasília, João Paulo Biage, afirmou que Cid buscará a reeleição ao Senado.
O próprio Cid, no entanto, tem insistido que não deseja se reeleger e defende o nome do deputado federal Júnior Mano (PSB) como pré-candidato em seu lugar.
Diante do impasse, Elmano reitera que a palavra final será de Cid.
"No
caso de Cid, ele tem uma vaga de senador hoje e, evidentemente, nós temos que
perguntar, com muita humildade, tranquilidade e respeito à sua liderança: onde
ele se sente melhor para ajudar o projeto? Ele é uma pessoa que já ajudou
demais, mas pode ajudar ainda mais", concluiu.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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