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| O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já demonstrou não ter intenção de dar murro em ponta de faca por Flávio, assim como Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes Sociais) |
A direita tupiniquim, deixada para trás, ficou perplexa. Até o partido dele reconheceu o resultado. Ao campo conservador, cabe neste momento uma decisão: irá acompanhar Flávio na jornada quixotesca ou jogará conforme as regras da democracia?
Lula à parte, a oposição teve um grande triunfo nas urnas, para a Câmara, o Senado e os governos estaduais. O presidente não será mais candidato e um sucessor terá de ser construído. Até lá, a possibilidade de criar dificuldades para o Palácio do Planalto é considerável. É muito mais auspicioso para os conservadores brasileiros travar o enfrentamento institucional com Lula do que embarcar em questionamento cujos fundamentos são pífios.
Recado
A direita já se deu muito mal ao embarcar na contestação às eleições e às instituições. As prisões, julgamentos e condenações pelo 8 de janeiro não recomendam mais aventura.
Disputa
por espaço
O centrão e a direita não bolsonarista tiveram lições nas urnas. Viram-se esvaziados pelo poder de atração do bolsonarismo. O PL não cresceu tomando lugar da esquerda. Avançou sobre outras forças do mesmo nicho. Muitos dos líderes perceberam o custo de seguir o comando da família. Há movimento de reaproximação com o governo Lula em busca de sobrevivência.
Possibilidades
À direita com mandato, não interessa tumulto. Nikolas Ferreira (PL), apesar de ter metido os pés pelas mãos no segundo turno, saiu como maior expoente do espectro político. André Fernandes (PL), no Nordeste, obteve também uma vitória expressiva e tem pré-candidatura a prefeito de Fortaleza com chances não desprezíveis. As perspectivas são muito promissoras para serem colocadas em risco na empreitada dos Bolsonaro.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, também já demonstrou não ter intenção de dar murro em ponta de faca por Flávio. Assim como Michelle Bolsonaro (PL), eleita pela primeira vez. O tudo ou nada não interessa a ninguém relevante sem o sobrenome Bolsonaro e nem mesmo a alguns da família.
Tempos
Na
coluna passada, tratei do reconhecimento dos resultados e da falta dele. No
atual nível de incivilidade, é impensável a realidade vivida até 2014, quando
Aécio Neves (PSDB), apesar do heterodoxo pedido de auditoria na sequência,
telefonou para Dilma Rousseff (PT) na mesma noite e reconheceu a eleição da
então presidente. É rito necessário da educação política. Em 2018, Fernando
Haddad não saudou Bolsonaro, postura atribuída aos xingamentos do adversário e
também ao fato de não saber como seria a reação do eleito na ocasião. No dia
seguinte, pelas redes sociais, desejou sucesso. Em 2022 e 2026, o comportamento
dos vencidos não foi exatamente mais elegante.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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