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| A decisão foi conferida em caráter liminar em ação promovida pelo Ministério Público do Trabalho (Foto: Marcelo Bloc) |
Segundo
denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT), a direção da empresa teria
reunido seus funcionários e comunicado a demissão de pelo menos 22 empregados
logo na segunda-feira, 26, em ação "com nítida motivação política e
conteúdo intimidatório".
Apontando
“assédio eleitoral e discriminação por convicção política” no caso, o MPT
afirma que, antes do pleito, o empregador já havia proferido "ameaças
explícitas de demissão em desfavor de trabalhadores que apoiassem determinada
agremiação partidária, dirigindo-lhes ofensas”. A gestão também teria afixado
cartazes ofensivos a um dos candidatos.
A
decisão foi conferida em caráter liminar, com abertura de prazo para apresentação
de defesa da empresa antes do julgamento final do mérito. Na liminar, a juíza
destaca que a reunião e o anúncio “sumário e explícito” dos desligamentos
indica “nexo de causalidade direto e inequívoco” de discriminação por motivação
político-partidária no caso.
Caso
não promova a reintegração em até 48 horas, a empresa terá de pagar multa
diária de R$ 5 mil por cada trabalhador. Na decisão, a juíza também determina
que a empresa divulgue comunicado formal de esclarecimento e retratação
institucional por meio de comunicação visível no interior da empresa.
Por
fim, a juíza também determina que a empresa se abstenha de "praticar novos
atos de assédio moral eleitoral, perseguição, coação ou ameaça" contra os
empregados reintegrados, garantindo "condições isonômicas de tratamento e
integral respeito à sua liberdade de consciência e opiniõa política".
A coluna tentou entrar em contato com a Gout Jeans para ouvir o lado da empresa no caso, mas não conseguiu retorno até o presente momento. Vale destacar, no entanto, que ainda não há julgamento de mérito no caso, nem qualquer condenação definitiva contra ela. O espaço continua aberto para receber a manifestação da empresa.
Publicado originalmente no portal O Povo +
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