18 de abril de 2026

Eleições 2026: bem-vindos à selva, por Guilherme Gonsalves

Ciro Gomes ainda não anunciou sua pré-candidatura (Foto: Ingrid Campos)

A política é dinâmica. Esta frase é atribuída ao ex-governador do Ceará, Gonzaga Mota, o Totó, e resume bem o cenário local. Um exemplo disso é como, em 2022, Ciro Gomes (PSDB) chamava Camilo Santana (PT) de maior governador da história do Estado, e hoje só não chama de santo.

O mesmo Ciro era atacada para todos os lados pelos bolsonaristas, chamado de "vagabundo", "ladrão", entre outras coisas por figuras como Inspetor Alberto (PL), que hoje diz ser "bom demais apoiar Ciro".

Óbvio que também vamos achar falas de pessoas pela ala governista se contradizendo, mas com menos passionalidade que Ciro transmite. Tudo isto faz parte do jogo político. Por isso, aproveitando a deixa do show de Guns N' Roses em Fortaleza, digo: "Bem-vindos à Selva". Selva, leia-se política.

Paciência

E olha como as coisas são dinâmicas. A oposição no Ceará dizia há um ano atrás que Ciro viria a ser candidato a governador, algo que custou ele mesmo abrir brecha para pleitear. Quando parecia tudo acertado para isso, surge o convite do PSDB para que concorra a presidente pela quinta vez.

Ele se disse surpreso e pegou muita gente do Ceará também de surpresa. Para eles não há plano B que possa ser competitivo e ter chances reais de desbancar o PT do Governo do Ceará. Ciro pediu paciência e anunciou que até o final de abril oficializa para que cargo será candidato em outubro.

Chuva de outubro

Em ritmo de preparação para a época das eleições, o senador Camilo Santana prepara o seu arsenal para novamente ser o principal articulador e puxador de votos para Elmano de Freitas (PT) no Ceará e Lula (PT) no Nordeste.

Após deixar o Ministério da Educação (MEC), ele é uma das figuras de maior destaque do PT no Senado Federal e monta dois gabinetes, um em Brasília e um escritório de apoio em Fortaleza para o desenho das eleições.

De Assis vice-presidente do PT

O deputado estadual De Assis Diniz foi indicado nesta semana para o posto de vice-presidente nacional do PT. Ele ficará no lugar do agora ministro José Guimarães (PT).

Com a saída de Guimarães, quem assume como deputado federal é Inácio Arruda (PCdoB), primeiro suplente da federação.

Espera-se que quem herde os apoios políticos do ministro seja Raimundo Martins, ex-presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetrace).

Publicado originalmente no portal O Povo +

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