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| Cid com Elmano em ato de campanha de Evandro Leitão (Foto: Fábio Lima) |
É cedo para qualquer prognóstico mais seguro, mas o rompimento entre Cid Gomes (PSB) e o governo de Elmano de Freitas (PT) tem potencial para alterar o quadro político cearense, com chances de dificultar a vida do chefe do Executivo estadual e de redesenhar a disputa de 2026. Um efeito imediato, claro, é o de desfalcar a base num momento sensível para a gestão, com possibilidade de formação de um polo concorrencial que pode ou não se fundir com outros já estabelecidos em torno de Roberto Cláudio (PDT), Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL). Há muitas lacunas no ar, contudo. Primeiro, não se sabe qual é a real disposição de Cid fora do arco de sustentação do Abolição, se de se manter neutro ou de fazer oposição. Segundo, se a decisão de romper com Elmano se estende ao aliado Camilo Santana (me parece que não, mas a dúvida existe), principal fiador da candidatura do deputado ao Governo em 2022. Terceiro, se as bancadas de PDT e PSB alinhadas ao senador devem acompanhá-lo, inclusive entregando cargos que ocupem no Estado e abrindo mão de preencherem espaços na esfera municipal, com Evandro Leitão (PT). Finalmente, se a ruptura significa que Cid apresentará nome para bater chapa com Fernando Santana (PT) pelo comando da Assembleia - ou se foi somente uma maneira de pressionar o PT a recuar da indicação.









