19 de novembro de 2010

A História do Xadrez

Jogo de Xadrez com tabuleiro, peças no modelo Staunton
em suas casas iniciais - foto reprodução/Wikipédia

O Xadrez é um jogo de tabuleiro de natureza recreativa e competitiva para dois jogadores ou mais, sendo também conhecido como Xadrez Ocidental ou Xadrez Internacional para distingui-lo dos seus predecessores e de outras variantes da atualidade. A forma atual do jogo surgiu no Sudoeste da Europa na segunda metade do Século XV, durante o Renascimento, depois de ter evoluído de suas antigas origens persas e indianas. O Xadrez pertence à mesma família do Xiangqi e do Shogi e, segundo os historiadores do enxadrismo, todos eles se originaram do Chaturanga, que se praticava na Índia no Século VI d.C.


O xadrez é um dos jogos mais populares do mundo, sendo praticado por milhões de pessoas em torneios (amadores e profissionais), clubes, escolas, pela Internet, por correspondência e informalmente. Há uma estimativa de cerca de 605 milhões de pessoas em todo o mundo que sabem jogar xadrez e destas, 7,5 milhões são filiadas a uma das federações nacionais que existem em 160 países em todo o mundo.

Características de arte e ciência são encontradas nas composições enxadrísticas e em sua teoria que abrange aberturas, meio-jogo e finais, as fases em que subdividem o transcorrer do jogo. Na terminologia enxadrística, os jogadores de xadrez são conhecidos como enxadristas. O xadrez, por ser um jogo de estratégia e tática, não envolve o elemento sorte. A única exceção, nesse caso, é o sorteio das cores no início do jogo, já que as brancas sempre fazem o primeiro movimento e teriam, em tese, uma pequena vantagem por isso. Essa teoria é suportada por um grande número de estatísticas, embora alguns especialistas não aceitem a existência de tal vantagem.

A partida de xadrez é disputada em um tabuleiro de casas claras e escuras, sendo que, no início, cada enxadrista controla dezesseis peças com diferentes formatos e características. O objetivo da partida é dar xeque-mate (também chamado de mate) no adversário. Teóricos do enxadrismo desenvolveram uma grande variedade de estratégias e táticas para se atingir este objetivo, muito embora, na prática, ele não seja um fato muito comum, já que os jogadores em grande desvantagem ou iminência de derrota têm a opção de abandonar (desistir) a partida, antes de receberem o mate.

As competições enxadrísticas oficiais tiveram início ainda no Século XIX, sendo Wilhelm Steinitz considerado o primeiro campeão mundial de xadrez. Existe ainda o campeonato internacional por equipes realizado a cada dois anos, a Olimpíada de Xadrez. Desde o início do Século XX, duas organizações de caráter mundial, a Federação Internacional de Xadrez e a Federação Internacional de Xadrez Postal vêm organizando eventos que congregam os melhores enxadristas do mundo. O atual campeão do mundo (2007) é o indiano Vishy Anand e a campeã mundial (2008) é a russa Alexandra Kosteniuk.

O enxadrismo foi reconhecido como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional em 2001, tendo sua olimpíada específica e campeonatos mundiais em todas as suas categorias.

Comemora-se hoje (19/11) o Dia Internacional do Enxadrismo um homenagem a data de nascimento de José Raúl Capablanca, considerado um dos maiores enxadristas de todos os tempos e o único hispano-americano a se sagrar campeão mundial.

Vamos agora conhecer a História do xadrez:

O brâmane indiano Lahur Sessa 
criando o Chaturanga, predecessor do 
Jogo de Xadrez (na concepção do
 artista brasileiro Thiago Cruz)
Existem diversas mitologias associadas à criação do xadrez, sendo uma das mais famosas aquela que a atribui a um jovem brâmane indiano chamado Lahur Sessa. 


Segundo a lenda, contada em O Homem que Calculava, do escritor e matemático brasileiro Malba Tahan, numa província indiana chamada Taligana havia um poderoso rajá que havia perdido o filho em batalha. O rajá estava em constante depressão e passou a descuidar-se de si e do reino.

Certo dia o rajá foi visitado por Sessa, que apresentou ao rajá um tabuleiro com 64 casas brancas e negras com diversas peças que representava a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rajá. Sessa explicou que a prática do jogo daria conforto espiritual ao rajá, que finalmente encontraria a cura para a sua depressão, o que realmente ocorreu.

O rajá, agradecido, insistiu para que Sessa aceitasse uma recompensa por sua invenção e o brâmane pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. Espantado com a modéstia do pedido, o rajá ordenou que fosse pago imediatamente a quantia em grãos que fora pedida

Depois que foram feitos os cálculos, os sábios do rajá ficaram atônitos com o resultado que a quantidade grãos havia atingido, pois, segundo eles, toda a safra do reino durante 2.000 anos não seriam suficientes para cobri-la. Impressionado com a inteligência do brâmane, o rajá o convidou para ser o principal vizir do reino, sendo perdoado por Sessa de sua grande dívida em trigo.

Diz uma outra lenda que a criação do xadrez deve-se ao grego Palamedes, que teria inventado o jogo de xadrez como um passatempo para distrair os príncipes e seus soldados durante o longo período que durou o cerco imposto pelos gregos a cidade-estado de Tróia. Os gregos foram os primeiros a documentar a existência do jogo. O poeta Homero descreve no primeiro livro da Odisséia uma partida de xadrez entre os pretendentes da rainha Penélope, às portas da casa do esposo Ulisses, em Ítaca. Já o dramaturgo Eurípedes, em sua tragédia Ifigênia em Áulis, apresenta dois personagens, Ajax e Protesilau, disputando uma partida de xadrez.

Já uma terceira lenda atribui a invenção do jogo ao deus Marte(Mitologia Romana) ou Ares(Mitologia Grega) que foi inspirado pela dríade Caissa. Trata-se de uma lenda contemporânea, tendo sido criada em 1763 por Sir William Jones, um famoso orientalista britânico, que publicou durante a juventude, quando ainda estudava na Universidade de Oxford, um longo poema[15] intitulado Caíssa sobre uma encantadora ninfa dos carvalhos que habitava nos bosques da antiga Trácia. Caíssa e sua associação à criação do jogo de xadrez adquiriu enorme popularidade nos países anglófonos após as citações de Petter Pratt em seu livro Studies of Chess (Londres, 1803) e George Walker em Chess and Chessplayers (Londres, 1950). Posteriormente, na França, a musa foi citada por La Bourdonnais, Mery, Saint Aimant, dentros outros, em artigos escritos na La Palamède, a primeira revista do mundo dedicada ao xadrez. Desta forma, o jogo de xadrez também veio a ser conhecido poeticamente como a Arte de Caíssa.

Origens históricas

Nobres egípcios jogando uma forma primitiva de xadrez,
segundo a concepção artística de Sir Lawrence Alma-Tadema
Muito embora diversas civilizações antigas tenham sido apontadas como o berço do xadrez, tais como o Antigo Egito e a China dinástica, na atualidade a maioria dos pesquisadores concorda que o jogo tenha se originado na Índia por volta do Século VI d.C., na forma de uma antiga forma de xadrez com regras diferentes das atuais e denominado Chaturanga em sânscrito.

Posteriormente o Chaturanga difundiu-se na Pérsia durante o Século VII, recebendo o nome persa Shatranj, provavelmente com regras diferenciadas em relação ao jogo indiano. O Shatranj, por sua vez, foi assimilado pelo Mundo Islâmico após a conquista da Pérsia pelos muçulmanos, porém as peças se mantiveram durante muito tempo com os seus nomes persas originais. Dentre os praticantes de Shatranj à época, aqueles que mais se notabilizaram foram al-Razi, al-Adli e o historiador al-Suli e seu discípulo e sucessor al-Lajlaj. Diversos estudos foram feitos por al-Suli com o objetivo de compreender os princípios das aberturas e os finais de partida, além de classificar os praticantes de Shatranj em cinco categorias em razão de sua força de jogo.

Na passagem do primeiro milênio da nossa era, o jogo já tinha se difundido por toda a Europa e atingido a Península Ibérica no Século X, sendo citado no manuscrito do Século XIII, o Libro de los juegos, que discorria sobre o Shatranj, dentre outros jogos.

Origens do xadrez moderno (1450-1850)

Enxadristas árabes disputando
uma partida de xadrez, na
concepção de Ludwig Deutsch.
As peças no jogo antecessor ao xadrez eram muito limitadas em seus movimentos: o elefante (o antecessor do moderno bispo) somente podia mover-se em saltos por duas casas nas diagonais, o vizir (o antecessor da dama) somente uma casa nas diagonais, os peões não podiam andar duas casas em seu primeiro movimento e não existia ainda o roque. Os peões somente podiam ser promovidos a vizir que era a peça mais fraca, depois do peão, em razão da sua limitada mobilidade.

Por volta do ano de 1200, as regras do xadrez começaram a sofrer modificações na Europa e aproximadamente em 1475, deram origem ao jogo assim como o conhecemos nos dias de hoje. As regras modernas foram adotadas primeiramente na Itália (ou, segundo outras fontes, na Espanha): os peões adquiriram a capacidade de mover-se por duas casas no seu primeiro movimento e de tomar outros peões en passant, enquanto bispos e damas obtiveram sua mobilidade atual. 


A dama tornou-se a peça mais poderosa do jogo. Estas mudanças rapidamente se difundiram por toda a Europa Ocidental, com exceção das regras sobre o empate, cuja diversidade de local para local somente se consolidou em regras únicas no início do Século XIX.

Por esta época iniciou-se o desenvolvimento da teoria enxadrística. A mais antiga obra impressa sobre o xadrez, Repetición de Amores y Arte de Ajedrez, escrito pelo sacerdote espanhol Luís de Lucena, foi publicado em Salamanca no ano de 1497[21]. Lucena e outros antigos mestres do Séculos XVI e XVII, como o português Pedro Damiano de Odemira, os italianos Giovanni Leonardo Di Bonna, Giulio Cesare Polerio, Gioacchino Greco e o bispo espanhol Ruy López de Segura, desenvolveram elementos de aberturas e defesas, tais como Abertura Italiana, Ruy López e o Gambito do Rei, além de terem feito as primeiras análises sobre os finais.
Templários disputando uma partida de xadrez numa
iluminura do Libro de los juegos
No Século XVIII, a França passou a ocupar o centro dos acontecimentos enxadrísticos. Os mais importantes mestres eram o músico André Philidor, que descobriu a importância dos peões na estratégia do xadrez, e Louis de la Bourdonnais que venceu uma famosa série de matches contra o mais forte enxadrista britânico da época, Alexander McDonnell, em 1834. O centro da vida enxadrística nesse período eram as coffee houses nas maiores cidades européias, dentre elas o Café de la Régence em Paris e o Simpson’s Divan em Londres.

Durante todo o Século XIX, as entidades enxadrísticas se desenvolveram rapidamente. Diversos clubes de xadrez e vários livros sobre enxadrismo foram publicados. Passaram a ocorrer matches por correspondência entre cidades, tais como o ocorrido entre o London Chess Club contra o Edinburgh Chess Club em 1824[23]. As composições de xadrez tornaram-se comuns nos jornais, nos quais Bernhard Horwitz, Josef Kling e Samuel Loyd compuseram alguns dos mais famosos problemas de xadrez daquela época. No ano de 1843, a primeira edição do Handbuch des Schachspiels foi publicada, escrita pelos mestres germânicos Paul Rudolf von Bilguer e Tassilo von Heydebrand, sendo considerada a primeira obra completa sobre a teoria enxadrística.

O nascimento de um esporte

Benjamin Franklin disputando uma
partida de xadrez, quadro do artista
Edward Harrison May (1824-1887)
O primeiro torneio moderno de enxadrismo ocorreu em Londres em 1851. O campeão foi o alemão Adolf Anderssen, relativamente desconhecido à época, sendo aclamado como o melhor enxadrista do mundo. O seu estilo enérgico e brilhante, tornou-se muito popular, sendo imitado pelos outros praticantes. Suas partidas repletas de sacrifícios, tais como a Imortal ou a Sempreviva, foram consideradas como as mais altas realizações da arte enxadrística. A Imortal é citada por alguns autores como a mais famosa partida da história do enxadrismo.

Uma visão mais profunda sobre a estratégia enxadrística veio com dois jovens enxadristas: Paul Morphy e Wilhelm Steinitz.

O Imperador Germânico Oto II
jogando xadrez com uma cortesã
 numa iluminura de 1320
O norte-americano Morphy, um extraordinário prodígio, venceu todos os seus mais fortes oponentes, incluindo o próprio Anderssen, durante sua curta carreira entre os anos de 1857 e 1863. O sucesso de Morphy originou-se de uma combinação de ataque fulminante e profunda estratégia.

Este esquema foi mais tarde reinventado e descrito pelo outro mestre e teórico, o alemão Wilhelm Steinitz. Steinitz iniciou uma outra importante tradição: após o seu triunfo sobre o proeminente mestre alemão Johannes Zukertort, em 1886, foi considerado como o primeiro campeão mundial de xadrez]. Steinitz veio perder a coroa somente em 1894 para um jovem filósofo e matemático alemão, Emanuel Lasker, que manteve o seu título por 27 anos, a mais longa permanência como campeão do mundo de todos os tempos. Lasker foi o primeiro enxadrista a utilizar métodos psicológicos contra seus adversários.

Mas foi o prodígio cubano, o diplomata José Raúl Capablanca, campeão do mundo no período compreendido entre 1921 e 1927, que colocou um fim no reinado germânico do mundo do xadrez. Capablanca amava posições simples e os finais de jogo; permaneceu imbatível nos torneios por oito anos até 1924. Capablanca é considerado nos dias atuais como o maior talento natural da história do enxadrismo e o maior enxadrista hispânico de todos os tempos. Seu sucessor foi Alexander Alekhine, um forte atacante, que faleceu como campeão do mundo em 1946, tendo perdido seu título por um breve período de tempo para o enxadrista holandês Max Euwe em 1935, conquistando-o novamente dois anos depois.

No período compreendido entre as duas grandes guerras mundiais, a teoria enxadrística foi revolucionada por uma nova escola de pensamento conhecida como Hipermodernismo, liderada por Aaron Nimzowitsch e Richard Réti. Eles negavam a validade absoluta dos princípios da escola posicional que tinha sido estabelecida por Steinitz e Tarrasch. Os hipermodernistas defendiam o controle à distância do centro do tabuleiro por meio de peças, em lugar de ocupar as casas centrais com peões, convidando os adversários a ocupar o centro com seus peões que logo se tornariam alvos de ataque.

Desde o final do Século XIX, o número de torneios e matches entre mestres vem rapidamente crescendo. Em 1914, o título de grande mestre foi pela primeira vez conferido oficialmente pelo czar russo Nicolau II aos cinco finalistas do torneio de São Petersburgo: Capablanca, Lasker, Alekhine, Tarrasch e Marshall. Esta tradição continua sendo seguida pela FIDE, fundada em 1924, até os dias de hoje.

Era pós-guerra

Após a morte de Alekhine, o novo campeão do mundo foi selecionado em um torneio de enxadristas de elite, organizado pela FIDE que, desde então, vem conferindo o título. O vencedor do torneio de 1948, o soviético Mikhail Botvinnik, iniciou um era de hegemonia soviética no mundo do xadrez. Até a dissolução da União Soviética, houve somente um campeão do mundo não-soviético, o norte-americano Robert Fischer.

No sistema informal que era adotado anteriormente, o campeão do mundo tinha o direito de decidir com qual desafiante disputaria o título mundial, ficando a cargo do desafiante a busca por patrocinadores para o match. A FIDE veio então a estabelecer um novo e moderno sistema de torneios de classificação e matches que substituía este sistema arcaico. Os melhores enxadristas do mundo passaram a ser selecionados primeiramente nos Torneios Zonais, sendo seguidos pelos Torneios Interzonais. Os melhores finalistas dos Torneios Interzonais participam do Torneio de Candidatos que, por sua vez, definirá quem será o desafiante que poderá então disputar a coroa com o campeão do mundo. Um campeão derrotado neste match final tinha o direito de jogar um rematch no ano seguinte. O sistema funcionava em um ciclo de três anos.

Botvinnik venceu o campeonato mundial em 1948 e reteve a coroa nos anos de 1951 e 1954. Em 1957, a perdeu para Vasily Smyslov, mas recuperou o título pelo rematch em 1958. Em 1960, ele perdeu novamente para Mikhail Tal. Botvinnik recuperou o título novamente em 1961.

Entretanto, a partir de 1961, a FIDE aboliu a cláusula do rematch, e o campeão seguinte, Tigran Petrosian, um gênio da defesa e um fortíssimo jogador posicional, manteve a coroa no período de 1963 a 1969. Seu sucessor, Boris Spassky, foi campeão do mundo entre os anos de 1969 e 1972, sendo um formidável enxadrista tanto no jogo posicional quanto em agudas situações táticas.

Garry Kasparov ganhou títulos
mundiais  consecutivos
de 1985 a 2000.
O campeonato seguinte, disputado entre Spassky e o jovem norte-americano Robert Fischer, foi aclamado como o Match do Século. O match foi vencido por Fischer que, em 1975, se recusou a defendê-lo contra o soviético Anatoly Karpov. A FIDE concedeu o título a Karpov que o defendeu duas vezes contra Viktor Korchnoi e dominou o mundo do xadrez nas décadas de 70 e 80 com uma longa série de vitórias.

A supremacia de Karpov terminou em 1985 pelas mãos de um outro enxadrista soviético, Garry Kasparov. Kasparov e Karpov disputaram ainda o título mundial cinco vezes entre os anos de 1984 e 1990.

Em 1993, Kasparov e Nigel Short romperam com a FIDE e organizaram o seu próprio match pelo título mundial, fundando a Professional Chess Association. 


Vladimir Kramnik derrotou Kasparov 
em 2000  e unificou as duas coroas 
mundiais em 2006
Como conseqüência naquele período passaram a existir dois campeões mundiais, representando entidades distintas, a FIDE e a PCA. Logo depois do campeonato de 1995 a PCA faliu, e Kasparov não tinha nenhuma organização de onde escolher seu desafiante. Em 1998, ele então fundou o Conselho Mundial de Xadrez e organizou o Campeonato Mundial de Xadrez Clássico. Uma reunificação dos títulos somente veio a ocorrer em 2006, quando o russo Vladimir Kramnik derrotou o campeão FIDE Veselin Topalov e tornou-se o campeão do mundo das duas coroas.


Em 2007, o título mundial pela FIDE foi conquistado pelo indiano Vishy Anand durante o evento denominado Campeonato Mundial de Ajedrez México 2007, onde Kramnik foi um dos finalistas.

Vishy Anand, campeão mundial
de xadrez pela FIDE em 2008.
Em 2008, Anand confirmou o título mundial de xadrez durante o match em Bonn, realizado nos dias 26 de outubro a 1 de novembro. O resultado do match foi definido no dia 29, com o empate de Kramnik e Anand, com ampla vantagem do indiano (6,5 a 4,5), tornando desnecessária a 12ª. partida do match.

Com esta vitória, Anand também se torna o primeiro campeão de xadrez nas três modalidades: knockout, torneio, e match.

No Brasil, os campeonatos nacionais ocorrem desde 1927, sendo que o primeiro campeão foi Souza Mendes em campeonato disputado no Rio de Janeiro. O primeiro campeonato brasileiro feminino ocorreu em 1960 na cidade de Brusque e a primeira campeã foi Dora Rúbio.

O brasileiro Henrique Mecking é o mais
importante enxadrista brasileiro.
No ano de 1977 foi considerado o terceiro
 melhor jogador do mundo
Na literatura enxadrística, o Xadrez Básico, escrito pelo médico e mestre nacional Orfeu D’Agostini, influenciou gerações de enxadristas brasileiros, assim como o Manual de Xadrez, de Idel Becker e publicado em 1948. 


O Xadrez Básico tornou-se um best-seller no Brasil, tendo sido publicado pela primeira vez no ano de 1954. Na atualidade, um dos autores mais importantes é o MI Rubens Filguth que escreveu uma biografia de um dos mais importantes enxadristas brasileiros, intitulada Mequinho, o perfil de um gênio, a obra de referência Xadrez de A a Z e organizado a coletânea de ensaios A Importância do Xadrez, dentre outras obras.

Henrique Mecking, mais conhecido como Mequinho, é considerado o mais importante enxadrista brasileiro, tendo alcançado o seu auge no ano de 1977, quando foi considerado o terceiro melhor jogador do mundo, superado apenas por Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi. Todavia, uma doença grave, a miastenia, que compromete seriamente o sistema nervoso e os músculos, fez Mequinho abandonar as competições em 1978. No estágio mais grave da doença passou a frequentar os cultos da Renovação Carismática Católica.

Ao se recuperar, passou a dedicar-se integralmente à religião, mas sempre alimentou a esperança de voltar a jogar xadrez. Finalmente voltou a jogar em 1991, num match de seis partidas contra o grande mestre Pedrag Nikolic. 


Em 2001, venceu Judit Polgar, a maior enxadrista do mundo. Mequinho vem participando de diversos torneios pela Internet e é atualmente um Grande Mestre Internacional, com uma pontuação no rating FIDE. 

Com Informações  Wikipédia, a enciclopédia livre

18 de novembro de 2010

Cadija, a Grande

Cadija binte Cuailide,  Cadija Alcobra ou Cadija, a Grande (Khadījah al-Kubra), melhor conhecida apenas como Cadija, foi primeira esposa do profeta muçulmano Maomé e primeira pessoa a se converter à religião pregada pelo marido. Ela é comumente reconhecida pelos muçulmanos como "Mãe dos Crentes" (Umalmuminim). Foi uma das figuras femininas mais relevantes do islamismo ao lado da filha Fátima e permaneceu monogamicamente casada com Maomé por mais de 25 anos. Era a mais próxima dele e vários hádices narram que era a mais confiável e favorita entre todos seus casamentos.

Cadija era filha de Cuailide do clã Assade dos coraixitas e Meca e Fátima, membro do clã Banu Hachem da mesma tribo. Ela nasceu em Meca, provavelmente em 555. Antes de casar-se com Maomé, casou-se duas vezes com Abu Hala Malaque ibne Nabaxe ibne Zarrara ibne Tamimi, um cliente do clã mecano de Abdal Dar de quem provavelmente se divorciou — uma prática comum em Meca — e Utaique/Atique ibne Aide ibne Abdalá do clã Maczum, que diz-se que faleceu e deixou-a viúva. A ordem dos casamentos é debatida, mas talvez casou-se primeiro com Abu Hala e então Utaique e isso talvez se confirma pelo fato de Alçaíde ibne Abi Alçaíde, sobrinho do último, tornar-se parceiro de negócios de Maomé. Com Abu Hala, Cadija teve duas filhas de nome Hala e Hinde, enquanto que com Utaique teve outra filha chamada Hinda.

Diz-se que alimentava e vestia os pobres, assistia seus parentes financeiramente e dava dotes de casamento aos casais pobres, bem como que possuía um ídolo de Uza em sua casa. Antes de casar-se com Maomé, também tinha propriedade e pôde envolver-se no comércio. W. Montgomery Watt sugeriu que essa independência provavelmente tem raízes na persistência de antigas práticas baseadas na realeza matrilinear; como exemplo ele cita o fato de a irmão de Cadija, Rucaica, ter uma filha chamada Umaima binte Rucaica. Tornou-se uma mercadora bem sucedida e diz-se que quando caravanas coraixitas reuniam-se para viajar em sua jornada de verão à Síria ou sua jornada de inverno ao Iêmem, sua caravana se igualava as caravanas dos outros mercantes coraixitas juntas. Era conhecida pelos títulos de Amaarate Coraixe ("Princesa de Coraixe"), Taira ("a Pura") e Cadija Alcobra ("Cadija, a Grande").

Ela não viajava em suas caravanas e contratava outros para negociar em seu nome por uma comissão. Em 605 ou antes, precisava de um agente à transação na Síria. Abu Talibe recomendou seu sobrinho Maomé. Sua experiência no lido de caravanas no negócio de Abu Talibe rendeu-lhe os títulos Alçadique ("o Verdadeiro") e Alamim ("o Confiável" ou "Honesto"). Ela envio um dos seus pedindo que fosse a Bostra, na Síria, com suas mercadorias e ofereceu-lhe o dobro do maior valor que já pagou a um coraixita e os serviços de companheiro seu chamado Maiçara. Ele aceitou e foi acompanhado por Maiçara. Ao retornarem, Maiçara fez um bom relato da condução do negócio por Maomé, que resultou no dobro do lucro esperado. Também informou-a que no retorno, Maomé parou para descansar sob uma árvore e um monge que passava, de nome Nestor, informou-o que "ninguém além de um profeta já alguma vez sentou embaixo dessa árvore."

Cadija então consultou seu primo Uaraca ibne Naufal que lhe disse que caso Maiçara estivesse dizendo a verdade, então Maomé era o esperado profeta dos povos. Diz-se que ela teve sonho no qual o Sol descia do céu ao seu quintal, iluminando sua casa, e ao relatá-lo a Uaraca ele disse-lhe para não se alarmar, pois o Sol indicava que o profeta iria agraciar sua casa. A tradição afirma que, nessas circunstâncias, ela propôs o casamento a Maomé, que aceitou. Watt, porém, descarta toda essa hipótese, bem como aquela que Cadija embriagou seu pai para que este consentisse a união.

Ela confiou a um amigo chamado Nafisa a missão de se aproximar de Maomé e perguntá-lo se queria se casar. De início, Maomé hesitou pois não tinha dinheiro para sustentá-la. Nafisa perguntou-lhe se considerava se casar com uma mulher capaz de sustentar-se. Maomé concordou encontrar-se com Cadija, e após esse encontro consultaram seus respectivos tios. O contrato de casamento foi feito pelo tio de Cadija, Amer ibne Assade, enquanto Hâmeza agiu em nome de seu sobrinho. Diz-se que à época Maomé tinha 25 (ou 23/22) anos e Cadija tinha 40 (ou 48). O casal aparentemente viveu por algum tempo num baite (bayt) no dar do sobrinho de Cadija, Haquim ibne Hizam, em Meca. Em 616, os coraixitas declararam um boicote comercial contra aos haxemitas. Eles atacaram, prenderam e baterem nos muçulmanos, que às vezes ficaram dias sem comida e bebida. Durante o boicote, seu sobrinho Haquim levou-lhe comida. Foi por ele que Cadija recebeu Zaíde ibne Harita, que era um escravo da Síria ou que foi comprado em Ucaz.

Foram casados monogamicamente por 25 anos. O casamento contrasta com a prática subsequente de Maomé após a morte de Cadija. A esposa mais jovem de Maomé, Aixa, tinha ciúmes da afeição e lealdade que Maomé mantinha de Cadija mesmo após sua morte. Esse casamento foi um ponto de virada na carreira de Maomé, sobretudo porque alegadamente ela apoiou e encorajou-o, aumentando sua confiança em si e em sua missão. Segundo a narrativa tradicional sunita, quando Maomé relatou sua primeira relação do arcanjo Gabriel (Jibril), ela foi a primeira pessoa a converter-se ao islamismo. 

O casamento provavelmente foi recedido num verso (XCIII.8), "Ele não viu-o necessitado e enriqueceu-o?", pois a riqueza dela permitiu-lhe participar mais extensivamente em operações comerciais, e embora não haja menção de mais missões à Síria, provavelmente continuou a atuar em parceria com Alçaíbe.

Após sua experiência na caverna de Hira, Maomé retornou para Cadija em pânico, pedindo-lhe que o cobrisse com um cobertor. Após acalmá-lo, ele descreveu-lhe o encontro, que confortou-o com as palavras: "Alá certamente protege-o de qualquer perigo, e nunca permitiria ninguém insultá-lo como se fosse um homem de paz e reconciliação e sempre estendeu a mão da amizade para todos."

 Pouco depois, ela relatou o ocorrido para seu primo cristão Uaraca ibne Naufal e ele declarou que essa experiência era similar aquela de Moisés quando recebeu a lei, ajudando a confirmar a crença de Maomé na genuinidade da experiência. Diz-se que Cadija morreu três dias após Abu Talibe em 619.

Da união com Maomé resultaram seis filhos, dois homens e quatro mulheres. Os dois filhos, Alcacim e Abdalá, faleceram ainda em tenra idade, e há os que acreditam tratar-se de apenas uma pessoas. As suas quatro filhas foram Zainabe, Rocaia, Um Cultum e Fátima.

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre

17 de novembro de 2010

"Clima tenso movimenta Sessão de Vereadores em Altaneira" por José Nicolau

Vereador Deza concedendo entrevista
à TV Diário - Foto Junior Nevoeiro
O clima tenso e de acusações entre dois parlamentares marcou as discussões da Sessão Ordinária de ontem (16/09) no Poder Legislativo Local. Antes disso, porém, faz-se interessante destacar que, voltou a ser debatido o Projeto de Resolução do Vereador Adeilton Silva (PSDB) referente a gravação das Sessões.

Ainda aqui, vale lembrar que esse mesmo projeto tinha sido até discutido na sessão anterior realizada no dia 10. No entanto o mesmo não foi para a votação, pois na redação do mesmo constava a palavra “secreta”. 


Tomando como base tal pressuposto, o vereador Devaldo (PMDB) pediu que a redação do Projeto e, por conseguinte a defesa do requerente não tinha sido bem formulada, haja vista que as sessões não podem ser privadas ao público.

A redação do Projeto foi reformulada e apresentada novamente para discussão e votação. O Vereador autor da proprosição calcado no Regimento Interno da casa afirmou que as reuniões podem ser secretas sim, mas somente em casos de CPI. O mesmo argumento foi defendido pelo Vereador Deza Soares (PCdoB). O mesmo acrescentou ainda que o fato delas serem secretas nesses casos não significa dizer que o público e, ou, a população não possa tomar conhecimento do teor dessas discussões. Feitas a defesa da importância desse projeto, como por exemplo, no auxílio a mais para a relatora da ata e na constituição dessas gravações como fontes históricas e, por conseguinte como possível elemento de centros de documentação e, isso é uma bandeira que, nós, do Notícias em Destaque estamos levantando a partir da aprovação desse projeto.

Dito isso e, a partir disso, a sessão começou a se polemizar e a ganhar contornos dramáticos. A sessão começou a se centralizar, a se polarizar entre esses dois vereadores, ou seja, Deza Soares e Adeilton Silva. Dentro os assuntos dessa discussão, voltou a tona uma vez mais a Declaração de Pobreza dos vereadores da Situação alegando não estarem em condições de pagar o valor do processo. A volta desse assunto foi à gota d’água para que os conflitos entre os dois se expandissem e tomasse conta da sessão.

Ainda em relação a isso, o Vereador Deza Soares contestou o fato do Vereador Zé de Enéias ter assinado o documento sem ter lido. Ainda assim, parece que a centralidade das discussões, a polarização das discussões insistia em continuar, insistia em se ter apenas os dois parlamentares discutindo. A situação chegou a nível tal que, os ânimos se alteraram e ofensas pessoais tomaram conta do Plenário da Câmara.

O vereador Deza Soares afirmou que seu colega Adeilton Silva foi alvo de denúncias junto ao Conselho Tutelar e este por sua vez relatou, apesar de não ter sido no microfone, que Vereador Deza quando possuia estabelecimento comercial chegou a desviar cargas. A partir daí diversas outras acusações vieram de ambas as partes e, o Vereador Deza disse categoricamente que iria processa-lo por calúnia e difamação.


Ordem do Dia 



Na Ordem do Dia vários foram os pontos que se discutiram no dia de ontem, aliás, e, diga-se de passagem, a presente sessão foi uma das mais movimentadas dos últimos meses. Alguns requerimentos aprovados, tais como o que requer a Iluminação no Cemitério Novo, oriundo da Vereadora Valdelice (PC do B).


A saúde também foi uma vez mais tema de debate. A questão foi levantada pelo parlamentar Flávio Correia (PSB). O mesmo proferiu discurso cobrando uma resposta da Secretaria de Saúde deste município no que toca as realizações das cirurgias de cataratas para os idosos. Ainda no que se refere a saúde pública local, o vereador discorreu ainda sobre uma questão muito antiga, qual seja, o mal atendimento que perpassa no hospital em relação aos usuários.

Tribuna Livre



Encerrada a pauta do dia o suplente de Vereador Antônio Rodrigues de Carvalho, mais conhecido como Antônio Nevoeiro teceu duras Críticas ao Prefeito Municipal. Ele fez um discurso com ar de desconfiança, com uma sonoridade de descréditos em relação a Administração de Altaneira, chegando inclusive a fazer alusão da administração local como sendo uma Ditadura.


Dentre as razões que o subsidiaram e, ou, que o levaram a isso se deu em virtude do fato do Gestor Municipal estar querendo colocar a sua família contra ele, mais especificamente o seu filho mais novo, o Rodrigo. De acordo com discurso proferido por ele na sede do Poder Legislativo, a Administração local, na pessoa do Prefeito teria dito que iria eleger seu filho para Vereador, o que levaria a um desacordo familiar entre eles.

O Antônio Nevoeiro discorreu ainda que não está magoado com o Partido, o PSDB, mas sim com o Administrador. Afirmou ainda que o Gestor Municipal é desprovido de palavra, Pois a palavra dele é como “risco em água”.

ÁUDIO DA SESSÃO

Em parceria com a Rádio Comunitária Altaneira FM estamos disponibilizando o  Áudio da Sessão da Câmara Municipal de Altaneira realizada ontem (16-11).

A Sessão é dividida em três partes, da mesma forma dividimos o áudio, em face de interferências na gravação alguns trechos foram retirados. Clique e ouça nossos vereadores:


1- Pequeno Expediente;

2 - Ordem do Dia;

3 - Grande Expediente.

Após ameaçar infiéis, PSDB dá sinais de recuo

Dep. Raimundo Gomes de Matos
Presidente do PSDB no Ceará
Tanto bradou o PSDB cearense para, no fim, reconhecer que, na política, é preciso relativizar. Passadas as fortes emoções do período eleitoral, a comissão de ética do partido resolveu fazer uma leitura fria do contexto político e, ontem, considerou que as infidelidades partidárias cometidas pelos tucanos que apoiaram a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) - ao invés de defender José Serra (PSDB) - devem ser analisadas caso a caso. 

“Muitas pessoas, prefeitos, vereadores, então ficaram seduzidas pela onda que aconteceu com a candidatura do PT. Nós tivemos uma eleição um pouco conturbada, então temos que ver as causas”, considerou o presidente da comissão de ética, Marcondes Rosa. Para ele, os “acidentes” de percurso não devem interferir na leitura dos fatos.

A análise da comissão de ética será encaminhada, agora, à executiva estadual da sigla. A data do novo encontro ainda não foi definida. Além de Marcondes, integram a comissão de ética o ex-deputado Francini Guedes, o ex-prefeito de Viçosa do Ceará, Evaldo Soares, o empresário Assis Machado e a ex-secretária de Justiça do governo Tasso Jereissati, Sandra Dond.


Mea-culpa


Ao tomar conhecimento sobre o resultado da reunião, na noite de ontem, o presidente interino da sigla, deputado Raimundo Gomes de Matos, endossou a análise da comissão de ética, mas não descartou que casos “mais emblemáticos” sofram “desde advertência até expulsão”.


Para Matos, a executiva do PSDB teve “parcela de culpa” sobre os casos de infidelidade partidária identificados nestas eleições, por não ter “fechado questão” sobre os diretórios municipais tucanos que já se posicionavam favoráveis à candidatura petista desde o primeiro turno das eleições 2010.


Com informações O POVO

Senado homenageará Rachel de Queiroz

Por iniciativa do senador Inácio Arruda (PCdoB), o Senado Federal realizará nesta quarta-feira, 17, uma sessão solene para marcar as comemorações do centenário da escritora cearense Rachel de Queiroz, a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras, em 1977, ocupando a cadeira de nº 5. Durante o ato, Inácio Arruda distribuirá cópia do fac-símile manuscrito do livro ''O Quinze'', obra que consagrou Rachel de Queiroz como uma das maiores escritoras brasileira.

O manuscrito foi disponibilizado por José Mindlin, presidente da Sociedade de Cultura Artística e colecionador de livros raros desde os treze anos de idade, além de ter sua publicação autorizada por Maria Luiza de Queiroz Salek, irmã da escritora.

Inácio Arruda propõs também, por meio do projeto de lei (PLS 559/2009), que 2010 fosse o ''Ano Nacional Rachel de Queiroz''. Segundo disse, a instituição de um Ano Nacional dedicado a figuras públicas notáveis tem sido uma das maneiras de se prestar o devido reconhecimento a brasileiros de destaque.

O Grupo de Comunicação O POVO coloca a vida e a obra desta notável cearense em destaque através de uma série de eventos e ações, projeto batizado de Ano Rachel de Queiroz.


16 de novembro de 2010

"Prefeitos de Altaneira e Assaré podem ser expulsos do PSDB" por José Nicolau

Dirigentes estaduais do PSDB se reúnem no dia de hoje através de uma Comissão de Ética com a finalidade de julgar os membros do partido que, tanto no primeiro turno quanto no segundo resolveram contrariar as normas da sigla, ou seja, não apoiaram candidatos do próprio partido.

Essa decisão quanto a discussão, quanto ao debate sobre os que se incluem na lista de infiéis que sairá na tarde de hoje na sede do partido dizem respeito, principalmente no que toca ao segundo turno das eleições. 

É sabido que o candidato derrotado ao governo do ceara, o Marcos Cals, bem como também o senador Tasso Jereissatti que não conseguiu a sua reeleição, chegaram a afirmar que os filiados ao PSDB que não votaram em Marcos e, por conseguinte nele também no primeiro turno estariam desculpados, mas que não iriam admitir tamanha trairagem no turno seguinte. Os mesmos, chegaram, inclusive, a colocar que o Serra era uma possibilidade real do PSDB vir a ganhar força novamente, principalmente no Estado do Ceará e, que por isso mesmo, iriam intensificar os mecanismos que pudessem controlar as praticas de infidelidade oriundas de deputados estaduais e federais, vereadores e, muitos gestores municipais também.

Tais intensificações, diga-se de passagem, não vieram a surtir nenhum efeito, há vista que muitos gestores municipais continuaram fazendo e, ou, apoiando a candidata do PT e, não Jose Serra do PSDB como previam os líderes estaduais da sigla.

Diante disso, a lista de lideres políticos do PSDB que estão prestes a serem expulsos do Partido é muito grande e, eles próprios estão cientes disso. No entanto e, isso é bom que se diga que, o próprio PSDB esta dividido quanto a decisão a ser tomada por essa comissão de ética no dia de hoje. 

Nesse contexto, vale colocar que existe duas possibilidades quanto aos considerados infiéis a sigla. A primeira delas, não obedecendo necessariamente esta ordem, permite que os deputados, vereadores e prefeitos incluídos nesse rol de traidores da sigla saiam espontaneamente. A segunda e, não menos importante, levam a expulsão imediata dos mesmos sem possibilidades de direito de resposta, o que levam os culpados a irem na justiça para um possível retorno, caso isso venha acontecer.

Como já dissemos no inicio, a lista é muito grande e, inclusive, podem fazer com que o PSDB fique ainda mais reduzido, mas como disse um líder desse partido, “é melhor só do que mal acompanhado”. Incluem nessa lista, trazendo para mais para próximo de nos, prefeitos de duas cidades da Região do Cariri, quais sejam: o Gestor de Assaré, Evanderto Almeida e o prefeito de Altaneira, Antonio Dorival de Oliveira, esses dois ainda hoje, podem ser expulsos do PSDB ou convidados a deixarem a sigla, pois é sabido que, no primeiro turno, e ai quando afirmamos isso estamos nos remetendo especificamente agora o Prefeito local, ou seja, o de Altaneira que, ele, no primeiro turno foi até mais claro, uma vez que foi dito por ele em um comício no município que iria apoiar Cid Gomes ao invés de Marcos Cals, já no segundo turno, o silêncio tomou conta, pois ele não disse quem iria apoiar, se Dilma ou Serra, mas esse silêncio já é o suficiente para que ele venha nessa tarde a ser expulso ou convidado a deixar a sigla, haja vista que, os resultados nas urnas no segundo turno deram ampla vantagem para Dilma Rousseff. 

HEMOCE realiza Campanha para doação de sangue e Cadastro de Medula Óssea em Altaneira

O HEMOCE realizará na próxima quarta-feira, dia 17 de novembro, no Município de Altaneira Campanha de Doação de Sangue e Cadastro da Medula Óssea. Esse evento serve para permitir que pessoas possam sair do risco de vida ao qual se encontram nos hospitais espalhados pelos municípios vizinhos, principalmente da região do Cariri.

Ainda aqui, e importante destacar que para que você possa doar sangue e, por conseguinte realizar seu cadastro como doador de medula óssea e, com essa atitude vir a salvar vidas e necessários que estejas atento para alguns requisitos que você, não sem razão deve ter e, ou, atender, quais sejam, portar documentos oficial de identificação com foto, não ter registrado câncer, estar enquadrado entre 18 e 55 anos de idade, ter um peso superior a 50 kg, alem de se prestar a ceder uma amostra de 10ml de sangue que servira para um teste de sua compatibilidade para com o paciente e, claro, dentre outros requisitos, e importante a sua assinatura se responsabilizando e, por conseguinte também autorizando essa sua atitude que, será enviada a sua mostra de sangue para os devidos procedimentos.

Vale mencionar que, o fato de você se cadastrar como doador de medula óssea e, estar apto a doar sangue, isso não significa que tudo já esta terminado. É preciso que você esteja atendo ainda para alguns pontos considerados relevantes após esses procedimentos ate então realizados. E, um deles e com certeza a verificação da sua compatibilidade com o recebedor e, ou, com o paciente. Nesse sentido, se for verificada a compatibilidade, vem então a sua nova contribuição, uma vez que você, doador, será uma vez mais convidado a realizar e, ou, a efetivar a sua doação.

Vale colocar nesse contexto ainda que, quem já fez o seu cadastro como Doador de Medula Óssea aqui no Município de Altaneira há quatro meses, mais especificamente no ultimo dia 30 de julho, ou em outra Cidade, não há a necessidade da realização de um novo cadastro e, assim, pode participar normalmente dessa campanha.

Os agentes de Saúdes comunicam a todos aqueles que participaram como doadores no mês de Julho e, que por ventura não vieram a receber a Carteira de Doador deve procurar o seu Agente de Saúde ate hoje, dia 15 para que sejam feitos os devidos procedimentos.

A Campanha de Doação de Sangue e Cadastro de Medula Óssea será realizada no Posto do Conjunto Populares, situado a Rua José Pio de Oliveira das 08h00 as 16h00.

 Por José Nicolau – Altaneira FM

Campanha de prevenção ao Câncer de Mama em Altaneira

O município de Altaneira, através da Secretaria de Saúde, esta desenvolvendo neste mês de novembro uma Campanha de Preservação do Câncer de Mama. Nunca é demais lembrar que esse assunto tem se tornado um dos pontos mais discutidos na área da Saúde nos últimos tempos, principalmente nos dois anos últimos.

Esse tipo de doença afeta duas em cada dez mulheres, segundo dados de pesquisas realizadas e, tem levado muitas mulheres a perderem contatos com a sociedade. Tem levado e, proporcionado constrangimento para as pessoas que a tem contido e, ou, adquirido o câncer de mama. Pesquisam revelam e, ate tem proporcionado um debate, uma discussão em torno disso que, muitas mulheres se isolam da sua família, principalmente do marido, pois acreditam não mais serem úteis para ele. Essa discussão, inclusive, tem virado tema de novelas, o que tem permitido essa discussão, esse debate e, por conseguinte o lançamento dessas pesquisas.

Vale lembrar que o Câncer de Mama tem cura, desde que seja tratado antecipadamente. A Secretaria de Saúde de Altaneira Espera atingir um grande contingente feminino ate o termino dessa Campanha que, estará sendo efetivada durante todo o transcorrer de Novembro Nas Estratégias de Saúde de Família, o E.S.F. para que sejam efetuadas alem da prevenção, outros procedimentos que, não sem razão, também caminham para esse sentido, tais como avaliação e diagnósticos.

 Por José Nicolau – Altaneira FM

15 de novembro de 2010

A Proclamação da República Brasileira

"Proclamação da República", óleo sobre tela de Benedito Calixto (1893)
- Acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo

A Proclamação da República Brasileira foi um episódio, na História do Brasil, que instaurou o regime republicano no país, derrubando a Monarquia do Brasil e o Imperador D. Pedro II do Brasil. Ocorreu dia 15 de novembro de 1889 no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na Praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado sem o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil: D.Pedro II.

Caminhada da Seca em Senador Pompeu


Mais uma vez o martírio de milhares de retirantes no flagelo da seca de 1932, no Sertão de Senador Pompeu, foi relembrado na manhã de ontem. Cerca de seis mil fiéis partiram da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, no Centro desta cidade, com destino ao campo santo da barragem do Açude Patu. Ainda era madrugada quando o padre Roberto Costa anunciou o início da 28ª Caminhada da Seca. 

A maioria, vestidos de branco, pagava promessas e todos exaltavam as santas almas do povo, como ficaram conhecidas as vítimas da fome e da cólera, enterradas em covas coletivas ao lado da barragem, transformadas em milagreiras através do imaginário popular.

Como nos anos anteriores, homens se revezavam carregando na cabeça a maquete de uma cisterna de placa. Além do ato religioso, o reservatório domiciliar se transformou no símbolo da redenção do infortúnio sertanejo, a seca. Ao lado do agricultor, o padre Roberto Costa, responsável pela mobilização pastoral, guiava o rebanho humano pela sinuosa estrada do Santuário da Seca. Missionárias empunhavam faixas exaltando a caminhada e a luta do povo de Deus pela vida e cidadania. Logo atrás a multidão gritava em coro: "As almas do povo são o santo do povo!".

Enquanto o cortejo invadia a estrada sinuosa com destino ao santuário da barragem, uma das últimas sobreviventes do campo de concentração, dona Luiza Pereira Lô, aguardava diante do cemitério das Almas do Povo o início da celebração religiosa, realizada, tradicionalmente, naquele local. Apesar dos 93 anos, lúcida, não se afobava em relatar o seu testemunho sobre o sofrimento de quem não sobreviveu no curral da fome, como o lugar também ficou conhecido. "Ali, muita gente era mantida para não invadir e nem saquear as cidades", apontava ela para a represa logo abaixo. O restante do seu testemunho ela registrou para a multidão no início do culto religioso.

Acompanhado do bispo diocesano de Iguatu, dom João Costa, o pároco de Senador Pompeu convidou a sobrevivente para subir na plataforma onde a missa foi celebrada. Comovidos, muitos começaram a chorar. A costureira Maria do Socorro de Oliveira não se conteve ao ouvir o relato compassado de Dona Luiza, lembrando o sofrimento de sua família e de sua irmã nascida ali. Eles haviam caminhado mais de sete léguas, fugindo de miséria pior no Sertão dos Inhamuns. Embora pequena, entendia e sofria com eles. O pai se enterrou ali, a irmã também.

2,5 mil é o número estimado de retirantes mortos no campo de concentração do Patu, entre homens e mulheres, crianças, adultos e idosos. As vítimas são lembradas todos os anos


Início da Romaria

1932 foi o ano de grande seca no Nordeste. Em virtude desse fenômeno milhares de sertanejos, retirantes, seguiram de diversas regiões para Senador Pompeu, em busca de trabalho e comida. Para não invadirem e saquearem as cidades, foram mantidos no canteiro de obras da barragem do Açude Patu. Ficaram presos a uma vida verdadeiramente sub-humana.

Em 1982, é iniciada a romaria ao Santuário da Seca, cemitério da barragem do Patu, iniciativa do padre Albino Donatti. A ideia da Caminhada surgia em razão de reverenciar os mortos no mês de novembro, e, portanto, o segundo domingo deste mês foi escolhido pelo sacerdote para reverenciar os mortos anônimos da seca de 1932.

No ano de 1987 foi realizada uma manifestação popular de protesto em favor das comunidades do Patu, Carnaúba dos Canudos e Carnaúba dos Marianos, cujos moradores ficaram completamente isolados pelas águas do açude. O movimento foi encabeçado pela Paróquia e pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro (CCDH), sendo o Dnocs obrigado a construir estradas.

Somente no ano de 1988 são concluídas as obras do Açude Patu, quase 70 anos depois.

Diretamente envolvido com os movimentos sociais e culturais de sua terra natal, o advogado Valdecy Alves resolveu pesquisar uma das passagens mais dolorosas da história de seu povo, o sofrimento de milhares de flagelados no campo de concentração da barragem do Patu. 

Nas suas pesquisas Valdecy Alves constatou que o Campo de Concentração do Patu era um dos maiores do Ceará, com 16.221 flagelados. Naquele ano de 1932 haviam outros cinco no Estado: Carius, com 28.648; Buriti, no Crato, com 16 mil; Ipu, com 6.507; Quixeramobim, com 4.542 e mais dois em Fortaleza, o do Urubu e o do Matadouro Modelo, juntos somando 1,8 mil retirantes. O Campo do Patu, começou a ser construído em abril de 1932. Diariamente eram mortos 30 bois, consumiam-se 80 sacos de farinha e 40 sacos de feijão.

Senador Pompeu tinha posição privilegiada no sertão Central e foi um importante centro comercial. A estrutura era composta por vários casarões e armazéns, e o trem conseguia chegar até lá. Sendo fácil tanto transportar flagelados como provisões. Por fim, lá houve a maior quantidade de mortos. Tamanho foi o sofrimento, que as almas foram santificadas pelo imaginário popular.