7 de setembro de 2010

Desfile de 7 de Setembro em Altaneira

Fotos do arquivo pessoal da família do ex-prefeito 
Euclides Nogueira Santana
O ano é 1971, o prefeito de Altaneira era Euclides Nogueira Santana, um patriota acima tudo, que decide realizar um desfile para ficar na história de Altaneira. Assim foi o desfile de 7 de setembro de 1971 promovido pela Prefeitura Municipal onde todos os estudantes participaram e celebraram o Dia da Independência do Brasil.

Os estudantes se apresentavam com uniformes escolar e com fantasia dos personagens da independência como D. Pedro I, José Bonifácio e outros. Era o auge da ditadura militar, mas poucos em Altaneira tinha conhecimento do que acontecia no resto País.

O nosso povo celebrou o Dia da Pátria como em nenhum outro ano. Ainda hoje os estudantes daquela época, hoje cinquentões, lembram do desfile de 7 de setembro de 1971 de forma glamorosa.

Confiram fotos:





















4 comentários:

  1. CASIMIRO DE ABREU




    MEUS OITO ANOS





    MEUS OITO ANOS

    Oh! que saudades que tenho
    Da aurora da minha vida,
    Da minha infância querida
    Que os anos não trazem mais!
    Que amor, que sonhos, que flores,
    Naquelas tardes fagueiras
    À sombra das bananeiras,
    Debaixo dos laranjais!
    Como são belos os dias
    Do despontar da existência!
    — Respira a alma inocência
    Como perfumes a flor;
    O mar é — lago sereno,
    O céu — um manto azulado,
    O mundo — um sonho dourado,
    A vida — um hino d'amor!
    Que aurora, que sol, que vida,
    Que noites de melodia
    Naquela doce alegria,
    Naquele ingênuo folgar!
    O céu bordado d'estrelas,
    A terra de aromas cheia
    As ondas beijando a areia
    E a lua beijando o mar!
    Oh! dias da minha infância!
    Oh! meu céu de primavera!
    Que doce a vida não era
    Nessa risonha manhã!
    Em vez das mágoas de agora,
    Eu tinha nessas delícias
    De minha mãe as carícias
    E beijos de minha irmã!
    Livre filho das montanhas,
    Eu ia bem satisfeito,
    Da camisa aberta o peito,
    — Pés descalços, braços nus
    — Correndo pelas campinas
    A roda das cachoeiras,
    Atrás das asas ligeiras
    Das borboletas azuis!
    Naqueles tempos ditosos
    Ia colher as pitangas,
    Trepava a tirar as mangas,
    Brincava à beira do mar;
    Rezava às Ave-Marias,
    Achava o céu sempre lindo.
    Adormecia sorrindo
    E despertava a cantar!
    ................................
    Oh! que saudades que tenho
    Da aurora da minha vida,
    Da minha infância querida
    Que os anos não trazem mais!
    — Que amor, que sonhos, que flores,
    Naquelas tardes fagueiras
    À sombra das bananeiras
    Debaixo dos laranjais!



    BIOGRAFIA

    Abreu, Casimiro de (1837-1860), poeta romântico brasileiro. Dono de rimas cantantes, ao gosto do público, Casimiro de Abreu publicou apenas um livro, As Primaveras (1859). Filho de um rico comerciante, Casimiro de Abreu nasceu em Barra de São João (Rio de Janeiro) e cresceu no Rio, então capital do Império e centro cultural do país. Entre 1853 e 1857, estudou em Portugal. A vocação literária, porém, suplantou a vida acadêmica. Em Lisboa, iniciou-se como poeta e dramaturgo. A peça Camões e Jaú estreou no teatro D. Fernando e, nela, o autor proclama sua brasilidade, as saudades dos trópicos e refere-se a Portugal como "velho e caduco". De volta ao Brasil, dedicou-se à atividade comercial, com o apoio paterno. Mas definia este trabalho como uma "vida prosaica…que enfraquece e mata a inteligência". Morreu aos 21 anos, de tuberculose, em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro. Seu poema mais famoso é Meus Oito Anos. Da segunda geração romântica brasileira, Casimiro de Abreu cultivava um lirismo de expressão simples e ingênua. Seus temas dominantes foram o amor e a saudade. Embora criticado por deslizes de linguagem e falta de embasamento filosófico, Casimiro de Abreu é admirado, justamente, pela simplicidade. Alguns versos acabaram se incorporando à linguagem corrente como, por exemplo, simpatia é quase amor, hoje nome de um famoso bloco do carnaval carioca.

    É pequena a obra poética de Casimiro de Abreu. Porém, deixou-nos de forma marcante, a poesia da saudade: "Canção do exílio" ("Meu lar") em que partia da aceitação premonitória, "Se eu tenho de morrer na flor dos anos", para a formulação de um desejo que se realizou plenamente: "Quero morrer cercado dos perfumes / Dum clima tropical.”. Meus Oito Anos, Minha Terra - poemas escritos em Portugal, onde adquiriu sua educação literária.

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  2. Muito interessante. A historiografia através das imagens! Rico, muito rico este acervo. Parabéns! Este blog além de cultural, educativo, é cívico-político...avante, marche!!!!

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  3. faço minhas as palavras de juraci olhando essas fotos da uma saudade imensa de tudo que vivemos naquela época. roselice bitu

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  4. Muito bom rever essas fotos, muitos já não estão entre nós. Os jovens daquela época são os velhos de hoje.
    Um grande marco da nossa história política.

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