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| Ciristas e bolsonaristas tentam amenizar fala de Michele Bolsonaro (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
Imagino, fora do Estado, as pessoas em busca de entender como um partido do tamanho do PL, com Flávio frente a perspectivas palpáveis de ir ao segundo turno e com chance de vitória, de repente se vê mergulhado em crise por causa de um estado fora do espectro dos mais importantes econômica e politicamente
Turbulência essa relacionada à defesa da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) a governador, não posicionado hoje entre os favoritos, e de Priscila Costa, ex-vereadora recém-empossada como deputada federal.
Mas, sim, o Ceará bagunça o bolsonarismo nacional.
A oposição local tenta evitar que a questão da família tumultue o palanque estadual.
A fala de Michelle Bolsonaro (PL) desencadeou a crise ao, em síntese, abordar três pontos:
Critica
o apoio a Ciro Gomes, relembra falas dele contra os Bolsonaro e defende que o
PL não o apoie no primeiro turno.
Defende
enfaticamente a candidatura de Priscila Costa (PL) ao Senado. Ainda bate duro
em André Fernandes (PL).
Confronta a postura de Flávio Bolsonaro em relação a ela.
Como Ciro Gomes é afetado?
Para Ciro, traz incertezas para o palanque e a montagem da chapa. Os acordos e o desenho feitos estão ameaçados. Michelle não sinaliza disposição para desistir facilmente. Caso seja enquadrada, tampouco aparenta que ficará quieta durante a campanha.
Isso afeta um eleitorado particularmente sensível para o tucano. Ele demonstra desejar o apoio do PL, mas sob o mínimo de holofote possível. De preferência, sem ter de falar do assunto — as mais naturais indagações o tiram do sério. As perguntas aumentam em quantidade e relevância.
Como
Flávio Bolsonaro é afetado?
O problema, neste momento, parece-me maior ainda para Flávio Bolsonaro. Muito se tem discutido sobre a relevância de gestos de Michelle em relação ao filho Zero Um do marido dela, Jair Bolsonaro (PL). Ela se distancia mais, de forma pública, com argumentos detalhados. O discurso da madrasta se volta para o eleitorado feminino, onde o bolsonarismo tradicionalmente encontra mais dificuldade.
Tudo
isso na véspera do fim do prazo da prisão domiciliar do marido, sob risco de
voltar para a Papudinha.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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