3 de junho de 2026

Lula defende Pix, soberania e critica clã Bolsonaro

Lula posou segurando cartaz em defesa do Pix durante evento em Catalão, Goiás (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta terça-feira (2/6), um vídeo segurando um cartaz com os dizeres “O Pix é do Brasil”, após a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de taxar produtos brasileiros em 25% em resposta à investigação de práticas comerciais brasileiras. Um dos pontos levantados pelos norte-americanos é o Pix.

“O Pix é nosso. É do Brasil e do povo brasileiro”, diz a legenda da postagem no X (antigo Twitter). O vídeo foi gravado durante o anúncio de um hospital universitário em Catalão, Goiás.

Lula comentou, mais cedo, sobre a taxação, e ligou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a visita que fez ao presidente Donald Trump à decisão da Casa Branca. Pela análise do presidente, os “filhos do (Jair) Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria", declarou.

“Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som: são traidores. (...) O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?”, questionou ainda Lula.

Governo reage e mira Bolsonaros

O governo alinhou a mensagem, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Marcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, também acusaram o clã Bolsonaro de sabotar as negociações com os EUA e atentar contra o Pix.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também ligou, o que chamou de “os meninos de Bolsonaro” à decisão dos Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em 25%. O petista lembrou que no ano passado, quando o presidente Donald Trump decidiu aplicar a primeira taxação, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agradeceu ao republicano em suas redes.

“Olha o que ele tuitou: ‘Obrigada, Trump. Faça o Brasil livre de novo, queremos o Magnitsky.’ A lei pune os brasileiros, que sequestra o dinheiro dos brasileiros que possam ter qualquer coisa nos EUA, inclusive o Alexandre de Moraes, que foi o ministro [do Supremo Tribunal Federal] que condenou o [Jair] Bolsonaro. (...) O outro filho dele [Bolsonaro] também agradeceu ao presidente Trump: ‘Vamos em rumo à lei Magnitsky’, Eduardo Bolsonaro criticando o Brasil e parabenizando o Trump pela taxação ”, recordou Lula.

O presidente pontuou ainda, durante agenda em Catalão (GO), que por não possuir navios, bomba atômica ou poderio militar para “fazer as guerras que Trump gosta de fazer”, escreveu artigos na imprensa internacional e enviou cartas ao governo americano, “dizendo que eles estavam mentindo”.

“Os Estados Unidos não tinham deficit com o Brasil. O superavit americano com o Brasil nos últimos 15 anos ultrapassa US$ 415 bilhões. Então, quem tinha que aumentar taxação éramos nós e não eles”, avaliou.

Recentemente, tanto Lula quanto Flávio tiveram encontros com Trump. O senador, que esteve na Casa Branca na semana passada, afirmou que pediu para que o Brasil não tivesse tarifas aplicadas. Por outro lado, o saldo da visita acabou negativo para o Planalto, uma vez que os EUA declararam recentemente, pós-encontro, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) seriam organizações terroristas.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

Leia também:

PSol aciona STF e pede investigação de Flávio por novo tarifaço

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A Administração do Blog de Altaneira recomenda:
Leia a postagem antes de comentar;
É livre a manifestação do pensamento desde que não abuse ou desvirtuem os objetivos do Blog.