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| O ex-ministro Ciro Gomes é pré-candidato a governador pelo PSDB (Foto: Samuel Setubal) |
Em pré-campanha para ser governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) minimizou a influência eleitoral de prefeitos que o apoiam ou ao atual gestor, Elmano de Freitas (PT). Ele reconheceu a dependência das administrações municipais em relação ao Estado e falou para os prefeitos se defenderem e separem "um vereadorzinho" fazendo campanha para ele durante as eleições.
"Os prefeitos estão numa dependência aguda dos poder central, tanto do Estado como de emendas vindas de Brasília. Só quem não conhece a vida do Ceará é que teme isso. Eu não, eu respeito isso. E digo aos prefeitos: se defendam. Defendam os seus municípios, separa aí um vereadorzinho pra segurar minha bandeira e tá tudo muito certo", declarou Ciro em entrevista durante passagem em Tianguá, na microrregião da Ibiapaba.
Ele mencionou eleições em que o candidatos foram eleitos contra adversários com apoio da ampla maioria dos prefeitos. Ele citou Tasso Jereissati (PSDB) contra Adauto Bezerra e os coronéis em 1986 e também o irmão dele, o senador Cid Gomes (PSB), contra Lúcio Alcântara, no PSDB na época, sendo eleito no primeiro turno.
Ciro disse que Cid na época era desconhecido, até então tratado como "irmão do Ciro", mas despontou como um grande quadro. Cid já havia sido prefeito de Sobral, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
"Quer dizer que eu vou ganhar? Não. Eu acho que é preciso lutar com humildade e procurar o povo. Respeitar os prefeitos e anunciar que uma vez sendo governador, vou restaurar a liberdade deles", completou.
Há quatro meses da eleição, a vantagem de Elmano de Freitas de fato é muito maior. São 179 prefeitos frente cinco que apoiam Ciro. Os gestores compareceram ao lançamento da pré-candidatura de Ciro. Marcaram presença no evento, o prefeito de Massapê e ex-presidente do PSDB Ceará, Ozires Pontes (PSDB), o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), o prefeito de Iguatu, Roberto Filho (PSDB), o prefeito de Parambu, Rômulo Noronha (Solidariedade), e o prefeito de Acarape, Edilberto Beserra (PSB).
Dias após o evento o senador Camilo Santana (PT) e o governador Elmano de Freitas (PT) comentaram sobre o apoio dos cinco prefeitos. Questionado pelo colunista e correspondente do O POVO em Brasília, João Paulo Biage, sobre o receio de uma possível debandada de prefeitos, Camilo respondeu: “Eles só podem ter 5, o resto é da base”.
Já Elmano apontou que ficaria preocupado caso o adversário tivesse o apoio dos 179 prefeitos restantes. "Eu acho que quem deve estar preocupado é quem tem cinco e do outro lado que não foi, portanto, tem 179. Eu acho que eu ficaria preocupado se tivesse 179 na pré-candidatura dele. Eu acho que é assim mesmo a democracia. Os prefeitos têm direito de escolher sua candidatura", disse.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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