25 de abril de 2017

Principais categorias do Ceará vão aderir à Greve Geral

Um dos cartazes divulgados pela CUT/Ceará nas redes sociais
Greve geral convocada por centrais sindicais de todo o País, em ato na próxima sexta-feira, (28/04) contra as reformas da Previdência e Trabalhista, tem adesão de categorias na capital cearense. Segundo a Central Única dos Trabalhadores do Ceará (CUT-CE), além de sindicatos que já anunciaram paralisação, como de bancários e professores, outros devem definir posição ainda nesta semana. 

Em Fortaleza, ato terá concentração na Praça Clóvis Beviláquia, às 8 horas da sexta-feira (28/04) e percorrerá o Centro durante a manhã. Membro da direção executiva da CUT-CE, Gardênia Baima afirma que são esperadas caravanas de toda a Capital, no ato que deve servir de “alerta” para que parlamentares “repensem seus votos, possam ter olhar para seus eleitores, que cobram posição de cada um dos deputados que elegeram”.

“É uma data histórica dos trabalhadores. Não há porque acordo com nenhuma flexibilização da legislação que já está em vigor. A CLT, os estatutos dos servidores, são conquistas. Não deve haver nenhum passo atrás nos direitos já conquistados. O que o governo de Michel Temer (PMDB) propõe é a retirada e o fim da aposentadoria solidária, que hoje garante o mínimo para os trabalhadores, seus dependentes”, complementa Gardênia.

Ela diz ainda que a CUT-CE acredita que “a resposta dos trabalhados vai ser mesmo de greve geral” e que comerciários devem se unir ao ato no Centro de Fortaleza com a movimentação da manifestação do dia 28.

José Guimarães classifica a PEC da reforma da Previdência como “um desastre” e vê traços de paralisação. “Os principais setores da economia, portuário, de transporte rodoviário e urbano, comércio... (todas as informações) são no sentido de que o Brasil vai parar”, argumenta.

Ontem (24/04), Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará (Sintro) anunciou que reunião na próxima quinta (27/04), deve definir a forma de participação da categoria nas mobilizações. A adesão à greve já foi aprovada tanto pela categoria dos motoristas de transporte rodoviário interurbano quanto pela Federação Nacional dos Rodoviários.

De acordo com o Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), professores da rede municipal e estadual de educação também devem parar aulas no dia. Servidores de universidades federais também irão se juntar à paralisação.

O Sindicato dos Bancários do Ceará deliberou em assembleia, na última quarta-feira (19/4) participação da categoria nas mobilizações de greve. De acordo com o presidente Carlos Bezerra, 134 bancos no Estado, em mais de 600 agências, devem parar serviços durante a greve geral.

Distantes desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, nove centrais sindicais voltaram a se aproximar e reuniram-se ontem para organizar a paralisação geral em todo o País. Em São Paulo, ônibus e trens do metrô devem parar por 24 horas. A greve deve ter adesão de parte do setor privado, como dezenas de escolas particulares.

A paralisação dos transportes na maior cidade do país é a principal aposta dos sindicalistas para intensificar o impacto da greve geral. O presidente do sindicato dos motoristas de São Paulo, José Valdevan de Jesus Santos, o Noventa, afirmou que os ônibus não sairão das garagens durante toda a sexta-feira. O Sindicato dos Metroviários afirmou que os trens do metrô também ficarão fora de circulação por 24 horas.

A última greve geral, segundo a CUT Nacional, aconteceu em 1996, durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A maior, entretanto, aconteceu entre os dias 14 e 15 de março de 1989, onde, segundo centrais sindicais, 70% da população teria paralisado atividades. O comando unificado da greve avaliou em US$ 1,6 bilhão o prejuízo causado pela paralisação nos dois dias, em valores da época. Naquele ano, a economia sofria com inflação acumulada ficou em 1.782,9%, a maior taxa já registrada na história do País.

Com informações O Povo Online